início.

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"A existência". O que é isso? É o que você conhece, é o que você vê, é o que você toca? A existência é um conceito criado prematuramente, sinceramente, nós não temos capacidade para entender ainda.

A existência vai bem mais do que acreditamos, e até mais do que realmente... "Existe". Um conceito expansivo e que se demonstra cada vez mais abrangente... Não acredita? Bem, venha comigo, irei lhe contar a história de uma grande guerra que até hoje nunca viu o seu fim, em terras que o seu conceito de existência é totalmente descartado.

— O mundo abstrato. —

Longe de tudo e de todos, na periferia daquilo que se chama "espaço", está um aglomerado de nuances desconhecidas, criando uma passagem para o que se pode chamar de... "purgatório", uma terra onde seres de apresentação indescritível podem conviver e chamar de "lar".
Como todas as áreas, existiam sim conflitos, e o mais expressivo é a guerra grandiosa que houve entre os dragões e... Literalmente todos os outros. O que aconteceu? Os dragões tinham um senso de ego tão grande, que consideravam sua existência geral como uma só, a soberana entre todas as demais raças de origem igualmente desconhecida, cada uma com sua religião, com sua teoria, com sua visão de mundo... Mas os dragões não queriam isso, eles definitivamente visavam uma construção de uma sociedade que os venerasse como seu mito criador sugere.
“Uma enorme estrela dourada vagava pelo céu, a mais bela e grandiosa que já existiu. O seu nome? É algo impronunciável e inaudível à aqueles que não possuem gargantas ou orelhas draconianas, por isso apelidada apenas de "Draagul". Sua solidão óbvia em todo espaço, vagando pela terra e vendo todas as outras espécies de baixo, sentindo pena e agonia por não haver nada em toda existência que pudesse se equiparar ao brilho infinito de seu resplendor, então, partiu-se em seres menores, imortais em sua essência, belos como o amanhecer dos múltiplos sois, dragões, seres do sangue mais nobre possível.”
O conto da existência dos dragões os fez claramente egocêntricos, e infelizmente para os demais, sendo uma espécie "perfeita" em adaptação, podendo voar, sendo rápidos, pequenos ou grandes, resistentes, imortais por sua essência, eles eram um claro perigo em ascensão.
O "purgatório" a olhares fracos parecia um verdadeiro inferno, compondo-se por mais de cem ilhas flutuantes, cada uma tendo tamanho suficiente para portar diversos biomas e bioesferas, além de espécies irracionais e racionais de menor padrão que são basicamente incontáveis em sua extensão numérica, mas para os que lá moravam, aquilo era simplesmente a visão do paraíso. Todas as ilhas com seu charme, seja pelas enormes montanhas, galeiras, vulcões, árvores ou animais. Seja pelas múltiplas bolas de luz que rodava as tais ilhas, chamados de "solares", pois se movem de maneira igualitária levando a luz do dia a todas as ilhas ao mesmo tempo, de forma igualitária. Para os que lá moravam, o nome não era "purgatório", e sim, "a fenda", um rasgo na realidade que permitia a existência de formas tão belas e singulares.
Infelizmente para a paz geral, mesmo que existisse outras raças perigosas, os dragões eram claramente as problemáticas, e que por azar da maioria, estavam certo por uma coisa: sua existência havia começado como um só indivíduo. Por meio de vários rituais, os dragões conseguiram abrir mão de sua existência plural para uma totalmente singular, o chamado "dragão do sol", portador de todas as magias. Com dois pares de braços, pernas e asas enormes que eram maiores até do que sua ilha, um corpo totalmente coberto por escamas douradas e brilhantes como uma estrela, chifres grandiosos que faziam um formato de "V", e um grunhido capaz de destruir quase toda a fenda.
Entretanto, como era fácil ver toda a movimentação por revolução que os tais dragões tinham, um plano contra seus avanços foi arquitetado, iniciando-se por meio do vínculo de uma das espécies com a energia do vazio, que era abundante dentro da fenda: os tais "Glödri", uma espécie com características humanoides, facilmente confundida com os elfos graças a sua semelhança em alguns fatos como a altura, cabelos geralmente largos e orelhas pontudas, mas diferentes graças a cor roxa característica de sua pele, e de pontos esbranquiçados que imitam os pontos brilhantes, as estrelas que ficam do lado de fora. O plano? Criar uma rede oriunda da essência sincronizada de todas as raças, numa tentativa de expurgar o mal geral que era os dragões. O que houve com eles? Foi deprimente... Tanto trabalho, preparação e magia, para serem expulsos em um único movimento. Fora do purgatório, o poder dos dragões não era suportado, sua liberação se tornava impossível em maioria, e seu maior castigo foi ter sido mandado para um pequeno planeta na periferia do espaço, rodeado por espécies menores consideradas "formigas irracionais", os humanos.
A chegada do dragão fez com que o sol fosse ofuscado, uma enorme nuvem não permitia a entrada da luz do sol, criando então o que eles chamaram de "a noite do castigo", que durou algumas gerações. Humilhação, era isso que tal fera sentia... Almejava dominar as mais fortes existências, e acabou se vendo sozinho, no meio de um insignificante planeta, dominando uma espécie medrosa e sem forças para revidar, aquilo com certeza era o pior dos castigos.

— Os humanos. —

Uma espécie simples, como grãos de areia no espaço, crescendo e evoluindo apenas com seu singelo potencial... Até a chegada da tal fera indomável. Tiveram que se curvar perante aquilo, perder todo seu orgulho e trabalhar literalmente como escravos para aquilo, tendo de aceitar ver familiares morrendo por simplesmente vontade daquela enorme coisa desprezível... Isso até a chegada dele, o ser conhecido como a materialização da fé humana, um único rapaz que provavelmente foi o primeiro humano a desenvolver uma magia, sendo ela a "energia da vontade", sua capacidade absurda de arrumar colegas de guerra. Com pesquisas e treinos, o tal herói descobriu sobre a existência de um item mágico, um "pedaço do céu", uma pedra que parecia a lâmina de espada e que estava guardada nós confis da caverna da dor, onde ninguém jamais foi e voltou com vida. Seria essa a única tentativa que tinham?... Sim, era aquela sua chance singular. Juntando seu exército, que não era feito de servente, e sim de humanos orgulhosos que queriam o mesmo que ele, se libertar desse sofrimento, iniciou seus movimentos em busca da glória. O tempo se passou, e apenas com metade de todos seus companheiros, regressou daquela caverna, carregando consigo o objeto que representa tudo que lutaram até agora, e então, se prepararam para a grande batalha...

— A escolha, a quebra do destino. —

A grande batalha iniciou-se com um ataque de magia do grande dragão, um raio indescritível de cores vibrantes, mas que simplesmente foi cortado pela espada portada em mãos do grande herói, nisso se mostrou a capacidade daquela arma: ser invencível perante os padrões mágicos, porém ainda haviam outros problemas: Os golpes de rabo, asas, braços e pernas da enorme fera não podiam ser negados pela espada. A fera, enfraquecida por estar num lugar onde seu potencial todo não era liberado, como acontecia na fenda, acabou criando brechas para que os seres minúsculo escalassem seu enorme corpo, em meio a aquele frio indescritível criado pela "noite do castigo"... E então, teve sua cabeça perfurada pelo "pedaço do céu", causando uma enorme explosão, não de luz, não de barulho, mas de sensação, que fez com que todos os humanos que lá viviam se sentissem... Bem? O que acontece é que todos os humanos do exército morreram junto a explosão, assim como o herói, juntando suas almas com a essência do dragão, banhando toda a humanidade com a capacidade de magia, e agora se tornando espíritos que se manifestam quando querem, escolhendo heróis e pessoas que vai herdar o dom da magia, oriunda da essência de dragão, e agora sumindo com a escuridão que tanto assombrava a humanidade. Tudo parece bem? Mas, novos problemas aparecem...

- Épocas distantes. -Stories to obsess over. Discover now