"Querida Ophelia,
lhe escrevo mais uma carta enquanto tento afogar à vontade de lhe ter em meus braços e olhar novamente em seus olhos. Você mal escapou por meus dedos e eu já sinto falta do calor de seu corpo colado ao meu. Ah, minha amada, como o...
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"Existiam poucas coisas que Ophelia gostava mais do que ensinar. Não havia (quase) nada mais gratificante do que passar todo seu conhecimento para aqueles ansiosos em recebê-lo. Ler—mergulharem palavras e se perder em histórias, vinha logo em seguida. Mas havia uma única coisa que era permanente em seu coração: Yelena. Sua amada corava, apesar de não ter um pingo de timidez em seu corpo, quando Ophelia lhe confessava que todas as vezes que olhava para seus olhos amendoados e lindos, sentia-se como se finalmente conseguisse respirar, após passar a vida inteira desejando por um pouco de ar. E aquilo, aquela sensação, jamais ficaria em segunda lugar."
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"Existia uma beleza única e pura em criar. Enquanto submersa em arte, criação e detalhes, nenhuma outra sensação se igualava àquele... poder. Yelena criava. Não havia (quase) nada mais extraordinário do que aquilo. Nada a não ser Ophelia, a mulher que tinhae sempre teriaseu coração. Além de esculpir, Yelena escrevia. Coisas simples para os demais, como o pequeno livro de poemas que ela publicou, poemas tão sinceros e tocantes que ela quase não conseguiu se esquivar das incessantes perguntas: 'Para quem é?' Mas ela não evitava responder por vergonha ou medo, seu amor por Ophelia só pertencia á elas. Ninguém mais precisava saber que a perdição de Yelena estava naqueles olhos cor de mel e naqueles lábios tão suaves. Ainda assim, ainda que Yelena escrevesse mil poemas e o dobro de cartas, sua amada era a única que lhe fazia perder as palavras. Como escultora, Yelena achava que a perfeição, apesar de ser difícil de alcançar, não era impossível. Ophelia a fez perceber justamente ao contrário; quando fora chamada de perfeita pela primeira vez, a mulher se ergueu como uma rainha sem coroa e lhe disse que não era perfeita e tão pouco desejava ser. Se Yelena não se enganava, suas palavras foram: 'Meus defeitos são meus. Os exibo com o mesmo orgulho que você exibe suas esculturas. Eles me fazem ser real e isso é muito mais importante do que sua estimada perfeição'. E o olhar... Ah, o olhar que Ophelia lhe dirigiu foi o suficiente para lhe secar a boca. Foi ali, com o coração acelerado, que Yelena soube; aquela mulher era tanto sua perdição quanto sua salvação. Que bom."
nota da autora: oi, eu sou a pardus não sou muito boa nisso: em me apresentar e em escrever, mas precisava vir aqui dizer umas coisinhas a primeira e a mais importante é obrigada, obrigada por dar uma chance á isso aqui (que ainda está em construção, portanto eu não faço a menor ideia de para onde isso vai parar) ksksksks a segunda coisa é que isso aqui não foi planejado, eu só me senti melancólica e decidi escrever algumas cartas que mostrasse todo o amor que eu nunca recebi mas sempre almejei, então, por não ser planejado, pode ser que eu acrescente algumas coisas como cenas narradas e outros tipos de narrações, além das cartas. inclusive planejo, em algum momento, escrever algumas páginas como se fosse um diário, ao invés das cartas, e o motivo é especial o suficiente para tentar.
enfim, como eu falo muito e enrolo mais ainda, vou ficar por aqui. desejo a todos uma ótima leitura e espero que o mesmo quentinho que envolve meu coração enquanto escrevo, envolva os seus enquanto leem. tchau!