Jones Walter era um acionista ate que conhecido em sua cidade, morava de frente ao Central Park, tinha família, dinheiro, renome. Tudo oque um homem de sua idade poderia desejar, bom ... nem tudo, Jones sofria de esquizofrenia e tomava seus remédios regularmente, sofria de Acromatopsia, isso o impedia de diferir grande parte das cores, e somada a um forte grau de depressão, esse que Walter conseguia esconder bem daqueles que o conhecia, faziam Jones enxergar o mundo de uma forma cinza e triste. Mas ele passava por isso como uma pedra, pois sempre sabia que seu filho estaria o esperando na porta do apartamento.
Além do dia no escritório, o acionista conseguia fazer suas fugas para algumas consultas semanais, essas que eram monótonas e não tinham nada de mais. Seu psiquiatra não parecia ajuda-lo, mas sempre receitava muitos remédios fortes a Jones.
[essa será um exemplo de uma das ultimas consultas de Jones Walter]
sempre antes de adentrar o prédio Jones acende seu ultimo cigarro pela próxima hora e pensa em hesitar, mas no fundo ele não faz isso por ele, e sim por seu filho, que não merece um pai doente.
antes mesmo de bater na porta o doutor já abre dizendo -estava aguardado o senhor, sente-se-
como se fosse a primeira vez ali ele olha para os vários moveis e resmunga perguntando onde se sentar.
Psiquiatra -onde se sentir mais confortável-
ele se senta em uma cadeira na frente da mesa do médico, e ambos se encaram por alguns constrangedores segundos. até que o doutor toma a frente da conversação.
Psiquiatra -bom, eu vi que voltou a fumar. e a beber? você sabe que não pode misturar com os medicamentos.
Jones -voltar? como eu voltei se nunca parei, hahaha!
ao invés de rir junto dele, como esperado por Walter, seu médico mantém a seriedade e apenas anota algo em seu caderno. assim, fazendo-o voltar a seu estado melancólico.
Jones -eu voltei a beber! me ajuda a desestressar.
Psiquiatra -recomendo que pare novamente, os remédios que toma são fortes. mistura-los com álcool
Jones -eu não consigo fazer isso.
Psiquiatra- porque não- interrompendo Walter
Jones - PORQUE NÃO! - grita com uma fúria repentina
O medico toma um susto, mas como de costume volta ao normal rapidamente
- vejo que os remédios estão... empolgando você-
Jones - eles não estão, eles acalmam-
Psiquiatra - bom, eu admito que talvez tenha lhe dado algo muito forte, vamos diminuir- ele abaixa a cabeça e começa a anotar algo na prancheta
Aproveitando a distração Jones da um tapa no caderno o derrubando e fala com raiva
–você não pode fazer isso, eles me fazem esquecer, eu preciso esquecer- sua voz muda de raiva para uma melancolia piedosa no meio da frase
O médico se toma da mesma fúria que se paciente, mas respira fundo e diz mantendo a calma
- Sr. Walter, você não pode agir assim! mas fique calmo, vamos falar sobre isso-
Jones -quando eu os tomo eu para de ver aquilo...-
O medico pega sua prancheta e ao lê-la fala - ah sim ... as ... asas? É isso mesmo?-
Jones concorda com a cabeça –sem os remédios elas ficam lá, atrapalhando meu dia-
Psiquiatra - elas são apenas visões suas. como atrapalham o dia? -
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asas que nao voam (em criação)
Horreuruma historia de terror/ horror mental faz parte de uma coletania de contos que estarao no futuro livro (a coruja) conta a historia de um homem doente em seu ultimo dia de vida
