Rick

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  Meu pai chegou na delegacia muito irritado. Ele entrou na sala do xerife e disse:
- Você trouxe meu filho para cá, sobre que acusação? - perguntou ele. - Ele não é um assassino.
- Harold, seu filho achou um cadáver. - explicou o xerife Griffin calmamente. - Você entende a gravidade da situação? Não que eu ache que ele é o assassino. Mas você deve entender...
- Se você não tem provas então devia ter trazido ele para cá!! - meu pai gritou. - Rick vai lá para fora e espera no carro.
- Pai eu...
- Faça o quê eu estou mandando, agora. - disse meu pai.
- Tudo bem. - eu disse ao me retirar do escritório do xerife.

  Esperei meia hora no carro, até meu pai aparecer. Ele entrou no carro e dirigiu grande parte do caminho sem falar nada.
- O quê fazia na floresta? - ele perguntou.
- Nada demais. - respondi. - Só estava fazendo trilha pela floresta, disse isso para o xerife.
- Você encontrou o corpo muito longe da trilha. - ele observou. - O xerife Griffin me disse.
- Que merda você estava pensando? - perguntou ele irritado.
- Eu não matei a Hannah!! - disse irritado.
- Você está no lugar errado na hora errada. É claro que vão pensar que você é o assassino. Vê se pensa, garoto.
- Não precisa me tratar como se eu fosse o idiota. - disse muito irritado. - Sei muito bem no que  me meti.
- Pois parece que não sabe você sabe!! Aquela garota que você encontrou, é filha da prefeita e de um dos homens mais influentes nessa cidade. Você parece não entender que tá numa situação muito, muito ruim. Tem sorte que o xerife palerma não tem provas aínda. Senão você estaria preso por suspeita de assassinato.
- Acha mesmo que seria capaz de fazer uma coisa dessas? - perguntei incrédulo. - Então sinto dizer que você não me conhece!!

  Quando chegamos em casa eu bati a porta do carro com força irritado e caminhei em direção de casa.
- Ei, ei!! - disse meu pai atrás de mim. - Agora você vai me escutar!!
- Não agora você vai me escutar. Não matei a Hanna não tô nem aí para o que você acha ou o xerife, não sou um assassino. Vou provar isso, para você e toda essa cidade de merda.
- E como vai fazer isso? Vai bancar o detetive? - perguntou ele achando graça. - Devia estar pensando no advogado que vamos ter que arranjar agora!!
- Desculpe se não sou o filho perfeito que você queria ter. - disse irritado.

  Dentro de casa me tranquei no meu quarto e deitei na cama pensando nessa situação toda que estava agora. O xerife Griffin e meu pai não acreditavam muito em mim, teria que investigar aquilo tudo sozinho e chegar até o assassino. Mesmo que aquilo me colocasse em perigo era a única forma de provar minha inocência. Fiquei pensando em como seria na escola no outro dia todos olhando para mim apontando o dedo cochichando, falando do assassinato de Hannah e de meu possível envolvimento naquilo.
Pensei se Jeffrey iria acreditar que eu não tinha matado Hanna, que não havia matado a namorada dele.

  Passei a tarde inteira no quarto só pensando em quem poderia ter matado Hannah e por quê? Que razão poderia ter por trás disso? Fosse quem fosse queria que pagasse pelo que fez com Hannah e pelo que eu estava passando agora.

  Brook Valley não era um lugar livre de crimes, mas um assassinato tão brutal como aquele era coisa totalmente nova. A cidade apenas lidava com crimes pequenos, como tráfico, roubou. Havia até mesmo algumas gangues na cidade, como: os Corvos Vermelhos e os Enguias, Caninos, e as Víboras uma gangue só de mulheres. Em geral eles sempre estavam em busca de disputa por território,
Não acho que algum deles teria motivos para matar Hannah.

  Bem... na verdade a prefeita Crawford despejou os Corvos Vermelhos da antiga fábrica de têxtil abandonoda aonde eles vendiam maconha e êxtase. Isso era um ótimo motivo para querer vingança, já que ela interrompeu os negócios deles.
Teria que conversar com um deles para saber disso, mas teria que ser de forma que eles não suspeitasse que eu estava investigando.

  Acabei adormecendo e tendo um sonho, onde eu estava novamente nas proximidades da mansão Wood. Olhei na direção aonde tinha encontrado o corpo de Hanna, ele não estava ali. Senti alguém atrás de mim mas eu me virar não vi nada, de repente senti uma mão fria no meu ombro era Hannah toda ensanguentada e com os olhos sem brilho algum. Acordei ofegante pela manhã suando frio.
Aquele sonho tinha mexido comigo, ver Hannah morta mais uma vez foi assustador demais.

Brook Valley.Onde as histórias ganham vida. Descobre agora