O1 - Chuva

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  Em um bar perto do centro da cidade, Brasil virava copos de cerveja do bar de Alemanha, quase acabando o estoque se afogando na cerveja para aliviar as mágoas.

— Chucrute, você já fez uma merda tão fodida e sabe que nunca vai poder voltar atrás para reverter aquilo, muito menos poderá pedir desculpas? — Colocou o copo no balcão e o enchendo novamente.

— Todos nós temos esse tipo de coisa e você sempre me pergunta a mesma coisa faz semanas — Alemanha pegou a garrafa de cerveja da mão de Brasil para que o mesmo não pudesse mais beber nada. — Você até me lembra o Rússia, bebe tanto que não consegue ver um palmo à frente dos olhos

  Brasil tenta pegar a garrafa das mãos de Alemanha, mas não consegue ver como o germano havia dito. Tentou se esticar ao máximo para pegar a garrafa, mas o tricolor bateu fracamente em sua mão.

— Já está tarde Brasil, não tem ninguém no bar além de você e eu quero ir para a casa — Guardou a garrafa em seu respectivo local e ajeitou seus óculos. — E você pode pedir desculpas, você só é incapaz de tomar uma dose de coragem para fazer isso — Alemanha voltou seu olhar para Brasil, o qual encarava o balcão tristonho.

— Ele nunca aceitaria, ele me odeia agora e eu não posso reverter aquilo, eu também não quero aceitar aquilo em minha vida, eu não estou pronto! — Brasil se levantou bruscamente e lágrimas se formavam em seus olhos, sentia-se impotente.

  Alemanha, com dó de seu cliente, colocou a mão sobre os ombros de Brasil, fazendo com que o latino presta-se atenção nele. Alemanha suspirou pesadamente ao ver o rosto de seu cliente e sorriu de canto, de forma que Brasil se senti-se na presença de um amigo.

— Você quer que eu te leve para a casa 7 a 1? — Alemanha tentava ser o mais amigável e gentil que conseguia.

  Brasil, notando a preocupação de Alemanha, retirou as mãos do mesmo de seus ombros e limpou suas lágrimas. Olhou para os olhos de Alemanha e colocou sua mão na cara do barman, como um tipo de brincadeira, irritando o germano que resmungou algo que era abafado pela mão de Brasil, a qual segurava todo seu rosto levemente. Mesmo estando bêbado, não queria causar problemas.

— Tá brincando? Deixar você dirigir até a minha casa? Um dono de bar? Deve estar mais bêbado do que eu se pensa que eu vou deixar! — Retirou sua mão do rosto de Alemanha e ajeitou seu casaco amarrotado. — Eu posso me virar Berlim, além de que eu já sou bem grande e consigo fazer as coisas sozinho — Foi em direção a saída, mas se virou para olhar para o amigo uma última vez naquela noite. — Tenha uma boa noite Chucrute — Alemanha apoiou seus ombros no balcão e sorriu ao olhar o rosto de Brasil.

— Gute Nacht — Após dizer isso, Brasil saiu do recinto naquela noite, completamente bêbado e mal conseguia ver o que estava em sua frente.

  Mesmo pelo horário tardio, as lojas e as ruas pareciam bem movimentadas. As luzes e os carros brilhavam como o dia, o que confundia Brasil. Seus pensamentos eram todos nublados e lhe traziam dor de cabeça, feixes do que ele fez lhe davam dor de cabeça como uma enxaqueca.

"Eu sou uma bagunça…" — Pensou consigo mesmo. Pairava sobre seus pensamentos de forma que nem se tocava que estava indo para o caminho errado, que havia entrado em bairros e becos que nunca havia ouvido falar.

~•~

— E-Eu não sou nenhuma puta, me de-deixe em paz! — Os gritos fortes e raivosos de México tentavam afastar a pessoa que segurava a gola de sua camiseta, na tentativa de despi-lo. Suas últimas forças eram destruídas em socos e tapas fracos, na tentativa de que a pessoa o deixasse.

— Por favor, eu juro que eu pago o dobro, eu só quero me divertir um pouco~ — Segurou o pescoço de México com força, o imobilizando, e com dificuldade retirou o cinto dele. — Se ficar calmo, eu posso largar seu pescoço — A voz foi se acalmando a medida que o latino se demonstrava cada vez mais perto de ficar inconsciente.

— … — As tentativas falhas pararam quando começou a chover, ele acabou não aguentando a falta de ar.

— Ótimo — Sorri o homem.

  Enquanto focava em México, algo nele o ficava incomodando, era uma sensação de calafrios, não tinha certeza se era a chuva que lhe causava aquilo, mas lhe dava medo. Quando estava quase por terminar, uma silhueta gigante de alguém se aproximou. A pessoa gelou antes mesmo de ver o rosto, pegou suas coisas e saiu correndo para fora do beco, deixando México sozinho.

~•~

"Que estranho… Eu só se aproximei" — Brasil não compreendia o que havia acontecido para o homem correr dele, ele apenas se aproximou para perguntar onde estava. Brasil tinha o raciocínio lento quando ficava bêbado.

  Ao abaixar o olhar, viu México jogado no chão semi-nu e sangrando. Ele o pegou um pedaço de cano que havia encontrado ao seu lado e começou a cutucar México.

— Você tá bem? — Cutucava o rosto de México incessantemente com aquele pedaço de cano. — Você tá vivo mano?

  Após um tempo cutucando o rosto de México, Brasil notou que ele não estava nada bem. Largando o cano em seguida, ele o pegou no colo, sujando mais suas roupas e as molhando. Ele olhava bem para o rosto de México, lhe parecia tão familiar…

~•~

  Após uma longa caminhada de horas ao tentar chegar em casa, ele finalmente conseguiu.

  Quando abriu a porta, retirou seus sapatos enxarcados, os colocou no canto da parede e subiu para o segundo andar, indo para seu quarto. Ao abrir a porta do quarto, sua cachorra se levantou e tentava pular sobre Brasil e morder sua canela.

— Para Brasília! — Bateu o pé, a cachorra parou e pulou sobre a cama, o impedindo de deitar México, por ciúmes. — Sai! — Sussurrou irritado com a cachorra.

  Após um tempo negociando com a cachorra, ele conseguiu deitar México em sua cama e o cobriu. Ele tentava ignorar o fato de que México iria molhar toda sua cama com a tentativa falha de se lembrar do rosto de México.

  Ele colocou a mão na bochecha de México e ela era fria como o gelo. Brasil começou a pensar que ele foi sortudo ao encontrá-lo, se não, México estaria morto ou pior!

  Mal sabia ele que deixar México morrer naquela noite seria seu maior desejo mais tarde...

☂☂☂

  Yeyyyy! Acabei depois de muito tempo!

  Eu vou tentar fazer com que essa fanfic seja uma mistura de Romance com suspense. Eu me inspirei em My neighbor e Loucura e dor, mas ela terá uma vibe de Good Brothers :)

  Agora que eu acabei, eu quero comer lasanha (:-:




Segredos - Brasil X México Stories to obsess over. Discover now