Capítulo I

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Notas Iniciais.

Essa história está sendo escrita em conjunto com a minha amiga duartera_ obrigada por tudo. A capa maravilhosa foi feita pela AlwaysKoya

Capítulo I

Se ambos pudessem dizer alguma coisa naquele momento seria "fala sério?". Sofia nunca se imaginou naquela situação na vida e muito menos Robert. 
— Você só pode estar brincando comigo? — A voz trêmula da garota arrancou do moreno um sorriso cínico. 
— Eu é deveria perguntar isso. Bater no meu carro já não foi o suficiente essa semana? — Robert se levantou pronto para ir embora. 
— Eu já disse que foi sem querer, mas o senhor, "eu sou o dono da razão" não quis me ouvir. — Sofia bufou virando as costas pronta para sair daquele restaurante. 
— Se você prestasse atenção na rua, teria visto que meu carro estava parado. — rebateu vendo a mulher o olhar por cima dos ombros, querendo arrancar seus cabelos. 
— O mundo não gira em torno de você, oficial Collins. — Ela sorriu antes de sair batendo os pés. 
O moreno ficou incrédulo com aquele breve encontro, Luke deveria ter lhe dito o nome de seu encontro, deveria pelo menos ter se informado, deveria… Não, a culpa não era de Luke. 
Mesmo morrendo de raiva daquela garota um sorriso malicioso nascia em seus lábios, agora ele tinha um novo objetivo; fazer da vida daquela mulher um inferno. 

A multa!

Segunda-feira, 17:30 p.m.

Após um longo dia de trabalho, a jovem secretária da mais prestigiada empresa, Jone's estava a caminho de sua casa. Tudo o que a garota de orbes castanhas queria era um banho quente e o sofá de sua sala, com direito a séries e brigadeiro.

Pensando em como sua vidaestá, poderia dizer hoje que estava maluca quando renegou o império de seu pai para poder ter uma vida comum, mas mesmo com os dias ruins e o salário de merda, ela ainda gostava de viver para si. Sua liberdade fora sua maior conquista.

Ainda se lembrava com perfeição a cara de espanto do rosto de seu pai quando disse que estava rejeitando seu próprio  sobrenome. Marcos Bressane — seu pai — tinha construído uma multinacional do zero, tudo graças a mãe de Sofia, uma brasileira fantástica que conheceu quando fez intercâmbio para o Rio. 

Dirigindo pela longa estrada asfaltada, contando os minutos para chegar em sua residência e finalmente obter seu merecido descanso. Mas, ao piscar pôde sentir seu carro sair do controle.

Teve a sensação de seu coração subir até sua garganta, seu carro se movia desgovernadamente — como em um filme —. Já conseguia sentir sua alma sair para fora quando tentou puxar o freio e ele falhou.

O freio de mão estava quebrado! 

"Maldição!" era o que se passava pela cabeça dela virando o carro para uma das linhas menos movimentadas, desta vez ela tentou colocar em ponto morto e funcionou; mas não da maneira prevista. 

Sofia havia batido contra um carro parado; o carro da Polícia rodoviária.
Após sair de seu carro  — sem ferimento algum, apenas meio desnorteada com tudo — olhou o estrago,era simplesmente catastrófico!

A lataria custaria uma fortuna para ser pintada e reformada, provavelmente nem poderia ser consertada teria que ser trocada! Mas nem se deu conta de que havia um homem alto atrás dela, isto porque a mesma estava preocupada demais pensando no prejuízo que seria o concerto de seu automóvel.

— Habilitação e documentos do carro por favor. — Disse uma voz masculina atrás dela.

Seu corpo instantaneamente gelou e sua ficha caiu ao se virar e ver o policial atrás de si, os olhos azuis fixos nela.

Merda! Estava ferrada, o carro quebrado e com toda certeza que havia dentro do seu ser, ela sabia, seria multada. 

— Oficial, por favor eu posso explicar— Ela até tentou argumentar, mas o homem estava impassível.

— Habilitação e documento do carro. — dessa vez não teve por favor.

Era muita cara de pau, bater no carro da polícia e ainda dizer que não teve culpa. 

Ela entregou os documentos confiante de que, quando ele visse que estava tudo em ordem, deixasse que ela se explicasse, mas não. Ele voltou com uma cara pior ainda.

— Então a senhorita é uma Bressane?— O tom de deboche a fez querer enfiar a cara no asfalto quente, maldito sobrenome. — Seus documentos estão em ordem, mas eu vou lhe multar por direção perigosa. 

— C-como? — Sofia entrou em choque, ela era uma ótima motorista, a culpa era do carro que quebrou. 

— Está multada! — O policial lhe entregou a notificação. 

— Oficial… — Ela demorou alguns segundos para ler o nome escrito na farda — Collins, eu sou uma ótima motorista, o problema é o carro ele…

— Isso não é problema meu senhorita, e se considere com sorte de eu não mandar a conta do concerto para o seu endereço. 

"Policiais são tão arrogantes." Pensou enquanto cruzava seus braços. Já não bastava uma multa de…

—Espera, como assim 2.934$ de multa?– Questionou incrédula.

—Isso mesmo, e mais uma coisa, você perderá o direito de dirigir. – respondeu o policial.

—Você não pode fazer isso comigo! – disse a infratora quase gritando.

— Abaixe seu tom de voz para se dirigir a mim, não pense que só porque é uma Bressane, que tem o direito de se achar superior. Você quem estava no controle do veículo, foi você quem bateu contra o meu carro. Portanto, a senhorita é a errada da história! 

Hipócrita, era essa a impressão que ela tinha dele.

Não, ele não era arrogante e muito menos ignorante. O oficial Collins era um hipócrita sem escrúpulos que se quer deixou que ela se explicasse.

Ele apenas tomou uma decisão com base no sobrenome dela, sem  nem ao menos lhe pergunta se ela tinha alguma ligação com a Bressane Automóveis. Ridículo! 

Ela resolveu não rebater, ele não estava interessado nos argumentos dela. Então a ex herdeira apenas pegou seu telefone dentro do carro e ligou para o guincho. 

"Eu que lute com as horas extras." Era este o pensamento da jovem de vinte e três anos encarando a multa que ela teria que pagar. 


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