• Capítulo 1 •

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Laura

Mas que droga, eu tenho que ir para escola de novo, aquele lugar é horrível e entediante! Ops, vocês estão aí, né? Vou logo me apresentando, meu nome é Laura, Laura Bastos E detesto escola ( como vocês provavelmente já perceberam ).

Eu moro em São Paulo e tenho 17 anos. Posso dizer que sou bastante tímida e não faço muitas amizades facilmente, mas menina... Deixa só eu pegar alguma intimidade para você ver só, eu me torno insuportável. Eu não gosto da minha escola, então relevem o meu leve surto, tenho ele toda as manhãs e meus pais já se acostumaram com isso, afinal, acordar de manhã cedo é um saco!

Mas vamos levantar, senão a chinela voa. Sim, eu sou quase maior de idade e não brinco com o perigo, vulgo dona Verônica, a minha mãe.

Me levanto e vou fazer a minha higiene matinal, tomo um banho e assim termino, vou colocar o meu uniforme passa um perfume. Eu arrumo o meu ninho ( meu cabelo ) e logo desço para tomar meu café da manhã, porque, cai entre nós, saco vazio não para em pé!

Desço as escadas e percebo que a minha mãe foi cedo para empresa, tomo meu café, escovo os dentes e passo um brilho labial, porque afinal, eu posso estar indo na força do ódio, mas não estou morta, né?

Logo pego a minha mochila e tranco a porta. No caminho eu fico pensando na saudade que eu estou do meu pai. E não, ele não morreu, está apenas viajando a trabalho, no Canadá, Toronto. Por isso, minha mãe ficou aqui para administrar as coisas da empresa.

Assisto a aula de biologia e faço algumas anotações. Tive logo depois que presenciar uma tragédia... Sim, a terrível aula de matemática. Ok, ok, talvez eu seja um pouquinho dramática, mas convenhamos, ter aula de matemática logo cedo não é nada legal.

Logo o sinal do intervalo toca e eu desço para o meu tão sonhado cantinho que me espera.
Me sento na grama do jardim que tem ao lado do pátio e coloco meu fone de ouvido. Enquanto leio o meu livro, penso, como esse povo aguenta ficar andando de lá para cá e não se sentem cansados? Tem que tomar muito ômega 3.

O sinal toca e eu subo para minha aula que é no segundo andar. Hoje tudo foi calmo, eu mal posso esperar para chegar em casa. Eu estou com tanta saudade do meu pai, não faz tanto tempo que ele foi viajar, apenas 2 dias, mas hoje ele volta. Vou andando para minha casa que não fica muito longe da escola e logo chego.

– Olá dona Verônica. - digo para minha mãe que está fazendo comida.

– Olá, minha filha. Como foi na escola? - ela diz desligando o fogão.

– Foi um saco, como sempre é, mas foi tranquilo. E o seu trabalho? A senhora voltou cedo. - digo abrindo a geladeira e pegando a garrafa d'água.

– Não foi tão cansativo, não tive tantas coisas para resolver, só tive 2 reuniões. Uma para fechar um contrato, e a outra para resolver as questões pendentes. - ela diz enquanto coloca dois pratos na mesa.

– Fico feliz que tenha corrido tudo bem. - digo terminando de beber água e me levantando. - Mãe, vou tomar um banho e logo desço para almoçarmos. O papai chega que horas? - pergunto enquanto pego a mochila que estava no balcão da cozinha.

– Tudo bem, minha filha. O seu pai vai chegar na parte da tarde, o mais provável pelas 16:00hrs. - ela diz - Mas vai lá, tome um banho, pois estou sentindo o cheiro daqui. - ela fala debochando e ri.

– Oh meu Deus, eu mereço. - digo revirando os olhos e sorrio para mesma - Até daqui a pouco. - dou um beijo em sua testa e subo para o meu quarto.

Assim que entro, joga mochila na cama e tiro o meu querido All Star, termino e pego um short de moletom cinza e uma blusa dos Beatles preta. Vou na direção do banheiro e fecho a porta.

Quando termino, desço para almoçar. Eu e a minha mãe ficamos conversando e rindo durante o almoço das graças que eu fazia quando era pequena.

Logo subo para o quarto, escovo os dentes e ligo a televisão colocando na netflix. Fico vendo os episódios de : " Eu nunca " e logo pego no sono.

Acordo com a minha mãe me dizendo que o meu pai chegou e está na sala, Mas percebo que ela me olha insegura, mas ignoro por ainda está com sono e me levanto.

Será que aconteceu algo?

Desço e vou correndo dar um abraço no meu pai, ele sorri e eu também.

– Como está a minha moça dorminhoca? - ele pergunta enquanto beija a minha testa.

– Estou bem, estava morrendo de saudade, pai. Como foi a viagem? - eu pergunto enquanto sorrio para ele, mas logo o mesmo me olha com receio e para de sorrir. Por um momento ele olha para minha mãe que logo assente.

– Então filha, acho que precisamos conversar com você. - ele me olha e demonstra estar nervoso.

– Ok, mas por que essas expressões nervosas? - digo para eles e olho confusa para minha mãe.

Continua...

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