Era meu fim, eu era uma pessoa perdida no meio de toda aquela gente morta. Eu vi a morte bem na minha frente, sorrindo para mim assim que ouvi como se fosse um exército vindo em minha direção. Assim que aqueles soldados vieram, pararam na minha frente. Eu paralisei, senti borboletas no meu estômago, mas não era uma sensação boa.
-Tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá.
Eles começaram a atirar em mim, mas eu corri, corri muito e desviei, graças à Deus sem nenhum ferimento daquelas balas, e me escondi. Entrei na primeira casa que vi, corri para os fundos, fiz o maior estardalhaço; nem fiz barulho, não, que isso, jamais. Esbarrei em todos os vasos e vidros que tinha na minha frente. Eles nem me ouviram, não, jamais, ninguém ouviria aquele barulho enorme, esbarrando em vidros e tudo mais.
Corri para o porão, vi uma janela lá no alto, peguei uma cadeira e subi. Eu saí. Alívio total. Porém quando levantei e olhei para frente, ali estavam eles, na minha frente. Mandaram eu ajoelhar. Obedeci. Alguém encostou alguma coisa fria na minha cabeça, por trás de mim, eu ouvi um som de uma arma sendo destravada.
