Se eu não estiver por perto

16 2 0
                                        

Prefácio

Olá~ ^^, sou Yoshimitsu, mas se ficarem a vontade podem me chamar de Yo-kun.
Essa é a primeira fanfic que público, uma história escrita de coração para todos aqueles que, assim como eu, são apaixonados por Touken Ranbu. No começo eu estava inseguro, mas aos poucos e com o apoio de alguém muito especial, a Malki, eu tomei coragem e a ideia foi se consolidando, e assim foi nascendo um novo mundo.
Escrevo de coração e com muito gosto. Espero que vocês gostem também.

Escrever uma história, apesar de todo amor que depositamos, é um trabalho. Por favor, respeitem e não copiem. CRIEM! O resultado é gratificante. Os personagens e algumas referencias à elementos de Touken Ranbu são de propriedade de seus desenvolvedores. O YinYang-verse é propriedade intelectual minha e da querida Malki. Qualquer reprodução, integral ou parcial, é proibida, não podendo ser reproduzida ou adaptada em outros fandons.

Além disso, espero que vocês aproveitem a leitura! <3

*****

Fora mais uma missão. Mais um time retornava à cidadela. Mais um evento havia sido protegido do Exército Retrógrado. O time dessa vez fora liderado por Hizamaru que teve a ajuda de Izuminokami Kanesada, Yamabushi, Souza, Kousetsu, Sayo Samonji e Kasen que deixava um rastro de sangue a caminho da enfermaria, carregando Sayo. Apesar do Sucesso da missão muitos voltaram feridos e Sayo quase teria se quebrado se não fosse pelos seus equipamentos. Apesar do sucesso todos estavam esgotados e seus ânimos não eram de vitória depois do perigo que passaram.
- Kane-saaaaan... -Gritou Kunihiro enquanto corria para ver o time que havia recém-chegado. – Bem-vindo de volta. Quem bom que voltou bem.
Kanesada olhou diretamente para Kunihiro, aquele pequenino lhe trazia tamanha paz além do que ele conseguiria explicar através de palavras. Assim como Kunihiro era seu querido irmãozinho, o mesmo era Sayo para os irmãos Samonji. Sayo ficou por um triz de quebrar.
- Oe, Kunihiro... - já se preparava para dizer algo. Ainda não tinha saído do pátio pois esperava notícias de Sayo, e ninguém sabia de seu estado. De uma forma ou de outra a cidadela toda estaria falando sobre isso dali algumas horas, mas achou que seria melhor que todos fossem avisados em outro momento, e não como uma fofoca. – Kunihiro, pode levar minha capa para o nosso quarto?
- Com certeza, Kane-san! - prontamente Kunihiro pegou o manto azul e saiu quase que saltitando pela cidadela, tamanha alegria de ver Kane-san são e salvo depois de uma missão.
Logo depois que Kunihiro saiu do pátio Kasen volta com as mãos ainda trêmulas, limpando-as com uma toalha que a Saniwa lhe dera, molhando as mãos na fonte para limpar o sangue que já estava seco. Seu haori e a capa que cobriram Sayo estavam manchados. Aquela imagem atravessou o coração deles.
- A Saniwa disse que vai colocar todos os esforços na recuperação de Sayo, mas que apesar disso, para garantir a recuperação completa vai demorar certo tempo. Por isso ele ficará no quarto da Saniwa para observação assim que forem feitos os primeiros socorros.
- Nós estamos cercados por tragédia. – disse Souza com o olhar abatido.
- Esse mundo é cheio de sofrimento, - completou Kousetsu – devo rezar por ele.
- Com essa expedição eu posso apenas reconhecer minha própria inexperiência. – Disse Yamabushi, culpando-se pelo acidente do seu amigo. – Hoje não há nada que me faça rir.
Todos saíram do pátio, indo para a cozinha onde Mitsutada havia preparado uma refeição para o time que acabou de chegar. Estavam famintos, e mesmo assim, mal conseguiram comer. Mitsutada percebeu pelo semblante do grupo que havia acontecido algo sério, mas quando lhe contaram ele ficou em choque.
- Se ele tem que ficar em observação no quarto da Saniwa é porque foi muito grave. – Disse Mitsutada depois de ouvir a história.
Estavam no refeitório tentando voltar para a realidade da cidadela quando, do lado de fora, tudo começou a se agitar. Podiam ouvir os passos apressados dos tantou, uma interjeição de surpresa aqui e ali, até que Aizen abriu a porta do refeitório:
- Venham logo... A Saniwa está indo para a sala do lado leste! – Gritou.
- Ela, provavelmente, irá avisar a cidadela sobre o estado do Sayo. – concluiu Kasen.
Saíram do refeitório se dirigindo para onde estavam todos reunidos, na sala do lado leste. A Saniwa estava sentada na frente dos Touken Danshi em silêncio, até Gokotai trazer a ela um desenho que ele havia feito, e com isso lhe arrancar um sorriso discreto. Maeda vendo a cena tomou coragem para lhe dar o doce que havia comprado pensando em dar à Saniwa quando houvesse a oportunidade. De fato, nenhum dos Toudan esperavam que ela estivesse ali por um motivo sério, por isso estavam todos trazendo seus presentes. Quando o grupo que recém chegara da missão entrou na sala, junto com as duplas que estavam cuidando dos cavalos e arando os campos, a Saniwa respirou profundamente antes de começar a falar. Demorou um pouco. Todos começavam a ficar apreensivos para saber o assunto que a trouxera para as áreas comuns da cidadela.
- Na última expedição que tivemos eu escolhi um time que confio ser perfeito para a ocasião, e quanto a isso eu não me decepcionei. O grupo obteve sucesso na expedição e conseguiram impedir a ação do Exército Retrógrado. - disse calmamente, porém, ainda suspirando entre uma frase e outra. – Entretanto eu subestimei o perigo dessa missão. Não tive a cautela de preparar o time para uma reviravolta, apesar de saber que todos eram capazes. Por minha culpa, Sayo se feriu gravemente nessa expedição e quase se quebrou...
Apesar do silêncio que estava na sala percebia-se o choque dos toudan não apenas por receber a notícia de Sayo, como também por verem a Saniwa tomando a responsabilidade do que havia acontecido. Ninguém disse palavra alguma até ela continuar:
- Sayo está sob meus cuidados agora e estarei fazendo o possível para que ele se recupere da melhor forma e o quanto antes, para que ele possa voltar para seus irmãos. Souza e Kousetsu poderão acompanhá-lo no meu quarto a qualquer momento. Já providenciei um futon extra para qualquer um dos dois passar a noite com ele. Yagen irá me auxiliar durante o dia com os cuidados médicos. Assim que ele estiver um pouco melhor eu irei permitir a visita dos outros membros.
A jovem se levantou, pegando os presentes que recebera e se retirou, sendo seguida pelos dois irmãos de Sayo.
Kunihiro se aproxima de Izuminokami, furtivamente.
-Kane-san... – queria lhe dizer algo, mas estava sem palavras.
- Vamos para as termas. Eu preciso tomar um banho para poder dormir um pouco. -disse calmamente.
Kunihiro confirmou com a cabeça e foi buscar o cesto de banho que já estava pronto para quando Kane-san voltasse. Levou para as termas onde o outro rapaz já havia se despido. Colocou as roupas sujas no armário que partilhavam e levou as toalhas para a saída da casa de banho. Kanesada estava mergulhado até o nariz nas águas, de olhos fechados. A água quente parecia acariciar suas feridas e suas dores, o deixando relaxado aos poucos. Kunihiro entrou de fininho, para não perturbar. Ele não percebera na chegada da missão que o semblante preocupado de Kanesada não era pela derrota. O dia foi completamente atípico e isso tudo deixou a cidadela com um ar estranho.
Kunihiro entrou na água, sentando ao lado, mas um tantinho afastado de Kanesada. Se pôs a pensar em algo importante.

E se fosse com ele? Kunihiro não suportaria se algo tivesse acontecido a Kane-san.
- No final, eu não tive como ganhar... -confessou, interrompendo os pensamentos do menor que levou um breve susto.
- Porque eu não estava com você, Kane-san. – Kunihiro sorriu, tentando fazê-lo relaxar.
De certa forma, o toudan maior ficou um tempo observando aquele sorriso que sempre o deixava mais leve. O que o surpreendia era como Kunihiro sempre tinha uma energia boa, não se abatia tão facilmente. Não saberia o que seria diversão na sua vida se não fosse pelo menor.
Para Kunihiro, ele faria o possível para deixar melhor a vida de qualquer um, mas Kane-san significava muito para ele, não só por terem pertencido, juntos, ao seu antigo dono. Kane-san o inspirava! E mesmo sendo rabugento e impaciente, ele tornava os dias de Kunihiro mais alegres. Era a única pessoa que o conhecia a fundo. Mesmo que todos os toudan da cidadela se dessem bem uns com os outros, ninguém seria como Kane-san.

O pensamento de Kanesada não era o mesmo ao olhar para ele. Um súbito pensamento de desespero o acometeu ao imaginar que, no lugar de Sayo, pudesse ser Kunihiro.

Como se sentiria carregando-o nos braços, quase morto, coberto de sangue e feridas?

A simples ideia o fez tremer e a voz saiu um pouco mais dura do que gostaria ao falar com ele.
- Oe, Kunihiro... Você precisa treinar mais no dojo, adquirir técnicas novas e habilidade de esquiva. - disse em um tom que mais parecia uma ordem.
- Ha... hai.- concordou, incapaz de protestar.
- Eu não sei se um dia isso poderá acontecer com você, então se eu não estiver por perto, você tem que conseguir se defender sozinho e voltar para casa. -concluiu, com o tom bastante preocupado que fez o outro suspirar pesarosamente.
Com certa angústia, Kunihiro ficou refletindo nessas palavras que continuavam se repetindo em sua mente.
"Se eu não estiver por perto"... "sozinho"... Isso era o único tipo de coisa que poderia tirar-lhe o sorriso. A ideia de não ter Kanesada por perto o apavorava! Estavam juntos há tanto tempo, passaram por tanta coisa junto!

Não soube dizer se foi o incidente com Sayo que mexeu com os ânimos de todos, mas naquele instante, Kunihiro sentiu o pânico de ficar sozinho. Não imaginava uma vida sem ele. Não suportava pensar em não ter aquele olhar sobre si.
- Kane-san...- murmurou com a voz tão baixa que o outro não poderia ouvir se não estivesse ao seu lado. – Não ouse me deixar... - pediu, os olhos marejados, as maçãs do rosto vermelhas, o olhar fixo nos olhos dele.
Por sua vez, Kanesada sentiu uma vontade incontrolável de abraçá-lo, de protegê-lo não importando qual fosse o preço! Mas, antes que pudesse envolvê-lo, Kunihiro saiu da água, esfregando as mãos nos olhos antes de pegar a toalha e se afastar.

Internamente, Kanesada odiou-se pelo que disse. Foi uma atitude sem pensar, mas não sabia que isso afetaria tanto o outro.

E o mais intrigante: por que o afetava? Ver Kunihiro sofrer era um tipo de dor diferente da que estava acostumado.

Era uma dor quase insuportável.

***

Continua.


Glossário

Dojo - Local em que se treina artes marciais japonesas como o kendô
Haori - Jaqueta tradicional japonesa com mangas largas e gola estreita. Eram usadas pela burguesia japonesa, originalmente produzidas com seda e adornadas com símbolos que representavam a atividade profissional do proprietário

Tantou - Espada curta

Touken danshi (Toudan) - Nome usado no anime para se referir à forma humana das espadas do passado que foram revividas

*****

Notas Finais

Eu espero que vocês tenham gostado e possam dar suas opiniões, sugestões sobre o que pode ser melhorado. Espero que aguardem com carinho o próximo capítulo.
Obrigado.

KizunaCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang