Teus cachos embaraçam-se num entrelaço de pomposidade e soberba.Teria sido esta a obra mais bem trabalhada de um criador ? Quem há de me dizer se não eu , que contemplo com próprios humildes olhares A resplandecência deste martírio , que é não poder tocá-los .
Não bastasse tal tortura, A formosidade que é contemplada em cada pedaço destas curvas Impossibilita-me de lhe questionar, sendo brevemente negligenciada Minha própria capacidade de pensar.
Intríseco, Sinto-me posto sobre um véu interminável de angústia Ao não poder possuir-te , senti-la distante . Teria sido este , o fruto de algum errôneo pecado existente em minha breve vida ? Ou talvez simples peça do destino , que invejoso eis , pretendeu separar-nos.
Sinto tua escassez, mesmo que não me faltes em presença . O incomplexo fato é que preciso lhe ter em meu tato ,Tanto quanto em meu olfato . Apenas contemplar-lhe e ouvir-lhe, não me propiciam aquilo que é Realmente , o doce sabor de poder enrolar-me nos teus cachos .
Sápio. Assim talvez definam-se todos os curtos momentos Em que ao vez de refrescar uma memória passada, que transpassa o amargo paladar do relembrar , Desejei o futuro próximo, no qual distante de racionalidades,Fui um tolo . Todavia , em função de boa causa . Foi oportuno tempo curto , o que tive para ser aquele que houve de te amar .
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Distância Poética
PoesíaReflexões para satisfazer a quem busca prazer no aconchego do próximo .
