ASYLUM

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-Por que não podemos voltar para a festa?-Sara perguntou

-Quem precisa de uma festa idiota quando podemos visitar o palco de uma das maiores lendas do estado? -Rafe respondeu enquanto dava um gole em sua cerveja e dirigia pelas ruas escuras de Rochester.

-E de quem foi mesmo essa ideia brilhante? -Sara bufou se jogando contra as costas do banco e cruzando os braços.

-Amor, é importante para se tornar um morador oficial daqui conhecer o Asilo. É o rito de iniciação da Maddy –Chad sorriu convincente e deu um beijinho na loira.

Madison estava morando na cidade há pouco mais de um mês e desde que chegou, Sara foi sua primeira e até então única amiga, ela namorava Chad que era um cara legal e bom namorado para ela. O único problema é que ele era melhor amigo do irmão dela, o Rafe, que era um belo de um otário. E um viciado de merda. Por fim, tinha o Justin, ele era gentil com Maddy e parecia gostar dela, além de estar se esforçando bastante.

Justin olhou para Madison por cima do banco do passageiro e sorriu. Ela retribuiu o gesto, mas não conseguia parar de pensar que aquela ideia não era brilhante, alguma coisa dentro dela gritava que o melhor era dar meia volta e voltara para a casa.

"ASILO ROSEVELT, 1952" era o que dizia o letreiro daquela construção antiga. O prédio de dois andares abandonado, com um muro destruído pelo tempo e pelas várias pichações que diziam "NÃO ENTRE" ou "A MORTE ESTÁ AQUI", e um portão grande fechado com correntes, davam ainda mais o aspecto de filme de terror. Assim que os cinco desceram do carro e pararam em frente ao asilo, o coração de Maddy quase saiu pela boca ao sentir um arrepio percorrer sua espinha, uma sensação de tristeza lhe causou uma vontade gigante de chorar, ela não precisou testemunhar nada para saber o horror se passava ali e a crueldade que sofreram os pacientes daquele lugar.

Rafe se aproximou do portão e empurrou para trás fazendo uma cara cínica de surpresa ao perceber que estava aberto. Ele entrou e fez sinal para que os demais o seguissem, e assim Chad fez meio relutante e Sara foi atrás dele. Já Madison ficou ali, parada, sem se mover, Justin que já estava caminhando rumo a entrada voltou para falar com ela.

-É besteira Maddy, não precisa ter medo, é só uma historinha que contavam para assustar as crianças e acabou se popularizando – deu um sorriso de lado e estendeu a mão

Ela sabia que não era besteira, mas não dava mais tempo pra puxar eles para fora à força e sabia que também não queria ficar ali sozinha então segurou sua mão e o seguiu.

Quando entraram, o cenário que encontram com toda certeza foi bastante assustador para todos. As paredes envelhecidas e desgastadas, móveis aleatórios se encontravam jogados por todo o lado, e toda aquela atmosfera era macabra. Os cômodos que seriam quartos dos pacientes tinham escritas estranhas nas paredes com frases que não faziam sentido e muitas, muitas garrafas vazias de cerveja espalhadas, deixadas por jovens que assim como eles, gostavam de bancar os corajosos.

-Dizem que uma mulher se enforcou em seu quarto amarrando a roupa de cama no ventilador de teto... -Chad disse xeretando

-Isso porquê quem iria querer viver em um lugar desses? -Sara retrucou

-A lenda conta que os espíritos dos pacientes que morreram aqui não deixam ninguém sair vivo –Chad prosseguiu

-Na verdade, o médico que trabalhava aqui e era responsável pelas lobotomias e choques foi morto pelos próprios pacientes, e é ele que não deixa ninguém ir embora. Meu pai disse que há vários relatos de pessoas que despareceram cujo último lugar que elas foram foi aqui. –explicou Justin

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