1-The Beginning

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Não revisado

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-EU VOU EMBORA DESSA PORCARIA DE CASA, NÃO AGUENTO MAIS ESSA DROGA DE VIDA.- Gritei indo em direção ao meu quarto e logo pegando uma velha mochila, onde procurari colocar o máximo de roupa que conseguia.

-SOFYA PLOTNIKOVA, VOLTA AQUI, VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM.- Meu pai gritou de volta, vindo atras de mim.

-Ah, nao vou papai? -Falei com ar de deboche.-E quem vai me obrigar a fica? - Disse colocando a mochila nas costas, com toda coragem do mundo junto a mim, pois meu pai praticamente meu dobro,( por isso q odeio ter apenas 1.55 cm) poderia me impedir numa facilidade só. Mas ele apenas ficou me encarando não acreditando que sua "menininha" havia se tornado tao inconsequente.- A questão é- continuei a falar.-Eu não fico nem mais um segundo de baixo do mesmo teto dessa vadia, que você trouxe para casa e ainda chama de mulher.

-Sofya, querida ..- Meu pai tentou me acalmar.-Você esta sendo injusta com Cindy, ela é como uma mãe para você.- Senti vontade de vomitar, e meu sangue esquentar como se eu fosse explodir a qualquer momento, mais do que eu já havia.

-NUNCA MAIS.- Gritei. Mas logo respirei fundo tentando voltar à um tom aceitável de voz.-Nunca mais mesmo, compare esse biscate com minha mãe, alias que Deus à tenha.- Falei, pois minha mãe havia morrido quando eu tinha apenas 10 anos, e quando eu completei quatorze meu pai conheceu Cindy, fazendo minha vida virar um inferno.-Minha mãe era uma mulher digna, não precisava se aproveitar de ninguém para se dar bem na vida, eu cansei pai, de ver você sendo feito de idiota. E também cansei dessa vadi ...- Me segurei.- Mulherzinha, tentando tomar o lugar da minha mãe, e me tratando como um nada. Ela realmente conseguiu o que queria, eu vou embora.- Cindy observava tudo, as vezes dava ate para ver um sorrisinho vitorioso saindo de seus lábios, mas rapidamente ela voltava a se fazer de vitima. Eu odiava ver meu pai sendo feito de idiota, ela só queria seu dinheiro. Ali eu não ficava mais, estava cansada de tudo isso.

00:30. Eu realmente não sabia para onde iria a essa hora, mas resolvi arriscar, meu pai tentou me impedir. Porém, ao mesmo empo que ele era mais forte que eu, eu era mais rápida. Na minha mochila, que agora pesava em minhas costas, enquanto eu andava pelas ruas um pouco mal iluminadas do meu bairro. Levei poucas coisas na mochila tipo: peças de roupas, coisas pra higiene e um pouco de dinheiro da minha mesada. Eu estava quase me arrependendo, com medo e com frio, apenas eu e minha insegurança. Para onde eu iria? Droga.

Ate que me veio a cabeça um apartamento que meu pai possuía, porem ficava um pouco longe, eu planejava pegar táxi e pagar com o dinheiro que havia em minha mochila. Enquanto pensava comigo mesma, passei por um grupo de garotos.Se eles não tivessem feito gracinhas, eu nem perceberia.

-Ei, garota. Isso é hora da princesinha estar na rua? - Continuei andando o mais rápido possível, mas podia ver que eles estavam me seguindo.

-Qual é gatinha?! Vai mais devagar, rápido assim, só na cama.- Os garotos riram e até onde deu para ver quatro, não pude ver muito, o medo me impedia de olhar para trás, em minha cabeça eu só conseguia pensar "continuar andando".

-Olha, Krys. Eu acho que ela esta com pressa, hein?! - Um garoto com uma voz meio rouca maravilhosa falou, e logo começou a rir.

-Ei delicia, não corre não.- Falou um dos garotos, não faz ideia de quem se tratava. Eu estava morrendo de medo, confesso, mas ao mesmo tempo eu já estava me irritando com aqueles babaca e meus pés já estavam doendo de tanto andar rápido. E não parei e então, eu senti uma mão segurar meu braço com força.

-Qual parte do "Ei, delicia, não corre não" você não entendeu? - Um garoto com lindo olhos verdes esmeraldas falou.Ele tinha um olhar um tanto malicioso.

-Merda, qual o seu problema? Me larga seu idiota.- Falei tentando tirar suas mãos de meu braço direito. Pude observar todos se divertindo, exceto um garoto de cabelos morenos, de brinco, e maravilhosos olhos castanhos não tão forte, não tão claro, ele era realmente lindo e parecia estar entediado.Ate que eu me dei conta de quem ele realmente era, e estremeci. Seu celular tocou, ele atendeu e foi saindo.

-Falo, gays. Tô largando.Ah, e peguem leve com essa mini vadiazinha aí.- Ele riu, e virou-se de costas com o intuito de ir ao seu destino. Me irritei com o fato de ele ter se referido daquele jeito à mim e resolvi me pronunciar. Com muita coragem, claro.

-Do que você me chamou, seu resto de Johnny Bravo? - Perguntei, levando minhas mãos à cintura, como se alguma moral com ele, e totalmente enraivecida com todas as merdas que estavam acontecendo naquele dia. Mas antes me soltei das mãos do garoto de olhos verdes e fui para o meio, afim de falar umas verdades para aquele idiota. Eu sabia quem ele era, e mesmo assim eu estava pouco me importando. Ele virou-se para mim com uma expressão séria e ao mesmo tempo sedutora, mas manteve uma pose.

-Te chamei de mini vadiazinha. Porque? Algum problema? - Ele disse chegando mais perto, me encarando tentadoramente, ele tinha um olhar desafiador.

-Quem você acha que é pra me chamar assi,? - Ele era o líder dos canadenses, uma das maiores gangues da cidade, todos só ouviam falar neles, mas ninguém sabia quem realmente fez parte. Eu sabia porque morava no mesmo bairro que eles, mas não na mesma rua, e minha melhor amiga, Saby já havia me falado deles, ela sabia tudo e entrou em choque quando descobriu que essa gangue se situava no nosso bairro. E como ela descobriu que eram eles os membros da ganga? Um dia, faz mais ou menos dois anos e pouco, esses garotos se mudaram para o nosso bairro e ela ficou curiosa para saber quem era o garoto de olhos castanhos, o qual ela achara lindo, então uma vez ela seguiu ele pra ver se descobria alguma coisa útil e ele sem querer deixar cair do bolso uma "Folha de Plátano" feita de metal, onde continha a seguinte informação: "Bailey May, Líder- The Canadians " Canadians ". Diz ela que quase caiu dura.Eu sairia do quase. Acontece que depois que ela descobriu isso, ela viciou- se mais ainda nele ... Bailey May.

-Prazer Bailey ... Bailey May.-Ele disse eu estremeci ao ouvir aquele nome, eu estava diante do maior cafajeste de Los Angeles, e mesmo assim, ele era o sonho de todas as menininhas iludidas (como Saby ) e também por quebrar o coração dela (ainda bem que Sabi nunca havia criado coragem para chegar perto dele, entendo porque).

-Eu sei quem você é.-Falei indiferente.

-Sabe? -Ele arqueou as sobrancelhas.- Como? -Droga, se eu dissesse que eu sabia que ele era um Canadian, acho que ele me mataria, pois que nem eu disse, ninguém sabe Os canadenses, só sabe que existe essa gangue, mas não sabem quem são seus verdadeiros membros, eles fazem tudo perfeito, sem nenhum descobrimento por parte de ninguém. Apenas de Saby e eu.

-Eu confundi você com outra pessoa.- Menti.

-Eu sou inconfundivel.-Ele disse-E você é ridícula. -Você também não passa muito longe de ser ridículo.-Falei o olhando friamente nos olhos.

-Você deveria me temer.

-Só porque você é um canadense? - Entreguei o jogo e vi a merda que eu havia feito. Noah olhou para os garotos incrédulos.

-Você sabe demais.-Ele disse, dando meia volta.-Caras, levem ela para o apartamento, amanhã eu vou ver o que eu faço.Se ela não morrer, vai servir como um ótimo bife.-Ele disse mordendo os lábios. -Se é que vocês me entendem

-O que? Droga, me solta, eu quero voltar pra casa.-gritei ao sentir o tal de Krys, e mais dois garotos me colocando para dentro de uma Range Rover preta, tentei me debater, mas o desespero era tanto que acabei desmaiando . Tudo se apagou.

POSSESSIVE- Sofley Where stories live. Discover now