Alexa nunca pensou que sua vida poderia mudar tão rápido, mas um acidente mostrou o contrário, ela se salvou, entrou em depressão e foi mandada para Forks. Na cidade dos lobos e vampiros ela encontrará novas amizades e um amor um tanto complicado, d...
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(Atenção:Não revisado)
Por anos humilhadas, por anos caçadas, por anos mortas em fogueiras, e por anos fugindo dos Volturi como o um coelho foge do predador, escondidas por anos, mulheres com dons que podem usar para o bem e para o mal, tudo depende de sua escolha. Por anos ouve a caça, os Volturi conseguiram o que queriam, mataram todas as bruxas, bom...quase todas, minha mãe sobreviveu, e morreu em meu parto, meu nome e Alexa Jordy, e eu sou a única bruxa que sobrou no mundo.
Algumas semanas atrás:
-Vamos logo.- Diz Helen, minha mãe adotiva.- Vai perder o acampamento.
- Eu nem quero ir.- Falo me revirando na cama.
- Socializar e ótimo.- Ela diz e arranca a coberta de mim.
- Diga isso por você.- Falo me levantando emburrada.
- VOCÊ TEM DEZ MINUTOS.- Ela grita Helen saindo do quarto.
Suspiro indo aí banheiro, ligo a água , tiro meu pijama e deixo a água entrar em contato com meu corpo, depois de um banho rápido, já que dona Helen me deu pouco tempo, coloco uma calça jeans mais soltinha rasgada no joelho, uma camisa manga comprida preta colada e uma camisa manga curta branca com desenhos de uma história em quadrinhos e uma bota cano curto sem salto.
Vou até a cozinha, me sento na mesa, onde está posto xícaras com café, pães e um bolo de chocolate.
- Até que enfim.- Diz Helen.
- Você me deu dez minutos, eu terminei em oito.- Falo.
- Ok.- Helen revira os olhos.- Tome seu café.
Termino meu café da manhã e corro escovar os dentes, entro no carro e Helen começa a dirigir sorrindo.
- Você vai amar.- Ela diz.- E socializar.
- Eu vou nesse acampamento a quatorze anos, com as mesmas pessoas, se fosse para eu socializar com eles já teria acontecido.- Falo.
Eu não sou uma completa antisocial, converso com as pessoas, mas procuro não ficar muito próxima da pessoa, tenho medo de um dia perder o controle de meus poderes e acabar machucando alguém, então para mim o melhor e ficar afastada das pessoas, com o tempo eu me acostumei com a tão falada solidão, sempre estava de fones ou livros, então as pessoas procuravam não me atrapalhar.
- Chegamos.- Diz Helen.
Estávamos paradas em um estacionamento, e como sempre um grupo de adolescentes estava do lado de fora de um ônibus.
- Vai ser apenas dois dias.- Helen diz.
Concordo e saio do carro mandando um beijo para a mesma, ando até a filha para entrar no ônibus, são cerca de doze pessoas.
- Nome.- Pede a mulher mal humorada.
- Alexia.- Falo e entro no ônibus.
Procuro um banco onde não tenha ninguém, me sento e coloco meus fones, vai ser uma longa viajem, meus olhos estão atentos às árvores que passam, minha cabeça se encontra encostada no vidro, estamos perto de uma enorme descida, lugar onde muitos acidentes acontecem, suspiro e fecho os olhos.
Forma apenas alguns segundos de olhos fechados, quando abri já estávamos na descida, o ônibus começou a ganhar cada vez mais velocidade, os outros adolescentes gargalhavam e pediam para o motorista ir mais rápido, mas isso não é normal, o motorista nunca dirigiu rápido.
Me inclino no banco tento visão ao motorista e a mulher que cuida da entrada, o motorista estava suando, estava tenso, a mulher parecia desesperada, o ônibus estava sem freio, a velocidade aumenta e os adolescentes começam a se assustar, pedem para ir mais devagar, estava chegando em uma curva, com essa velocidade o ônibus iria tombar, com todos nós dentro, todos nós iríamos morrer.
Em questão de segundos, o ônibus parece tombar em câmera lenta, coloco os braços já frente de meu rosto e mesmo nao querendo criei uma barreira de proteção ao meu redor. Quando minha consciência voltou, tento me soltar do cinto, mas ele parece preso, alguns adolescentes se encontram jogados pelo chão e por cima dos brancos do ônibus, alguns cheios de sangue, e outros permacen desmaiados em seus acentos por conta do cinto de segurança. O som da polícia e ambulância chegando me acalma.
- Você está bem?- Pergunta uma mulher cortando meu cinto.
- Acho que sim.- Falo.
- Nenhum arranhão querida.- Ela diz.- E um milagre de Deus.
Não, foram meus poderes, eles se manifestaram no momento certo, e me salvaram.
- É.- Concordo.
Mesmo estando bem os médicos me colocam deitada na maca dentro da ambulância, em pouco tempo eu acabo dormindo, foi muito gastante usar os poderes, mesmo tento os usado pouco.
Abro lentamente meus olhos me acostumando com a luz.
- Meu amor.- Diz Helen segurando minha mão.- Fiquei com tanto medo.
- Eu estou bem.- Falo.- Ele nenhum arranhão.
Helen sorri para mim, nesse mesmo dia fiquei sabendo que apenas eu e mais seis pessoas sobreviveram, e isso me fez pensar, eu poderia ter salvo eles, mas eu nem tentei, eles estão mortos e a culpa é minha.
- Tem que sair de casa.- Diz Helen.
Faz uma semana do acontecimento, e desde então meu quarto virou minha vida, eu não saia dele.
- Eu estou bem aqui.- Falo.- Ainda não terminei.
Mostro o livro que eu já li mas sempre mostro em uma página aleatória para Helen acreditar em mim.
- Você vai para Forks.- Diz fechando a porta.
Forks, quando eu fui adotada, Helen e seu marido Josh ainda era casados, os dois se separaram e Josh foi morar em Forks, eu ainda tenho contato com ele, mesmo sendo pouco, nunca imaginei que chegaria a esse ponto, Helen me expulsar para outra cidade, por eu não sair de casa.
- A janta está pronta.- Diz Helen.
Me levanto indo até a cozinha.
- Você vir até aqui não vai me fazer mudar de ideia.- Diz Helen.
- Droga.- Falo e me sento.
- É para seu bem.- Diz Helen.
- Eu sei.- Falo.- E só que não vai mudar nada eu sair dessa cidade.
- Novos ares podem ajudar.- Ela diz.- E você ir me ligar todos os dias.
- Ótimo.- Falo.
Jantamos juntas, ela falava sobre pontos turísticos em Forks, e pelo que ela fala, a praia na reserva La Push e a mais bonita delas.