Este livro fala sobre um dos casos mais chocantes e que chocou o Brasil em 31 de outubro de 2002, em Brooklin, SP.
Marísia von Richthofen e Manfred Albert von Richthofen foram assassinados pelos Irmãos Cravinhos, Cristian e Daniel. Planejado pela f...
O sobrenome Richthofen é belíssimo e é alemão, o sobrenome de uma família que morava em São Paulo e que este crime é bem parecido com casos de assassinos norte-americanos. Referente ao aviador Manfred Von Richthofen, o Barão Vermelho, o geógrafo Ferdinand Von Richthofen, o diplomata Oswald Von Richthofen, a filósofa Frieda Von Richthofen, a cientista Else von Richthofen, o aviador Lothar Von Richthofen, a arqueóloga Bolko Von Richthofen, e o diplomata Hermann Von Richthofen.
Manfred e Marísia se conheceram na década de 70, quando ela cursava medicina e ele, engenharia na Universidade de São Paulo(USP), depois do casamento, eles viajaram para Alemanha. Na volta, ele voltou a trabalhar para empresas privadas até chegar na Dersa, a estatal que cuida das estradas em São Paulo e Marísia abriu um consultório de psiquiatria.
Em 3/11/1983 nascia a primeira filha do casal, Suzane von Richthofen, quatro anos depois, nasceu o caçula Andreas. A família era composta pelo engenheiro Manfred, a psiquiatra Marísia, a psicopata Suzane e o tímido Andreas. As brigas familiares entre o casal se iniciaram quando Suzane começou a namorar o Daniel Cravinhos.
Manfred não era uma pessoa expansiva, mas tinha bom humor e era muito inteligente, já Marísia era a mais popular e extrovertida da família. Andreas era um menino que não saía de casa, passava o maior tempo no quarto trancado no computador ou nos aparelhos eletrônicos, tinha temperamento reservado assim como o do seu pai. O garoto estudava dois idiomas e era faixa marrom de karatê, era educado com os empregados da casa e sempre esperava pelo pai para contar como foi o dia de hoje.
O garoto gostava de brincar no quintal de casa com uma espingarda de chumbinho e brincava com um porquinho-da-índia, Andreas estudou com a irmã no Colégio Humboldt até 2001, quando passou a estudar no Colégio Vértice pela decisão de seus pais, já que Suzane não foi aprovada em um vestibular da USP.
Andreas sempre foi legal com a Suzane, e a última vez que o irmão visitou a assassina foi na véspera de Natal de 2002. Ele cursou Farmácia e Bioquímica na Universidade de São Paulo entre 2005 e 2009. Ingressou no Doutorado na mesma Universidade, ele nunca falou sobre o crime na imprensa, e cada vez que Suzane tentava ligar para o irmão, Andreas recusava as chamadas.
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A Família Richthofen Suzane, Andreas, Marísia e Manfred
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Uma foto rara de Marísia e Manfred.
Após o seu primeiro depoimento, em 31/10/2002, Andreas foi afastando da irmã passando a morar com o único tio materno: Miguel Abdalla. Reencontrou Suzane pela primeira vez no dia 13 de novembro, na reconstituição do caso da mansão da família. Em 14 de novembro, visitou a irmã no 89° DP, no bairro Morumbi, acompanhado do advogado dela, Denivaldo Barni. Na ocasião, Barni divulgou um bilhete supostamente escrito pelo garoto. No julgamento da irmã, Andreas afirmou que foi coagido à escrever um bilhete de perdão à irmã:
"Perdoar é abrir o coração. Não só perdoei minha irmã Su, mas continuo a amá-la. Agora, principalmente, é o momento em que ela mais precisa do amor. Apesar da dor, tenho plena certeza de que nossos pais a perdoaram. Ainda ontem ouvi uma frase que muito me marcou: a humanidade deve caminhar unida em busca da civilização do amor".
Após a divulgação do suposto bilhete, Andreas foi "bombardeado" pela mídia sensacionalista, mas o promotor Roberto Tardelli e o tio do garoto, Miguel, saíram em sua defesa, afirmando que o bilhete foi um "golpe baixo" dado por Suzane e seu advogado, Denivaldo. Tais críticas levaram o Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e Adolescente à enviar uma notificação ao advogado de Suzane. Em 2005, Suzane foi solta, procurou o promotor Tardelli "temendo a sua morte" após ver Suzane rondando a casa onde ele vivia com o tio e avó materna. Andreas soube que ela havia visitado a casa quando a avó, Lourdes, estava sozinha e inclusive registrou fotos com a avó.
Andreas e seu tio Miguel não perdoaram Suzane e não aceitaram acolhê-la na época da sua liberdade. A avó materna, Lourdes, perdoou a neta, mas falou que "não podia aceitar uma atitude dessas e não queria dividir o mesmo teto com ela."
Viveu na vila Congonhas com o tio Miguel e a avó materna Lourdes Magnani Silva Abdalla( falecida em 2006) de novembro de 2002 a meados de setembro de 2011, quando se mudou para Zurique, Suíça.
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