Prólogo

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Itália | Florença
12 de julho de 2003

Aquela época do ano o continente Europeu emanava um ar caloroso anunciando a chegada do verão que alegrava a todos os Italianos e muitos turistas que se acumulavam sobre os pontos mais belos que a cidade de Florença obtinha, uns admirando a paisagem e outros fotografando momentos que possivelmente iriam ser revelados e estampados em algum álbum de fotos com o título "viagem em família" ou para os mais modernos "viagens pelo mundo".

Amberly Howard fechou as pálpebras e repousou a mão esquerda sobre a Ponte Santa Trinita sentindo a brisa calorosa passar pelo seus cabelos castanhos enquanto acariciava a barriga de trinta e duas semanas com sua destra. O anel de ouro reluzia sobre seu anelar da mão esquerda e Amberly se questionou porque não deixou aquele acessório em um porta jóias? Não fazia sentindo usá-lo ali, mas ela sentia a culpa a consumindo cada vez que o dia virava noite, e a noite virava o dia.

── Cem dólares pelo seu pensamento. ── a voz rouca murmurou em seu ouvido, arrepiando todo seu corpo, fazendo-a curvar os cantos dos lábios em um sorriso.

── Apenas cem? Você já foi mais generoso.

── Você é uma mercenária Amberly. ── os braços alheios tomou-a em um abraço enquanto ambos olhavam o pôr-do-sol se pondo lentamente.

Ficaram em silêncio, aproveitando a brisa da tarde, aproveitando o momento que logo se acabaria com Amberly tendo que embarcar para os Estados Unidos, voltando a sua vida pacata de enfermeira e esposa de um empresário.

── Como você acha que ela será? ── perguntou relaxando o corpo sobre o peitoral do moreno.

── Terá seus olhos. Terá a sua alegria com certeza e talvez tenha o meu cabelo. ── ele imaginou e entrelaçou os dedos ao da mulher acariciando a enorme barriga. ── Será a menina mais bela de todo o continente Europeu e Americano.

Amberly sorriu adorando escutar as palavras doces que Alessandro murmurava sobre o ouvido dela. Aquecia seu coração, aquecia ela toda.

Amberly virou o corpo e contemplou do homem que amava com todas as forças e que logo estaria ligada a ele eternamente. O casal se encarava com tanta intensidade que chegava a doer o peito de cada um que conhecesse a história de ambos. Ela o amava tanto e sabia que era recíproco.

Ela pegou-se divagando a alguns anos atrás onde vira Alessandro pela primeira vez. A sensação era genuína, extremecia cada minúscula parte de seu corpo, seu coração acelerava e suas pernas pareciam gelatinas.  E depois de tantos anos, ela ainda tinha as mesmas sensações ao vê-lo quando desembarcava em solo Europeu para passar belos sete dias junto de quem realmente amava.

── Não posso fazer isso. ── murmurou ela sentindo a narina arder e a garganta embolar-se. ── Não consigo, simplesmente não consigo.

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