Capitulo 1

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  Em mais uma manhã de sol eu caminhava na beira do rio Minago da tribo do Vento.
  Caminhar treinando meu equilíbrio ali sobre as pedras me trazia paz e ao olhar suas águas cristalinas observava os pequenos peixes pretos e brancos como Ying e Yang a nadar seguindo a correnteza me trazia lembranças.
  Eu nunca conheci minha mãe, ela morreu a 17 anos atrás, quando eu nasci.
  Dizem que ela era uma boa india com princípios de amor e positividade incorruptíveis trazendo assim paz as pessoas ao seu redor. Eu creio que isso não eram apenas elogios externos, e sim verdades. É o que me motiva a ser boa com as pessoas também. Eu poderia me revoltar como os outros índios da minha idade tem feito, por causa dos acontecimentos consequentes de conflitos e rumos de guerra. Mas optei por ser forte e olhar a vida com beleza, como dádiva, olhar o lado bom de todas as coisas.

  Eu moro com meu pai, Senhor Shai, um índio pardo, forte e de grande estatura, com olhos claros e cabelos grisalhos. O líder da tribo do Vento.
  Meu tio, Senhor Soshua, irmão de meu pai, tambem pardo, uma característica de todos da tribo, com cabelos grisalhos e compridos, com o olho esquerdo verde e o olho direito cego com uma enorme cicatriz desse lado do rosto.
  Que eu saiba, nunca ninguém soube como ele adquiriu aquela cicatriz. Fiquei sabendo por meios externos que foi na época que eu nasci. Eu sempre achei meu tio Soshua misterioso, falso, estranho mas nunca levei isso a sério. Porém meu pai nunca admitiu isso, sempre o teve como amigo além de irmão até então.
  Minha tia, Senhora Sakuna, esposa de meu tio Soshua. Uma índia morena, cabelos pretos e longos, com uma beleza destacável. Porém, aparência não define caráter. Não queria julgar mal ela, mas ela não demostra ser confiável.
  Apesar das impressões, sempre tratei todos com um enorme e sincero respeito.
  Tem também, meus sobrinhos, filhos de Soshua e Sakuna. Jei de 10 anos, Kenai de 7 anos e Nota de 4 anos.
  Eu sou filha única, uma família de 7 membros atualmente.
 
  Meu pai, passa o dia todo resolvendo problemas da nossa aldeia, quando não tem que viajar para aldeias vizinhas.
  Sinceramente, não sei o que meu tio faz durante o dia, as vezes ele some por horas.
  Minha tia sai bem cedo para ajudar sua mãe em um projeto de artesanato.
De manhã eu cuido dos filhos da minha tia. Alimentando e ajudando a se prepararem para ir a Oca de Ensinamentos Primários. Onde as crianças da tribo ficam a maior parte do tempo aprendendo sobre elementos básicos: ar, água, fogo,  ar e Éter.

Eu queria saber mais sobre a história da minha família, dos meus antepassados. Mas eles sempre foram misteriosos demais. Um tipo de mistério que me atraía mesmo parecendo difícil de desvendar.

Eu amo a natureza e me esforço ao máximo pra me expor a brisa natural dos ventos da região. Ouvindo os sons que se destacavam.

Geralmente, estava sempre acompanhado do meu melhor amigo de infância, Saron. Um indio de palavra e coragem, além de divertido. Ele gosta de ler pergaminhos antigos e estudar sobre as lendas da nossa e das tribos do mundo. Além de contar as histórias das quais estudou.

Além de explorar, eu também procuro ocupar meu tempo ajudando algum ser. Seja ele, indio, animal ou planta. Por que para nós tudo tem uma alma e as almas estão conectadas com o Grande Espírito.

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⏰ Última actualización: May 10, 2020 ⏰

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