Introdução

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Quando eu era pequena, iamos a igreja sem falta todos os domingos , sempre foi assim desde que eu me entendo por gente ... Certo domingo alguém leu aquele livro preto, uma parte que dizia assim : - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá(...)

Era minha parte preferida desse livro, eu admirava tanto esse tipo de amor e sonhava em passar a minha vida vivendo e vendo, eu acreditava nessa ideia maravilhosa e nas histórias, a minha preferida era Romeu e Julieta apesar de sempre chorar eu sabia que era só uma história; a que eu sempre admirei mesmo foi a de um homem que morreu para salvar milhões de pessoas, não me lembro bem, mas pelo que me recordo esse homem eram filho de um chefão poderoso dono de tudo, muitas pessoas estavam em divida com esse chefão, pra pagar a divida e as pessoas não sofrerem (porque mesmo se elas tentassem a divida era impossível, alta demais) o filho dele foi a "oferta", o pagamento, porém algumas pessoas o odiavam e tentaram o matar varias vezes, mesmo assim ele pagou e salvou elas também. Sempre me perguntei se eu morreria por alguém ou se teria coragem de fazer o bem para alguém que não gostasse de mim....
Mas eu era apenas uma criança inocente que acreditava em "milagres", no "amor verdadeiro", em "corações puros"...

Com o passar dos anos, a garotinha inocente foi obrigada a crescer e ver como o mundo real era, primeiro seus pais se separaram, mostrando que nem todo amor é eterno; na escola era constantemente incomodada por seus colegas por sua aparência, descobrindo assim que as vezes o amor também se baseia na aparência; suas poucas amizades foram se perdendo com o passar dos anos, deixando o lembrete que mesmo a confiança e amor fraternal facilmente se quebra e se esquece, ou pelo menos os outros esqueciam-se de suas próprias palavras.

Ela pensou que nunca seria tentada a amar porque isso a assustava, "amar machucava" ela sabia, mas, mais uma vez a vida deu um jeito de ensina-la. Quando tinha 14 anos teve enfim seu primeiro grande amor, aparentemente reciproco, ja que ele lhe prometeu um futuro, um mundo, mundo no qual ela depositou tudo de bom e puro que lhe restava; amargo e miserável engano cometeu ao acreditar em doces e tão encantadoras palavras que a iludiram tão rapidamente. Talvez por querer viver um romance de livros, talvez só por ser ... carente? Não, ela não quis nem refletir ou pensar o que deu errado, qual foi o problema real, ela só se afogou em lágrimas e se sufocou em tristeza.
Em fim tomou uma decisão que mantém até hoje :
- O amor é uma ilusão. Talvez seja realmente somente uma troca de interesses. Amar é fraqueza! -decidiu-se - E se eu quero sobreviver nessa droga de mundo, não vou me permitir ser fraca. NUNCA!

E assim eu sofri uma metamorfose, tornando-me uma nova versão ou a pior da minha própria pessoa, Isabela Carter.



-O tempo é um provedor de problemas-
Larissa S.A.A.

Acreditar em Amor ?Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora