Capítulo 1

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...LAS VEGAS 2017...
AMANDA: Vegas baby, Vegas. - Disse enquanto mexia o copo com um liquido azul.

LOUISE: Já dizia um poeta famoso: o que acontece em Vegas, fica em Vegas.

JULY: Que poeta disse isso?

LOUISE: Não faço nem ideia, mas espero que ele esteja rico, porque foi a melhor frase do mundo. Não acham? - E todas riram como loucas, não muito diferente do estado de espirito e corpo delas.

Depois de um louco ensino médio, as "quatro melhores amigas do mundo" haviam passado para a faculdade que sempre sonharam. Desde os 17 anos o quarteto se mudou para um único apartamento, perto suficiente de onde iam estudar, perto dos pais e parentes, mas livre o bastante para viverem suas vidas. Amigas desde a infância, Amanda, Louise, July e Katherine, estão juntas em todas as aventuras que a vida oferece a pelo menos uma delas, as outras são arrastadas. Agora, depois de dois anos de: festa pela aprovação, as loucuras das festas na faculdade, as noites em claro de estudo, finalmente as quatro tinham 19 anos, e que jeito melhor de comemorar se não indo a Las Vegas?

Presente de aniversários de seus responsáveis, além de juntarem dinheiro durante todos esses anos, as "Le Amis" finalmente iriam para a cidade dos cassinos. E foram, malas em uma mão, na outra o passaporte, e no coração a vontade de ganhar o mundo. Se acomodaram no hotel, um amigo do pai de Amanda era dono e disse que ficaria de olho nas meninas, mas Eddy era um cara que não parava quieto, mas também, pudera, é Vegas, baby!

Amanda Hernández, a terceira mais velha do grupo, decidiu que era hora de irem para o hotel, não era bom abusar da boa vontade do amigo de seu pai que estava sendo "responsável" pelas quatro pimentas, mesmo não o vendo desde que chegaram. E foram trocando os pés, rindo para o vento e falando mais alto que um megafone, as pessoas riam vendo a cena: uma ruiva agarrada a uma garrafa de tequila, uma loira tentando tirar a garrafa, uma morena chorando e outra de cabelos castanhos olhando para a briga da garrafa quase fechando os olhos. Uma bela cena.

Antes de chegarem na porta do hotel, que (ainda bem), era próximo ao cassino, a garrafa havia sumido, a morena estava com olhos de panda pelo rímel borrado, as outras duas rindo da coitada. As quatro entraram abraçadas e a todo momento tropeçavam, sem contar as centenas de vezes que elas ficavam tampando a boca umas das outras por estarem fazendo muito barulho.

A chegada ao quarto não podia ter sido diferente, 10 minutos para o cartão abrir a porta, e 2 minutos para estarem todas estiradas em suas camas tirando o sono dos justos. Passar duas noites viradas tinham lá seus lados ruins também.

LOUISE: Pelo amor de Deus, alguém desliga a luz. - A ruiva disse enquanto tampava o rosto com o lençol.

JULY: Mas ninguém ligou a luz quando chegou, como ela vai estar acessa, gênia? - Pontoou.

AMANDA: Porque obviamente não é a luz, quer dizer é, mas não essa que vocês estão falando. - Agora seis olhos observavam ela com um "que" enorme na cara, que já estava sentada tirando os cabelos dourados do rosto. - Ninguém fechou as cortinas né, então é o sol.

KATHERINE: Então que tal você ir toda bonitinha fechar para voltarmos a dormir? - Perguntou virando-se para dormir de novo, quando parou para pensar. - Espera aí, que horas são?

LOUISE: Capaz de já estar amanhecendo de novo.

JULY: Ah é claro, idiota. - Pegou o celular na cômoda ao lado. - Ok, são cinco e meia, porque o sol ainda é tão forte esse horário?

KATHERINE Deve ser por causa do fuso, ou algo do tipo. - Disse, e virou-se para Amanda esperando uma fala mais completa.

AMANDA: O que?

KATHERINE: Você é a mais nerd daqui, deve saber a resposta.

AMANDA: Faço medicina, não geografia.

KATHERINE: Mas sabe a resposta?

AMANDA: Claro que sei, é por causa do solstício de verão. O dia maior que a noite, essas coisas.

LOUISE: Viu, nerd. Por isso eu sou sua amiga. - Falou ainda de olhos fechados.

AMANDA: Puxa, que bela amizade. Obrigada ruiva, meu coração se encheu de alegria.

LOUISE: Ah, que isso, estou aqui para essas coisas. - E um travesseiro cortou o ar encontrando-se com seu rosto, fazendo-a levantar rápido, com os cabelos bagunçados e a cara amassada. - Porra. Não te elogio mais, vamos cortar nossa amizade. Mas depois a gente faz isso, temos que resolver algo importante.

JULY: Que seria?

LOUISE: O que nós vamos fazer hoje à noite? Talvez eu ainda esteja de ressaca, e talvez ela nunca passe, mas estou pronta para outra se vocês quiserem.

AMANDA: Eu acho que hoje a gente poderia ir só para um barzinho, sem precisar virar a noite jogando e virando shot. - Deu a ideia.

E no final todas concordaram. O final do dia se passou assim, sem coragem até para ir na piscina, mas às onze todas estavam prontas para uma noite "leve".

Dharma!Where stories live. Discover now