Era mais um dia repetitivo num pais onde o modo de vida que se assolava entre os cidadãos, pelo menos parecia que era um dia como qualquer outro, as pessoas acordavam cedo para ir ao trabalho, se despediram de suas famílias, e tomavam caminho rumo ao seu trabalho para chegar somente a noite e viver isso todos os dias, num ritmo constante, durante anos, décadas, pelo menos era o pensamento que George King tinha. Saiu de sua cara logo cedo as 7 da manha onde morava em Minneapolis e gracejava os carros customizados passando pela rua com o som alto, as pessoas com as almas vivas e respirando um ar que encantava-as e lhe dera vontade de viver.
Neste dia ele comprou um livro em uma pequena livraria que ficava cerca de uns 9 quilômetros de seu trabalho e que ficava diretamente no caminho de sua casa, o livro no caso era escrito por um autor de ficção-cientifica que havia falecido há alguns anos Ray Floyd, o nome da obra era Automatização do cérebro e sua rotina, que em suma, parecia explicar algo sobre rotina e sobre como o cérebro funciona, mas realmente era uma crítica social devido a repetitividade que ocorre no dia dos americanos, sem nenhum direito a lazer ou a luxuria que pelos músculos construíram o pais na qual eles habitavam.
Chegou ele a folhear algumas paginas ler o prefácio, olhar a capa, correr brevemente com os olhos sobre o livro, e enquanto o analisava fixamente com os seus olhos míopes, pois usava óculos com grau elevado e decidiu comprar o livro, e o seu cartão passou com certa felicidade e a compra foi garantida.
Ao sair da pequena livraria e andar cerca de cem passos, algo surge a sua complicada visão, era um carro da policia local que parecia estar com algum tipo de pressa ou em alguma perseguição a alguém. Neste dia os noticiários relataram um roubo a um estabelecimento na cidade de George, e lançaram a foto do suspeito em todos os jornais e mídias sociais para que rapidamente fosse pego.
George constituía de uma inteligência exemplar, também era líder de algumas ONG'S na qual tentava ajudar a comunidade negra a expandir os seus direitos, que ainda no século 21 o racismo perdurava na alma de algumas pessoas. Seu físico era algo invejável, porem na parte superior de seu rosto era notável a ausência de pelos, tinha uma barba rude, na qual usava uma navalha todas as semanas para cortar os fios brancos, na parte mais inferior de seu rosto, um sorriso esbranquiçado que flertava com o sol quando se olhava, era habitado de orelha a orelha e que representava uma simpatia e amizade inimaginável.
Porem para infortúnio naquele dia o ladrão tinha feições semelhantes com a de George, e o carro da policia notou-se dele andando na calcada com seu livro rumo em direção a sua casa onde seu filho e sua esposa o aguardavam ansiosamente por noticias do trabalho e relatos do que acontecera naquele dia.
O carro de policia rapidamente cercou-o com sua sirene ligada, e de dentro do carro saíram quatro policiais com coletes fortemente armados e que partiram para cima dele com um nível de agressividade relativamente alto e fora do comum.
Um dos policiais um que aparentava uma idade mais avançada, mas ainda na ativa, de cabelo e barbas brancas fitou George rapidamente e diretamente sacou a sua arma e lhe deu voz de prisão.
Com toda sua calma George obedeceu ao comando dos policiais e que começaram a lhe questionar de forma opressora e duvidosa a respeito de diversas coisas, coisas do tipo, "aonde você estava?" "aonde estava indo?" "Você tem passagem pela polícia?" "Porque você roubou a loja?" "Cade a sua arma?" "Porque a jogou fora?" "Estava correndo da gente?" todo o tipo de pergunta que era relacionado a algum tipo de ato ilegal fora perguntado ao rapaz, e as questões foram aumentado de forma mais agressiva e que a voz daquele que perguntara fora elevando tons altos, e que também foi chamando a atenção daqueles transeuntes que andavam pela rua.
Alguns olhavam, pensavam rápido e seguia o seu rumo, porém, outros olhavam para a cena que ali fora constituído, e rapidamente pegaram seus celulares e começaram a filmar.
King foi arremessado ao chão pelo policial de idade mais avançada e que lhe fez uma revista enquanto ele estava no chão, nada fora encontrado, logo ele o algemou e rudemente colocou seu forte joelho contra o pescoço de George, e que ali teve o começo de algumas complicações respiratórias, um numero maior de pessoas começaram a chegar no lugar onde a cena estava acontecendo e pegaram seus celulares.
E o joelho do policial permaneceu por um longo tempo sobre o pescoço do jovem rapaz, enquanto dois policiais cercavam a cena e o outro ligava para a central para confirmar se aquele era o rapaz que assaltara o estabelecimento logo cedo. Minutos se passaram, o ponteiro do relógio da catedral que ficava na esquina, corria rapidamente as horas, até em que certo momento onde o sol começou a se sentir tímido e escapou do céu, George falou aos policiais certas palavras:
"Por favor! Não consigo respirar, tire o joelho de cima, já estou imobilizado"
E clamou essa frase, repetidas vezes, inúmeras vezes, aqueles que estavam filmando ajudaram o a repetir os questionamentos e o velho policial com uma face simples de quem nada ouvia, simplesmente ignorou os gritos da multidão. Um policial pegou seu celular e tirou uma foto do rapaz que no chão algemado estava. Uma hora depois vem a resposta da central, a foto combina com o ladrão!
Tudo isso já era tarde demais, George já estava morto no chão, não adianta mais nenhuma ação por parte dos policiais, e a multidão ficou enfurecida quando o corpo dele foi introduzido no carro, várias pessoas começaram a indagar que ele estivera morto pela pálida face que era apresentada.
O carro partiu diretamente ao departamento da policia da cidade, onde lá fora confirmado por algum enfermeiro que ele estava morto, o velho policial em estado de choque começou a se tremer e adentrar o pânico em seu psicológico, sua face mostrava a horrenda decepção que instituía ele naquele momento, mas o seu cérebro dizia o contrário. Indagações que seu cérebro propusera diziam que ele era o culpado! A foto que fora tirada combinava com o ladrão! Cegos pensamentos ocorreram em sua mente e seu julgamento e razão foram afetados. Acabou de matar um inocente.
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Cegueira Mental.
Short StoryA breve historia, conta a vida de George em Minneapolis na qual sofreu diversos problemas relacionados a policia e que foram inicio de uma grande revolução em sua cidade natal.
