1°. CAPÍTULO

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EVELYNE ROSE

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Á 3 anos...

"A vida não é fácil."

Sempre me disseram e eu sabia disso, mas para uma pessoa como eu, que tem um carácter difícil, é difícil de acreditar que a vida é tão fácil para uns e para outros uma desgraça, e eu? Encaixo-me nos desgraçados.

Posso ter uma boa aparência, mas acredita não é tudo, sempre sonhei em acabar a Universidade, abrir o meu atelier, encontrar alguém que me ama-se e formar uma família unida e feliz.

Ainda bem que disse que sonhava, sonhos não se concretizam eles são roubados pela realidade e frieza da vida.

Meu corpo está estendido pelo colchão frio do meu apartamento pequeno, no centro de New York, a olhar para o teto e lutando contra mim mesma para sair dela.

Mudei-me para NY quando tinha 19 anos, tão novinha... mal sabia eu que a minha vida seria um inferno dali para a frente, mas já ultrapassei os meus problemas do passado e tenho que olhar para o meu futuro e arranjar um emprego.

- Levanta-te Evelyne! - resmunguei comigo mesma, descendo da cama e indo para a casa de banho, era pequena, mas bastava para apenas uma pessoa.

O meu apartamento não é de luxo como também não é de um mendigo, acho que estou no meio-termo na sociedade, o meu quarto é um lugar amoroso e aconchegante, criei-o com as poucas coisas que tinha do meu antigo na casa dos meus pais.

Visto um vestido florido com cores alegres e chamativas que realçava a cor esverdeada dos meus olhos e do meu cabelo negro, coloco as minhas sabrinas da sorte e a minha bolsa no ombro. As ruas de NY estavam cheias de carros caros, pessoas apressadas e táxis apitando nas fileiras enormes.

Fui andando para o centro da cidade onde encontraria mais lojas e prédios. NY é uma cidade muito bonita, não é igual ao lugar em que nasci obviamente, eu vim de um dos lugares mais bonitos e remotos do mundo, Açores, as nove ilhas mais lindas que podes conhecer e a cultura é divinal, admito ter saudades...
Saio dos meus pensamentos ao ouvir gritos na rua, um acidente tinha acontecido e havia um homem alto gritando com um jovem rapaz que parecia extremamente nervoso,eu também ficaria se alguém gritasse comigo daquela forma tão rude.

Continuo o meu caminho sempre vendo se havia algum anúncio de que se precisaria de algum empregado.
Entrei num café e fui ao balcão onde estava um senhor, já velhinho de cabelos grisalhos e de olhos castanhos escuros e cansados.

- Bom dia! Poderia lhe fazer uma pergunta?- perguntei incerta.

- Claro jovem, o que precisa?-disse o homem com um tom carinhoso.

- Eu estava á procura de um emprego e gostaria de saber se está precisando de alguma ajuda.

- Me desculpe querida, eu já contratei alguém para ajudar-me ...mas se tiver o seu currículo aí eu poderia considerar.
- Oh claro. - Abro a mala e tiro uma das fotocópias do currículo- Aqui tem, obrigada -digo e vou andando até á saída do café.

- De nada querida. - respondeu-me já atendendo um cliente.

Passei por mais 3 estabelecimentos e apenas um disse que poderia ver se eu seria necessária e os outros dois?
Mandaram me embora sem a menor das educações.

JUST MINEWhere stories live. Discover now