Estava uma tarde calma e tranquila, como quase todas daquele verão, eu corria junto a meus primos pela praça, brincando e sorrindo como sempre. Ficamos lá, observando o dia partir pouco a pouco, vendo as muitas pessoas irem embora, enquanto insistíamos em convencer nossos pais a ficarem mais por lá. O relógio marcava quase seis da tarde, quando ela veio até mim, com seu belo sorriso.
- Bianca, meu amor temos que ir. Va se despedir de seus tios e seus primos e vamos. Seu pai já ligou, avisando que está vindo nos buscar para irmos para casa. Amanhã levantaremos cedo, se lembra? Amanhã partiremos para a Espanha. – Disse minha mãe.
- Mais mãe, não quero ir embora, e nem me mudar pra Espanha. – Eu falei, fazendo bico.
Meus avós maternos havia convencido minha mãe que seria bom ela, eu e meu pai passarmos um tempo com eles na Espanha. Meu pai estava desempregado e não conhecia a cidade natal da minha mãe, e ela por sua vez, havia saído de lá e se mudado para Nova York quando foi fazer sua faculdade, aos 18 anos. Diferente da minha tia, que havia se mudado para cá a 11 anos, junto com meu tio e meu primo.
- Querida, eu sei que você não quer ir embora. Mais vai ser legal. Pense que assim vai poder conhecer pessoas novas. E nas férias podemos visitar seus tios aqui em Nova York. – Ela me disse, na esperança de me convencer a não ficar triste por partir. Mais não ia adiantar.
Fiz cara feia, e sai correndo em direção aos meus primos, que passaram correndo por mim. Olhei para trás e vi minha mãe apenas suspirar. Lá no fundo ela sabia, que não seria fácil me convencer, sempre fui muito cabeça dura, para certas coisas. Continue brincando até que meu pai chegou, ai não teve mais jeito.
No dia seguinte fui obrigada a levantar bem cedo, tínhamos que terminar de arrumar as últimas coisas par colocar no carro antes de partimos para o aeroporto. Me arrumei e desci com minha mochila e duas malas que ainda estavam em meu quarto. Meu pai as colocou na mala do nosso carro, junto das poucas coisas que nossa casa ainda tinha. A maior parte já havia sido mandada para nosso destino. Entramos no carro, e assim que meu pai ligou o motor e saímos, me virei para olhar novamente pela última vez a casa, na qual vivi por meus belos 10 anos de vida.
- Então querida? Preparada para andar de avião pela primeira vez? – Minha mãe me perguntou.
- Não. – Foi a única palavra que disse. Não estava com um bom pressentimento. Parece que sentia que algo iria acontecer.
Alguns metros, em uma das mais movimentadas vias de Nova York, estava tendo uma obra, o que fez com que meu pai pegasse um desvio. E foi ai que tudo aconteceu. Eu olhava o céu azul da calma manhã, e via alguns poucos carros passarem junto a paisagem da estrada, meus pais falavam entre si, e tocava uma música no rádio. Então do nada, só sinto o impacto, e nada além disso. Mais nenhum tipo de som, só o silencio continuo e a dor em meu corpo.
- Ei, garota você está bem? Fala alguma coisa. – Comecei a ouvir uma voz. Não sabia de quem era.
- Ai. – Foi o único ruído que consegui emitir, enquanto tentava me sentar e abrir meus olhos.
- Deixa eu ti ajudar. – A voz desconhecida falava enquanto me ajuda a sentar em algum lugar. Pouco a pouco abro meus olhos e vejo tudo.
- O que aconteceu? Quem é você? E onde estão meus pais? – Já com meus olhos abertos, e um olhar de susto, tristeza, medo e preocupação.
- Em primeiro lugar você está bem? Está sentindo alguma coisa? Algum tipo de dor ou sei lá algum incomodo muito forte? – Ele falava parecendo preocupado.
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Obsessão
Mystery / ThrillerEle não tem culpa, mais ninguém acredita nele. Todos preferem acreditar naquilo que está sendo apontado como a suposta verdade. Menos ela. A garota que ele ama, é a única que realmente acredita em sua inocência. E ela será sua cumplice, na fuga, nas...
