Quatro integrantes de uma equipe partem em uma missão de resgate em uma ilha misteriosa. O que eles não sabem é que a ilha pode revelar ser o pior de seus pesadelos.
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— O medo é uma reação de defesa. Ele serve para nos avisar quando algo está errado, quando estamos diante de uma ameaça e nossa sobrevivência está sendo posta em risco. Quando sentimos medo, nossas glândulas começam a liberar hormônios que colocam nosso corpo todo em estado de alerta.
Nos primeiros minutos, os batimentos cardíacos aceleram, os lábios se ressecam, as pupilas se dilatam, a pele começa a ficar pálida...Você só tem duas opções: lutar ou fugir.
Permaneço estática com as mãos sobre a arma, os olhos fixos no corpo caído diante de mim.
***
Alguns dias antes...
— Alguma pergunta?
Jhon direciona seus olhos para a equipe sentada à mesa. O silêncio preenche o ambiente, aumentando o clima de tensão. Num gesto instintivo, tamboreio meus dedos sobre o tampo de mármore.
— Quanto tempo teremos?
Will, o médico da equipe pergunta.
—Três dias.
—É pouco. A ilha possui quantos quilômetros? — Três dias não são o suficiente para explorar todo o local em busca de sobreviventes... Eles podem estar em qualquer lugar...
—Três dias é o máximo que terão.
Meu chefe dá a sentença, os lábios contraídos em uma linha fina.
O doutor suspira inconformado.
—Assim que puserem os pés naquele lugar, terão três dias para começarem suas buscas. Três dias e, após isso, o helicóptero será enviado para tirá-los de lá imediatamente, com sobreviventes ou não.
Declara.
Fixo meus olhos no mapa atrás deles, no desenho da ilha. A terra isolada no meio do Oceano Pacífico que por muito tempo ninguém soubera da existência.
Analiso a vasta extensão, o verde intocável, a natureza em sua forma intacta, um mundo completamente desconhecido aos olhos humanos. Isso foi o suficiente para mover uma equipe de exploradores até lá. Passaram-se dias, semanas, meses, e eles nunca retornaram. Na melhor das hipóteses, estariam vivos, tentando sobreviver naquelas terras.
O corpo humano é capaz de passar meses sem ingerir qualquer alimento, mas água... nem tanto. Estávamos torcendo para que a ilha possuísse esses recursos básicos; caso contrário, estariam mortos, o que tornaria nossa missão inútil. Essa era a pior hipótese.
Aperto meus olhos sobre o mapa.
Sim, eu tinha esse pressentimento de que algo muito pior poderia ter acontecido com eles. Algo que me mandava ficar longe daquele lugar, que alertava todas as células do meu corpo para me afastar imediatamente.
— O que pode ser pior do que a morte?
Will perguntou com humor quando revelei minha intuição a ele.
Não respondi, mas sabia que existiam coisas piores do que a morte.
— Precisamos de mais sedativos.
Digo o que queria dizer desde o começo da reunião.
Todos os olhos se voltam para mim.
Neste instante, tenho a absoluta certeza de que minhas bochechas estão vermelhas e desejo afundar na cadeira.
No meio daquelas pessoas eu não tinha voz. Era apenas uma substituta do doutor Collin, o biólogo mais capacitado do país. Devido a problemas de saúde, ele não pode ser escalado para a missão e, depois de muitas reuniões e protestos, fui considerada "adequada" para substituí-lo. Não que eu fosse inexperiente, é só que ninguém deseja um substituto, ainda mais um substituto "mulher".
—O que está esperando encontrar na ilha, senhorita Taylor? Dinossauros?
Lincon, o geólogo, brinca, fazendo risadinhas preencherem o ambiente.
—Talvez um gorila gigante.
James acrescenta bem-humorado.
Aquele maldito soldado se achando superior só porque sabe manejar uma arma.
—Talvez seu cérebro.
Entro no jogo, agora sem hesitação.
Lincon cai na gargalhada.
—Pelo menos ela tem senso de humor.
Ele dá um tapinha no ombro do companheiro. O soldado continua com os olhos semicerrados nos meus.
—Mas o que é isso? Uma turma do colegial?
Jhon exclama, fazendo o silêncio recair imediatamente sobre a sala.
— Escolhi vocês porque são os melhores em suas profissões, os melhores entenderam? - E não vou tolerar qualquer gracinha ou desrespeito com qualquer membro desta equipe. Fui claro?
—Sim, senhor!
Os dois bradam em uníssono.
Sorrio internamente.
—Senhorita Taylor... - Os ventos naquela região são muito intensos, não podemos arriscar sobrecarregar o helicóptero. É importante uma redução da carga o máximo possível. Fora os suprimentos que já levam, apenas o essencial é prioridade. Will já possui os medicamentos necessários, não há espaço para mais sedativos...
—Sei que a senhorita Taylor se preocupa com a segurança da equipe...
James interrompe, fingindo seriedade.
—Mas levo a munição necessária comigo, não há nenhum problema que uma bala não resolva.
Pisca um olho.
—Nem tudo se resolve com balas, senhor James.
Will constata calmamente.
Olho para ele em agradecimento.
Um médico e uma bióloga, parecíamos os únicos civilizados da equipe.
— Tem permissão para atirar em qualquer coisa que os ameace.
Esclarece Jhon.
—Mas afirmo que isto não é preocupação. Apesar da biodiversidade daquele lugar ser completamente desconhecida, estudos comprovam que, dado o tipo de clima e localização, no máximo encontrarão algumas serpentes e mamíferos inofensivos. - Lembre-se de que, ao chegarem lá, tornar-se-ão incomunicáveis, sem acesso a qualquer sinal. O único contato que teremos será quando a missão estiver concluída. Até lá, estarão por conta própria.
Ele se volta para nós.
—Desejo-lhes boa sorte.
E nos levantamos de nossos assentos, prontos para cumprir nossa missão de salvar os supostos sobreviventes em uma ilha misteriosa.
Quando avisto o helicóptero, sinto algo estremecer dentro de meu peito.
Will ajeita as bagagens no compartimento e estende suas mãos para mim. As aceito, penetrando no interior da aeronave. Lincon dá um pulo, sentando-se ao meu lado, e James à minha frente, com um rifle sobre as mãos. O motor é acionado, a hélice começa a girar a toda velocidade e, em poucos minutos, estamos no ar.
Olho para baixo e percebo a cidade ficando cada vez menor, sendo substituída pela vasta imensidão do oceano. Suspiro pesadamente, não conseguindo afastar a sensação ruim em meu peito.