Em um dia normal como qualquer outro, Jack havia chegado da escola ignorando sua irmã mais nova Sophie que brincava sozinha na sala esperando que alguma alma caridosa a fizesse companhia. Os últimos quatro anos haviam sido dificeis para Jack já que seu pai havia desaparecido quando ele tinha apenas doze anos, investigações esperançosas foram feitas por um longo tempo até que a ausência de um corpo e de provas que dessem alguma pista de seu paradeiro levou as investigações ao seu fim, John, o pai de jack, foi declarado como morto. Não houve um funeral depois disso, no fundo ainda queriam acreditar que ele estava por aí vivo, pelo menos esse era o pensamento de Jack. Já Sophie não parecia sentir tanta falta pois quando John desapareceu ela era apenas um bebê e não se lembrava muito de como ele era. Sua mãe Elizabeth sofreu no ínicio mas superou com rapidez tendo em vista que meses depois encontrou um novo namorado chamado Michael, o qual Jack não aprovava pois sentia muita a ausência do pai.
O dia chegou ao fim e ele apenas se deitou em sua cama esperando que o dia seguinte fosse minimamente melhor que o anterior, não demorou muito até que caisse no sono. No seu subconsciente havia lembranças de seu pai, um pequeno fio de esperança que o levou ao seu imaginário em sonhar com seu pai voltando para casa depois de todos esses anos, era um belo sonho, porém uma bela mentira. Aquilo não era real. Foi quando Jack ouviu um forte estrondo que atravessou seu mundo imaginário o levando a levantar da cama num pulo, olhou para o relógio na cômoda ao lado e viu que ainda marcava três e quarenta da madrugada, voltou a se deitar para completar o ciclo do sono porém foi novamente interrompido com o mesmo barulho, logo notou que o estranho som vinha de dentro de sua casa. Jack se levantou indo atrás do barulho, para fazê-lo com que parasse. Ninguém mais na casa parecia ter escutado já que todos ainda estavam a dormir sem esboçarem nenhuma reação. Jack chegou à cozinha e ouviu o barulho com mais clareza e pode ver o que causava tamanho ruído. Uma espécie de porta emergindo fortes luzes azuladas fazendo um alto som como se vários animais de um mesmo zoológico se encontrassem dentro de uma mesma jaula. Jack não pensou duas vezes apenas se aproximou da porta tentando decifrar o que era aquilo, era de cara a experiência mais sobrenatural que havia vivenciado até aquele momento em toda sua vida. Quando chegou perto o suficiente para tirar uma conclusão a porta o puxou para dentro fazendo toda sua visão escurecer em fração de segundos.
Ao acordar, notou que não estava em sua cama como era esperado. Aquilo não era um sonho. Ainda tentando assimilar o que estava acontecendo, percebeu que seu corpo estava estirado no chão coberto pela poeira da areia que estava em cima. Se levantou e olhou para o horizonte e viu o sol nascente, pensou em que horas deveriam ser e se a essa altura sua mãe já estivesse preocupada com ele o procurando por todos os cantos. As coisas começaram a ficar ainda mais estranhas quando Jack olhou para trás e viu outro sol, também nascendo. Quando deu por conta, haviam quatro sóis nascentes nas quatro direções. Talvez fosse uma ilusão causada pela mistura de medo, estranheza, euforia e desespero. Ele pensou. A verdade é que seus sentimentos se confundiam e ele não sabia como agir. Ao redor só havia mais areia e poeira, estava em um tipo de deserto.
Jack olhou ao redor, tentando encontrar alguma orientação, qualquer que fosse, para se encontrar e ir para casa. Não estava com um celular ou qualquer outra coisa que pudesse fazer com que ele se conectasse ao mundo, além de estar sujo e de pijama, o que só piorava as coisas. Resolveu caminhar um pouco por conta própria, após poucos minutos ouviu o barulho de uma moto se aproximando ao longe, pensou em tentar chamar atenção do piloto para que pelo menos pudesse emprestar um celular para fazer uma ligação ou o levasse a um local habitado e ele iria atrás de um jeito de voltar pra casa.
A moto se aproximou cada vez mais até se tornar visível para Jack, quando a viu ele estranhou. A moto estava flutuando no ar a uns dois metros de altura e não tinha rodas e também não se parecia com uma moto apesar do barulho idêntico. Era mais como um jet ski voador, pelo menos foi o mais próximo que conseguiu associar. No veículo havia um garoto que parecia ter a mesma idade de Jack dirigindo sem nenhum tipo de equipamento de segurança que parou assim que o viu, o olhou de cima a baixo o julgando e decidiu falar alguma coisa.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Rexatron - Outro Mundo
FantasyJack era um garoto normal que não tinha muitas perspectivas de pra onde sua vida iria, um dia um estranho portal o leva para um outro planeta onde se depara com criaturas estranhas, seres com superpoderes e um governo tirano em guerra contra uma res...
