Sobre meu ego...
Que eu abrace meu medo, porque ele mostra onde está meu desejo. Que eu o conheça inclusive muito bem, para saber também aonde está minha fragilidade, e que eu assuma sua existência como verdade, para que assim ele não me paralise.
Que eu acolha e entenda minha raiva, pois ela provém do meu senso de justiça. Que eu pegue essa maravilhosa fonte de energia e a transmute para que ela cause revolução!
Que eu não desmereça minha dor, pois ela me mostra quando posso ter ido longe demais. Que não ignore a fome da minha alma, pois ela demonstra do que preciso me alimentar.
Que eu não me rejeite nem me julgue. Se, por acaso, cometer erros, não me martirize nem me culpe. Que eu sente lado a lado com meus impulsos, segure suas mãos e os questione "Ei meu bem, o que está havendo aí?".
Que minha humanidade seja o alicerce do meu amor próprio. Que eu não destrua sem dó minhas barreiras, mas sim que eu as escute e converse com elas. Todos tem castelos de areia, e tudo bem. Que com parcimônia eu encontre um bom meio termo para continuar a caminhada. Que eu entenda que tudo, bem compreendido, esclarecido, é graça! É caminho, é direção.
