No fim de tarde de sexta-feira, eu e alguns amigos estávamos viajando para a casa da floresta da minha família. Enquanto o Tony dirigia o carro, eu estava sentado ao seu lado no banco de passageiro procurando uma estação na rádio com músicas boas. Samara não parava de tagarelar no banco de trás sobre as suas recentes pesquisas sobrenaturais, no mesmo instante em que Elisa pedia pra ela mudar de assunto.
Perdendo a paciência, encaixei o meu cabo USB no celular a porta de entrada do carro e coloquei uma música agitada.
- Essa é boa. Até que você tem bom gosto - Tony comenta aumentando o tom da sua voz por causa da música alta.
- Claro que eu tenho. - Eu respondo rindo e ao olhar pra frente, vejo que já está anoitecendo.
Olho para trás e pergunto se está tudo bem com as meninas. Samara parece estar mais interessada no tablet, ignorando totalmente a minha existência.
- Essa estrada tá completamente vazia, tô começando a achar que não foi uma boa ideia ter vindo. - Elisa resmunga e me olha, parece que alguém se arrependeu de ter vindo.
Tony me cutuca perguntando qual caminho pegar e eu aponto para a esquerda. Depois de 10 minutos dirigindo, a gente entra em uma estrada de terra cheia de buracos e eu nem lembrava mais que esse lugar era sinistro. Além da estrada, só víamos árvores e mais árvores e o único som era da playlist de música.
Estava tudo bem, até que ouvimos o grito da Elisa e o Tony no mesmo instante freiou fazendo o pneu arrastar na estrada.
- O que foi? - falei olhando pra ela e tentando entender.
- Eu vi alguma coisa estranha ali Brian, eu juro que vi. - ela aponta pro seu lado da janela.
Todos olhamos e não tinha nada ali.
- Ah cara, tudo isso pra nada. Provavelmente, você só viu o tronco fino de uma árvore e pensou que era alguém. - Tony reclama e novamente, tenta ligar o carro.
- Olha Elisa, fica calma. Não tem nada aqui. - eu falo tentando acalmar ela.
- Eu acho que ela pode sim ter visto alguma coisa. Tá cheios de espíritos que não encontraram a passagem de luz andando por aí. - Samara fala tranquilamente, como se fosse um assunto comum.
Tony resmunga alguma coisa, devido a música ter parado justamente porque o carro estava desligado, acabamos ouvindo o que disse.
- O que tá acontecendo? Anda cara, liga logo. Será que foi a bateria? - assim que Tony terminar de resmungar, ele desiste de forçar a chave na ignição e sai do carro.
Eu saio junto pra saber o que tá acontecendo e a gente vê que não tem nada de errado, que o carro simplesmente morreu.
Dou uma batida no vidro e chamo as meninas.
- Vamos ter que ir andando pela floresta até a casa. O carro não quer ligar.
Assim que pegamos as mochilas e a chave do carro, entramos na floresta.
*Oii gente, desde já agradeço por vocês estarem acompanhando o nosso conto, espero que gostem muito. E, por favor, assim que lerem deem uma estrelinha em cada capítulo - assim, este conto vai chegar até outras pessoas. E comentem, queremos muito saber o que estão achando.
Um grande abraço pra todos!
- Joyce & Lorrany
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Espírito Oculto - 1° Temporada
HorrorEste é um conto de terror e suspense, que mostra um grupo de quatro amigos que viajam para uma casa na floresta no fim de semana. Nesta floresta, se esconde algo sobrenatural e oculto, que só é visto quando o odor do medo é liberado.
