Primeiro Capítulo Dela

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Calcei o sapato, quase tropeçando no processo, me agarrei à bancada ou ia dar de cara no chão. Seria tudo o que eu precisava no meu primeiro dia, uma marca na cara ou um pé torcido.

Maldita Rosie por me convencer a beber pra comemorar o meu primeiro trabalho de verdade.

Não que os anteriores não tivessem sido.

Mas era bom estar em um trabalho no qual eu pudesse usar saltos pra variar um pouco.

Agarrei a minha bolsa, chaves, celular e corri para fora o mais rápido que eu podia em saltos.

Confesso, agora eu sentia falta dos chinelos - sim, já usei chinelos em um trabalho, tinha suas vantagens e desvantagens.

Entrei no elevador, graças a Deus, ele estava no meu andar e vazio. Dancinha feliz!

Abri o aplicativo do Uber, não ia dar pra ir de ônibus e com a minha sorte, achar um táxi disponível, seria como ganhar na loteria.

Graças aos deuses do Uber.

Assim que o elevador chegou no andar de baixo, o motorista já estava lá e me mandou uma mensagem.

Obrigada Deus!

"Estou aqui"

"Chegando"

Olhei a cor do carro e a placa. Hum, preto com a placa final 0086.

Saí que nem uma louca para frente do prédio e sorri ao ver o carro. Toda feliz, corri até ele abrindo a porta, mas congelei ao ver um cara lá dentro.

Que merda!

-Eu pedi uma viagem compartilhada? - falei em voz alta, o motorista e o cara me olharam e depois se olharam.

- O quê?

- Que seja. Vai assim mesmo. Vai pra lá moço. - empurrei o cara pro banco do lado e ele foi meio desajeitado, pois tinha muitos papéis em suas mãos.

Isso era lugar de ficar vendo papéis, mas de repente, ele estava atrasado que nem eu. Tadinho, né?

-Moço rápido, pra Midtown Manhattan, Avenida Lexington 345, obrigadinha.

Fechei a porta e abri a minha bolsa para pegar o meu espelho, eu nem vi se minha maquiagem estava boa.

Maldito seja o inventor do vinho e Rosalie Hale… só mais uma garrafa ela disse, ela se esqueceu que ela era um touro pra bebida, já eu, simples uma mortal, mal agüentava três taças, quem diga três garrafas.

Parei de verificar o meu batom ao ver que o homem ainda estava parado.

-Homem, pelo amor de Deus, vai logo. Eu não quero me atrasar no meu primeiro dia.

O motorista mais uma vez olhou pro meu colega de viagem, em seguida, eles assentiram e ele passou a andar.

Finalmente.

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