Billy Hargrove

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POV S/N

Eu estava sozinha na biblioteca estudando pra a prova de história que teria na sexta feira. Quando se trata de provas muitos importantes, eu sempre prefiro estudar na escola, porque em casa eu me desconcentro muito facilmente. Mas por incrível que pareça, algo me desconcentrou ao adentrar a biblioteca batendo o pé: Billy Hargrove.

Nós já fomos da mesma sala algumas vezes, mas pensa em uma pessoa INSUPORTÁVEL! É típico adolescente rebelde, convencido, que se acha o tal por ter um carro barulhento e dirigir que nem louco. Beleza, só olhei rapidamente e desviei, tentando voltar a me concentrar.

Eu era bastante estudiosa e ele sabia disso, pois várias vezes ele tentava colar de mim nas provas, mas eu nunca deixei. Ele que lute.

A última coisa que eu esperava era que ele viesse falar comigo, por isso ignorei ele é voltei a ler meu livro. Mas para me surpreender, o destino coloca Billy parado na minha frente, em pé, com as mãos apoiadas na mesa.

- Vai demorar muito com esse livro? - Billy pergunta sem nem dizer um bom dia, tudo bem, eu sequer esperava isso dele.

- Sim, vou usar até amanha.

- A senhora Dolly disse que não tem mais desse livro para alugar hoje. Dá pra você adiantar? - Quem ele pensa que é?

- Você que devia ter adiantado e alugado antes. Parece que vai ter que esperar. - Falei cerrando os olhos.

Ele olhou pra mim por uns 30 segundos com aquela cara de moleque de 10 anos que pediu brinquedo pros pais e não ganhou. Como a situação já tava desconfortável o suficiente, fechei o livro e fui me levantando da mesa para achar outro lugar para estudar.

Quando estava caminhando até a saída, senti alguém segurar meu braço. Essa peste não me deixa em paz, cara!

- Olha, eu não tenho como estudar para a prova de amanhã. Será que não tem jeito de eu estudar com você? Só dessa vez, e eu não te incomodo nunca mais.

Fiquei pensativa por um instante, mas lembrei que um bom método de estudo é explicar para alguém o que você leu e aprendeu. Então se ele ia me usar (ou o meu livro), eu ia fazer o mesmo. Os dois ganham com isso.

- Tá bom, Billy. Conhece algum lugar calmo para estudar? Não vão permitir a gente falando aqui na biblioteca.

- Se você não se importar, tem a minha casa. Meus pais estão trabalhando, e minha irmã está na casa de uma amiga.

- Ok, vamos.

Eu nunca nem fui para a casa de um cara que eu não tenho intimidade NENHUMA, mas como é só para fins acadêmicos, acho que tudo bem. Por mais que eu tivesse uma queda por bad boys (graças a Damon Salvatore e Chuck Bass), não é como se ele fosse querer ter algo comigo. Aliás, nem eu com ele. Ele pode ser atraente mas melhor manter distância de problemas.

Fomos em direção ao carro dele, e para a minha surpresa ele abriu a porta pra mim. Tipo, que?! Não pude evitar esconder minha cara de choque dele.

- Que foi? Não posso tentar ser gentil? - ele responde já levantando a voz.

- Tô percebendo a gentileza. - Falei entrando no carro e fechando a porta.

O caminho até a casa dele foi tranquilo, tirando o fato de ele achar que está numa corrida de Fórmula 1, e não numa estrada, e tudo isso ao som de um rock bem alto. Eu que não reclamei, do jeito que ele é, ele iria fazer pior pra me dar medo. Fiz a egípcia e fingi costume.

Chegamos na casa dele, entramos e ficamos ali pela sala mesmo, na mesa. Comecei a ensinar a ele a parte sobre a Dinastia Tudor que eu já tinha lido, para depois aprendermos juntos a parte que faltava. Até que não estava sendo desagradável.

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