Em uma certa manhã , minhas mãos tremiam de frio , pois dormia com elas não cobertas. Algo meio irônico pois sempre tive medo de tais assombrações, ou monstros.
Minha mãe sempre dizia.
- Não tenha medo de algo que não pode ver .
Sempre ao dizer isso , ela cobria seu olho roxo e lábio inchado. Eu nunca havia percebido oque acontecerá com ela ... mas ela sempre me dizia que havia batido na porta velha do armário da cozinha o qual ficava encima da pia.
- Mamãe tola. Sussurrei baixinho.
Já faz muito tempo que não vejo minha mãe , meu pai disse que ela foi tirar um cochilo e esqueceu de acordar. Mas eu sei oque aconteceu.
Me levantei desanimada , por mais que eu adore climas frios , tomar banho frio as 5:00 da manhã não era muito agradável.
Todo dia é a mesma coisa , levantar , ver meus cabelos bagunçados e olheiras profundas e lábios ressecados. Entre muitas vezes eu queria ser aquelas meninas do ensino médio... Elas são... Bem são elas...
Depois de alguns minutos pensando onde caralhos eu enfiei meus livros e meu caderno.
Procuro rapidamente embaixo da cama, e acho os mesmos.
Faço minhas higienes e visto minha roupa... um tanto agradável , meu moletom velhinho com cheiro de café e outro cheiro que não sei explicar , mas é acolhedor.
Desço as escadas com um pouco de pressa , e fui direto para a cozinha tomar " café" .
Pego uma maçã, alguns biscoitinhos e uma caneca de café.
Antes que eu pudesse voltar para o quarto , escuto uma voz seca da qual era familiar.
- Dessa vez te peguei "ratinha ", você acorda tão cedo , nem vejo você indo para escola.
- Bom dia pai.
O homem de calça moletom e pantufas de dragão, com os olhos quase fechadinhos de puro sono e preguiça.
- Filha tente se alimentar melhor está bem?
- esta bem pai.
- tenha um bom dia na escola, e tome cuidado.
- esta bem .
Subi as escadas rapidamente e me joguei na cama ainda bagunçada.
Eu gostava do meu pai , mesmo ele sendo meio perdido e quieto as vezes, havia muita coisa guardada no coração e na barba mal feita daquele velhote.
Depois de tomar meu café , arrumei minha mochila , peguei meus fones e meu celular. E fui para escola.
Agora você deve estar pensando nossa que história chata ... que menina chata , mas é assim , ninguém sempre tem uma manhã interessante , muitas vezes cotidianos tendem a ser entendiantes.
Caminhar pelas ruas cheias de neblinas era tão agradável.. sem barulhos de carros nem de pessoas , parecia até uma cidade vazia , porém era só mais uma cidade pequena com 560 habitantes e quatro postos de gasolina , todos com lojinhas 24 horas..
Mesmo sendo pequena , era aconchegante . No verão o parque da cidade fica cheio de flores de varias cores e tons diferentes , e passarinhos.
-No inverno as coisas eram mais quietas e frias.
-Na primavera eram animadas
-No outono , os vários tons de laranja subiam e desciam das árvores.
De longe vejo vários alunos da escola, a qual teria que frequentar por mais o menos 3 ou 4 anos.
Que maravilha.
Eu estava um pouco animada até . Eu não odeio a escola... só sinto que várias vezes não me encaixo .
ao chegar enfrente ao portão respiro fundo e dou passos calmos e lentos , de cabeça abaixa. Não conhecia ninguém ali , talvez algumas pessoas só de relance mesmo.
Entrei no primeiro prédio coberto , fui direito para a secretaria onde havia um grande quadro negro com anotações de turmas e alunos , para ninguém se perder. Algo que foi bem inútil para mim pois me perdi depois de 5 minutos..
Andei e andei pelos corredores lotados de alunos , até achar a sala de biologia.
Entrei na sala e havia poucos alunos decidindo seus lugares.. andei até mais o menos o fundo e escolhi a carteira da janela . Os alunos chegavam de pouquinho a pouquinho, e em um piscar de olhos a sala já estava cheia.
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The Flowers
Poetry" O universo nunca disse meu nome , ele nunca disse qual seria a minha história " Há um mundo de várias idéias , muitos sonhos , grandes desejos , e bons momentos. E sim , isso não faz muito sentido , digo isso tudo não faz lá grande muito sen...
