A calmaria antes da tempestade

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Fazia algumas semanas desde o evento que ocorreu no ministério. As lembranças ainda lhe causava nó na garganta e calafrios no estômago. Por um momento ele se permitiu sonhar que o ano letivo seria melhor que o fiasco do quarto ano…entretanto foi apenas isso, mais um sonho ilusório.

Sua impulsividade mais uma vez colocou sua vida em risco, não só a sua como a de seus amigos também, a sensação de impotência que sentiu durante a batalha ainda o acompanhava.

seu padrinho, sua grande esperança de formar finalmente uma família que tanto desejou, quase foi morto durante a batalha, sempre que ele pensava nisso era como se toda a cena tivesse em câmera lenta, a maldição de bellatrix para lançar seu padrinho pelo véu foi impedido no último segundo pelo escudo protetor que Sirius levantou, toda vez que ele lembrava desse momento seu coração apertava .

Se ele tivesse escutado os conselhos de hermione, se tivesse se esforçado mais para aprender oclumência, nada disse teria acontecido, que tolice a dele não pensar na possibilidade de voldemort usar essa estranha conexão entre os dois, para seus planos malignos.

Após retornarem a hogwarts, dumbledore lhe contou sobre o conteúdo na profecia que Sr. Malfoy deixou cair, ele queria gritar com o diretor por não ter contado antes sobre a profecia. “Eu tinha o direito de saber sobre a profecia antes, tudo poderia ter sido diferente, se o senhor confiasse em mim professor”- rosnou o mais jovem, não se importando, mas em controlar toda ira que vinha aumentando em seu núcleo.

Dumbledore suspirou tristemente
“Harry, meu garoto, só estava lhe poupando de sofrimento desnecessário, é claro que confio na Sua capacidade, mas eu precis-….”

“O senhor só fez me ignorar o ano todo, enquanto Umbrigde torturava aqueles que você tinha o dever de proteger,”- gritou harry, interrompendo o direitos “eu sempre confiei no senhor, e quando mais precisei me abandonou” nisso o professor desviou os olhos, enquanto massageava as têmporas, sem coragem de encarar o adolescente

Sua raiva só aumentava cada vez que pensava que um pequeno orbe custou a vida de seus pais, uma infância feliz e futuramente sua vida, o que resultou na destruição do escritório do diretor após perder o controle de sua magia

E pra piorar, ele também descobriu que de acordo com a profecia ele teria que matar voldemort, e pela grande demonstração de poder de riddle no átrio do ministério, era ridículo pensar na possibilidade de vencer.

Após uma semana da sua conversa com o professor dumbledore, seu raiva diminuiu, mas a sensação de culpa aumentou. seus amigos fizeram questão de deixar claro que não o culpava pelo fiasco da batalha, o que melhorou um pouco seu humor, foi bom saber que ele não estaria sozinho durante essa jornada.

Durante a viagem de volta a King cross, ele sentiu falta de ar e enjoos, o que a deixou confuso , por que nunca antes ele sentiu enjoou durante as viagens. Presumiu então que poderia ser um efeito colateral pela possessão de voldemort. ‘bastardo’ pensou harry.

Quando finalmente chegaram a saida da estação, ele viu que seu tio já estava á sua espera, junto com alguns membros da ordem, que para seu horror estava advertindo dursley;

Não foi uma surpresa quando chegaram em casa seu tio começar a latir na sua cara," Durante anos eu e sua querida tia, suportamos você, e tudo que recebemos foi ingratidão"

“Eu não pedi que eles falassem nada !”- o garoto de olhos verdes, fechou as mãos em punhos, para controlar a raiva

" Mentiras, ande, aberração suba já para o seu quarto e não saia de lá até que eu decida"

Harry sem vontade nenhuma de protestar murmurou um fraco —"sim tio valter". Se virou e pegou seu baú e sua doce hedwigs. E fez o que seu tio ordenou, ‘Pelo menos não ameaçou me expulsar de casa como sempre faz, já é uma Vitória’ pensou o garoto com o semblante triste.

Durante o mês inteiro de julho, Harry mal interagiu com os dursley o que lhe deixou muito satisfeito, no seu aniversário, ele recebeu presente de amigos, como também doces e uma torta de seu sabor preferido, melaço, que a Sra. Weasley fez.

Mas ele mal abriu a caixa e teve que fechar imediatamente, o cheiro da torta revirou seu estômago—  ‘será que estou ficando doente?!’ —o moreno pensou consigo mesmo, desde a sua viagem a King Cross que ele vem tendo sensações de enjoo, falta de ar e agora cansaço também se for contar a quantidade de tempo que ele vem passando na cama.

Em meados de agosto, quando harry estava arrumando seu malão para viagem já q finalmente recebeu uma coruja da ordem avisando que ele iria para o grimmauld place, ao anoitecer, que ele sentiu uma forte tontura; sua visão começou escurecer perdendo o equilíbrio e consequentemente caindo para trás, por sorte pousando  na cama, Harry sentiu uma forte pontada no estômago, fazendo o se encolher na cama; e de repente a sensação horrível passou

O menino que sobreviveu permaneceu na cama por alguns minutes, encarando o teto, confuso, refletindo que já está sentindo essas sensações de mal-estar há algum tempo, desde a possessão do cara de cobra; o que começou a lhe preocupar.

Harry já tinha conseguido arrumar todas as suas coisas, quando a ordem veio lhe buscar, o entusiasmado de sair da rua dos Alfineiros, Junto com a expectativa de revê seu padrinho o fez ignorar um pouco suas preocupações, mas enquanto aparatavam ainda tinha uma pequena voz irritante no fundo de sua mente, avisando que havia algo extremamente de errado com ele.

A prole das trevas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora