Um novo ciclo, Maria

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||||Oi gente, para uma melhor experiência de leitura recomendo ouvir com a música que está acima. Uma boa leitura SZ.||||||

•Maria POV ON •

       como das últimas vezes me pego correndo, mas dessa vez não de alguém ou algum bicho esquisito, mas por vontade própria, sinto a grama macia e a luz do sol iluminar tudo, dessa vez eu vejo a luz, será que eu consigo sair da minha própria escuridão?
     Abro os meus olhos e lembro que estou morando em uma cidade nova, é pequena e as casas são bem afastadas umas das outras, a vista é incrível, e o clima é bom. Desço e logo vou à cozinha preparar meu chá de ervas doce, vou caminhando para a varanda e  sento ao lado de meu pai, Ronny, que estara a fazer uma pintura de sua paisagem a minha frente, pois nesta casa atual faria qualquer um se sentir bucólico.
     As pessoas daqui são muito gentis e tranquilas, tivemos que nos mudar por alguns problemas que começaram a atingir eu e meu pai, Ronny sempre foi presente para mim, desde a morte da minha mãe após meu nascimento ele teve todo trabalho comigo.
- Oh, O que colocou nesse chá? Está ótimo - Ronny diz fazendo uma feição de ter gostado do chá.
- Mmmm, talvez um pouco de veneno? Tô te zuando, preciso fazer algumas comprinhas e meu incenso acabou, podes me emprestar tua bicicleta?
- Hahah, engraçadinha, se um dia eu morrer já sei quem me matou, pode ir querida, tenha cuidado!- diz ele, misturando tons verdes e deixando cair chá em sua calça.
      A estrada é boa e lisa, é impagável a sensação do vento jogando meu cabelo para trás, meu all star velho mandando ver nos pedalos, pelo caminho observo árvores enormes, acho que assustei um coelhinho, enfim. Chego a tal conveniência, nossa aqui realmente parece ter tudo, vou sendo objetiva e pego minhas compras.
-Droga, os incenso! - digo bem baixinho, não quero que pensam que eu sou suja. Acho bom comprar um isqueiro. Fui direto ao caixa, quando percebo um alvoroço vindo da porta da loja, um grupo de aproximadamente umas 7 pessoas, aparentemente todas bem arrumadas. Ah não, não, uma garota está vindo na minha direção, da próxima ando com plaquinhas para informar que odeio pessoas.
- Ei, você é a garota nova da cidade?desculpa chegar assim, é que a turma daqui é toda chegada e nós ficamos empolgados em te conhecer - Uma morena tão linda que senti meu estômago virar, o seu olhar era tão penetrante e ela é tão simpática.
- Tudo bem, Prazer, Maria - não tenho dúvidas de ter corado, afinal, nenhum grupo de amigos assim quis me conhecer.
- Maria, que lindo, Meu nome é Angelita, mas pode me chamar de Angel - Ela diz. Sim, ela é um anjo mesmo.
- Ei Angel, vem logo!- Um cara de cabelos castanhos e ele era o mais alto do grupo, começou a gritar por angel.
- Olha, às 15:30 vamos nos encontrar no parque central, aparece por lá pra gente se conhecer melhor, tá bom?- Ela abre um sorriso e me da um abraço inesperado, aí meu Deus, por que meu coração tá batendo tão rápido?.
- Ah, tudo bem, eu vou falar com meu pai e talvez eu apareça por lá- digo acenando e dando um sorriso frouxo.
    Volto para casa feliz, não esperava fazer amizades na primeira semana de mudança, Ronny vai ficar feliz também, mas quem pode me garantir que eles são realmente legais? Medo dessa sensação durar pouco e realmente eles me pregarem uma peça, não quero preocupar meu pai, droga, aquela sensação de novo, já tô cansada dos meus fantasmas, as sensação de felicidades são poucas ao meu ver, sempre lá na frente espero pelo desastre, talvez o desastre seja eu.
   Chego em casa, entro no meu quarto e tranco a porta, tiro toda minha roupa e ligo o chuveiro e tudo o que me resta é chorar por achar que eu estava bem.

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Eae gente, o que acharam?capitulo muito curto mas ainda vou pegar o jeito.  Ainda tem muita coisa por vir. Será que Maria deve ouvir suas inseguranças? O que a fez ser assim?
   
          



      
     

O Sol da Tarde Where stories live. Discover now