Tá. Agora eu não sei se fico puta ou conformada. Não creio que isso está acontecendo comigo!
Para você entender o que eu estou falando, vamos voltar 6 meses.
5 de fevereiro de 2018, primeiro dia de aula.
Acordo às 6h10min com o despertador gritando nos meus ouvidos. Levanto rápido e vou tomar banho.
Ainda bem que estou no terceiro ano. Não aguento mais essa escola!
Me arrumo vestindo uma calça jeans toda rasgada, o uniforme, e meu indispensável Vans branco - que de branco não tem mais nada -. Saio de casa faltando 30 minutos para as aulas começarem.
Já que eu moro à duas quadras da escola, vou andando mesmo. Como disse, são duas quadras. Nem desvio meu caminho, só preciso atravessar duas ruas. Assim que vou atravessar a primeira rua, um Jeep Compass vermelho freia com tudo em minha frente.
Um menino de dentro do carro buzina e coloca a cabeça pra fora da janela.
- Presta atenção, sua cega! - Grita para chamar minha atenção.
- Presta atenção você caralho! - Digo dando um soco no capô do carro. - Não tá vendo que tem uma faixa, mas não tem um semáforo? Se eu morrer a culpa é sua de todo jeito seu animal! - Grito para o menino de dentro do carro.
- Vai estragar meu carro sua maluca! - Ele grita quando dou outro soco em seu carro.
- E eu tô pouco me fudendo! - Grito e continuo atravessando a faixa.
Ele buzina de novo, mas nem me dou o trabalho de olhar, apenas mostro meu dedo do meio e continuo andando. Então percebo que o carro continua reto e depois segue em outra direção. Babaca! Onde já se viu alguém tão burro no volante, até parece que comprou a carteira.
Chego na escola e vou de encontro ao meu melhor amigo, Dylan.
Dylan e eu somos melhores amigos desde o oitavo ano. Nos conhecemos na antiga escola em que estudávamos. Lembro que eu era novata e não conhecia ninguém, me sentei ao lado de Dylan e depois de alguns minutos ele fez alguma piada indecente, como sempre. A partir daí nos tornamos grandes amigos.
Além de ser uma das melhores pessoas que já conheci nesse mundo, Dylan tem um físico de tirar o fôlego. Não é muito musculoso, mas também não é magrelo. Ele tem seus gominhos. Tem o cabelo preto e olhos verdes. Sua pele é quase da cor do leite. Lembro que os gêmeos até tiram sarro o chamando de leite azedo.
- Caramba Rebecca, tô te esperando faz 25 minutos! - Fala enquanto me chacoalha me segurando pelos ombros.
- Me chamando de Rebecca? Você deve estar com raiva mesmo, né! - Me desvencilho de suas mãos o abraçando em seguida.
- Desculpa Becca, mas você me estressa demais, eu nunca chego cedo, só vim porque você me disse pra te encontrar aqui! Sabe que eu poderia estar dormindo ainda. - Diz choramingando.
- Eu sei, mas já que cheguei, vamos ao refeitório, precisamos de café. - O arrasto pela escola.
Não temos muitos amigos pelo motivo de não querermos. Antes éramos em 5. Eu, Dylan, Eduarda e os gêmeos Ethan e Grayson.
Nós éramos inseparáveis, até um belo dia no nono ano, onde Eduarda foi pega fumando maconha no banheiro feminino. - Muita burrice, eu sei! Ainda mais aos 15 anos. - Mas a maior burrice foi jogar a culpa em mim e Dylan, fazendo com que fossemos expulsos.
Nossos pais não acreditaram nessa mentira, já que sempre fomos abertos com os mesmos. Naquela época a gente nem pensava em fazer o uso de drogas.
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I Hate You
Teen FictionRebecca conhece Thomas. E como sempre, eles se odeiam desde o começo. Brigas e mais brigas, tudo isso para descobrirem uma paixão inesperada, fazendo o mundo de ambos desabar.
