Prólogo

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    Será possivel conquistar alguém pela segunda vez? Ou será que o temperamento e os hábitos constituem as fronteiras imutáveis de nossa vida?
    Estamos em meados de setembro de 2015 e reflexo sobre meu casamento enquanto observo uma mariposa se chocar furiosamente contra uma lâmpada da varanda. Me encontro sozinho que fora. Minha mulher, Agatha, está dormindo no andar de cima e nem se deu conta que eu sair da cama ainda. Já e tarde - passa de uma hora da manhã - e o ar quente promete um verão precoce. Estou usando um pesado robe de algodão e, percebo que já estou molhado de suor.
     Acima de me, o ceu estrelado com sol nascendo. E penso no passado de como eramos felizes com atos tão simples e hoje em dia os mesmos atos não tem o mesmo efeito que antes. Nunca me considerei um cara sensível, e se perguntar para minha mulher tenho certeza que ela ira confirmar isso. Não me emociono com nada sempre vou pela razão em todos os assuntos, e percebo que isso esta afastando minha mulher cada dia mais. Não me levem a mal eu não sou desprovido de emoções só não as demostro publicamente. E outra as vezes perco a noção do tempo, e esqueço datas comemorativas com muita facilidade, meu nome e Nicholas Lewis, e esta e a historia do meu casamento, Agatha saberia contar essa história melhor do que eu, não sou capaz de dar nenhum conselho sobre isso. Admitir que fui egoista, teimoso e burro feito uma porta, dói muito. No entanto ao olhar para trás, penso que, algo certo que fiz foi amar minha mulher até hoje. Embora muitos deve achar que isso não é nada de mais, elas precisam aprender saber que houve um tempo em que pensei que minha esposa já não me amava mais.
    Todo casamento passa por altos e baixos, e isso e natural, Agatha e eu passamos pela morte de meus pais e pela morte do pai dela e pela doença de sua mãe. Mudamos de cidade quatro vezes, apesar de ter um bom emprego, muitos sacrifício foi feito para conseguir mudar. Temos dois filhos, nem é preciso falar que a adolescência dos dois foi uma experiência que eu não gostaria de repetir.
    Lembro até hoje que em uma manhã ela levantou e fico me encarando e disse logo depois.
      - Você não tem nada para me falar? Hesitei em responder a essa pergunta. Pensei logo que talvez estivesse se referindo a um corte de cabelo novo, mas olhando bem para ela continuava igual, eu sempre reparava nela e não vi nada de diferente, então disse a primeira coisa que passou pela minha cabeça.
     -Como foi o seu dia? E ela me respondeu com um sorriso estranho e saiu do quarto. Voltei a me arrumar para o trabalho sem me preocupar com o acontecido, tentei não ter medo. Cheguei na sala ela estava lá chorando, me aproximei e pus a mão em suas costas, para reconfortá-la e perguntei:
     - O que ouve? Ela se afastou de me suspirou e disse sem me olhar.
     - Feliz aniversário de casamento. Foi ai que me lembrei que estavamos fazendo dez anos de casamento, tarde demais para lembrar, e olhei que novo canto do quarto tinha um presente que ela comprou para me embrulhado com capricho em cima da cômoda. Eu simplesmente esqueci, nem posso me explicar por não aver explicações que resolva, do que iria adiantar? Tentei pedir desculpas no outro dia mas fui ignorado. Nem mesmo meu presente de um perfume que uma vendedora me auxiliou fez ela tirar do seu rosto a tristeza e decepção. Sentado no sofá eu soube que amava minha esposa com todo meu coração mas estava a perdendo, ao olhar para ela e vê-la distraída com uma postura triste de repente percebi também que ela ainda me amava mesmo que esse amor esteja se apagando aos poucos. E a minha opção para não perder o amor da minha vida e lutar por ela.

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⏰ Last updated: Aug 16, 2020 ⏰

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