UM RECADO PRIMEIRO:
Quando escrevi esses primeiros capítulos, eu estava com a tradução habilitada no wattpad, então algumas palavras que eu escrevia, o site mudava completamente na hora de publicar. No entanto, ao longo do tempo, fui percebendo a razão desse problema e logo o corrigi. A partir do capítulo V não há mais esse transtorno!
Então, se puderem relevar alguns errinhos nesse começo de história, agradeço. Prometo que compensará no final :)
Ah, e uma última coisa: este livro está passando por processo de revisão no momento, mas não o tirarei do ar até que esteja completamente renovado em off. Então aproveitem, que logo logo vem uma nova e melhorada versão da história!
Agora, boa leitura <3
✨✨✨
Faltava pouco para o grandioso dia. Ela finalmente realizaria o propósito a qual estava destinada: casaria com o príncipe de seus sonhos. Mas então por que não se sentia realizada e completa? A ansiedade pelo momento não devia vir instantaneamente? Bom, era o que diziam, mas nem tudo se cumpre.
Ela estava na janela de seu quarto olhando para a paisagem que esta mostrava. Neve. Era o que dava seu nome: "Branca de neve". Por que ele deveria ter sido escolhido pela sua aparência e não pela sua essência? É claro, ela fora feita para ser uma princesa, desde o princípio.
Seu pai desde sempre dizia: "Branca de neve, um dia você será a rainha que todos esperam". Houve um tempo em que acreditara nisso, mas isso já não existia mais. Nem ao menos sabia o que queria, o que seria. Tudo o que viveu bagunçou sua mente, sua razão.
O frio que vinha pela janela acalmava-a como a um cavalo arisco. Vento. Neve. Frio. Parecia que tudo combinava tão intensamente com Branca que fazia parte de seu ser. Talvez o nome ligou-se tão intrinsecamente a ela que tornou-se realmente parte de sua essência. Não havia como evitar, corroborava a sua aparente personalidade e só a auxiliaria em sua missão: Casar-se.
E o noivo? Sim, ele acordara-a com um "beijo de amor verdadeiro". Entretanto essa magia nunca fora confirmada, talvez apenas um beijo qualquer já a despertaria. As bruxas que invocam a maldição nunca admitiram - e nem iriam - o real antídoto. Por que revelar o que prejudicaria seus planos? Não, os meros mortais nunca saberiam. Nem ela.
O despertar. Sim, maravilhosa a sensação de voltar à vida. Mesmo que parecesse que apenas um sono sem sonhos a atormentara na situação - e, provavelmente, fora. O primeiro rosto que vira foi o dele, tão magnífico sob a luz da manhã. A gratidão por a ter retirado daquela horripilante situação. Nada mais.
Agora ela estava ali, parada e prometida a ele, como seu pai sempre sonhara. Pena que agora não estava ali para ver seu sonho ser realizado. Espere, se não estava, então por que ainda seguir o plano? Porque fora criada para obedecer. Sem sentimentos, sem escolhas, sem personalidade. Criada e finalizada para um propósito.
Essa corrosão vinha de dentro havia semanas. O planejamento para o casamento começara quando ela pôs-se junto dele sobre seu cavalo. Chegara ao castelo com tantas saudações de boas-vindas que nem se dera conta do que iria mudar. A felicidade por finalmente ter livrado-se daquela casa a anestesiou e as consequências só apareceram depois. Regras, regras, regras. Não podiam - nem deviam - ser quebradas.
Por que ainda insistia em permitir-se esses pensamentos? Devia estar grata por ter saído daquele lugar medonho. Tais devaneios não levavam a lugar nenhum e só prejudicavam seu desempenho. Sorrisos, cara disfarçada e magnífica, uma máscara escondendo a realidade. Pensar cansava e incomodava, então por que continuar? Não havia um manual que ditava sobre esse assunto. A mente humana ainda não havia sido descoberta e suas amarras continuavam a assolar cada vez mais a princesa. Círculos e mais círculos que estreitavam a visão. Presa em sua própria cabeça, outro destino inevitável.
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Que fim levou Branca de Neve?
Teen FictionVocê já pensou no que aconteceu depois do conto de Branca de Neve? Na verdade, o que realmente aconteceu naquela história? Branca foi amaldiçoada pela sua madrasta e resgatada pelo seu príncipe - que a beijou absolutamente do nada. Mas... ele beijar...
