Capitulo 1

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Acordei com a luz do sol invadindo o meu quarto, coço os meus olhos e solto um leve suspiro, "mais um dia", digo para mim mesma, levanto lentamente e me dirijo ao banheiro, pé por pé.
Tomo um banho relaxante, me visto com uma blusa florida e uma calça jeans branca. Logo batem na porta e poucos segundos depois ela é aberta, vejo meu irmão Pedro.
_ Bom dia, acordou cedo. Já é uma da tarde!_ debocha
_ Engraçadinho._ reviro os olhos._ o que me diz da sua ilustre presença?_ paro o que estou fazendo e o encaro.
_ Vim avisar que chamei uns amigos para almoçar aqui._ diz receoso.
_ Ah, fico feliz pelo aviso._ dou de ombros.
_ Faz o almoço para gente... por favor nunca te pedi nada._ diz fazendo bico.
_ Isso é uma mentira!_ o encaro com um olhar de desaprovação e ele dá de ombros e se encosta no batente da porta.
_ É, talvez seja. Faz isso por mim Maria Júlia eu te imploro, quer que eu ajoelhe? Eu vou ajoelhar._ ele caminha até mim e se ajoelha.
_ Levanta Pedro. Eu faço._ o empurro para fora do quarto. _ Dizem que se conquista um homem pela boca, quem sabe eu não consiga um amigo seu._ sorri
_ Nem pense niss..._ interrompi o som da sua voz ao fechar a porta.
Arrumei todas as minhas coisas, meia hora depois desci as escadas e comecei a preparar o almoço. A companhia tocou e eu saí saltitando em direção à porta para atender.
_ Oii._ digo ao ver dois garotos um negro, alto, com um black power daqueles bem power mesmo, lábios carnudos e músculos enormes, aposto minhas fichas que ele é do time de futebol do meu irmão e ao lado dele estava um cara musculoso também, só que menor, aproximadamente 1,73 ou 1,74 seus cabelos eram castanhos escuros, assim como seus olhos, ele carregava um sorriso de lado no rosto e segurava uma caixa de cerveja nas mãos. Eles responderam o meu oi e entraram.
_ Pedro!!! Seus amigos!!!_ grito e Pedro saiu dos fundos da casa, veio até os garotos e os cumprimentou
_ Eai camarada!_ diz o amigo negro e alto e a aperta a mão dele
_ Fala ae Pepê, onde eu coloco a minha loira?_ pergunta e Pedro aponta para um cantinho vazio da cozinha.
_ Ei _ Pedro me chama._ Esses São Paulo_ aponta pro moreninho baixinho_ e Alan_ aponta pro outro amigo_ rapazes minha irmã mais nova Maria Júlia._ eles sorriram e acenaram e eu retribui o sorriso, eles se sentaram na cozinha. Não vi nada demais neles, que pena, digamos.
_ Então, vocês são amigos do meu irmão por suas vontades? _ pergunto no mesmo momento em que eu ajeitava as panelas no fogão.
_ Não, eu guardo um segredo dele muito cabuloso e eu forço ele a conversar comigo._ Pedro debocha.
_ Você vai passar fome Pedro Augusto!_ digo apontando a colher de pau e fazendo uma pose de ameaça, ele levanta os braços em sinal de rendição.
_ Cadê o Éric?_ pergunta Paulo.
_ Acredito que esteja na chata da namorada dele._ diz Pedro revirando os olhos.
_ Aposto 10 conto que ele foi ver ela antes de vir._ diz Alan
_ Aposto 20 que ele foi lá e vai trazer ela!_ diz Paulo, eles pegam na mão um do outro e fecham a aposta, solto uma gargalhada e volto minha atenção para a comida, eu estava preparando uma macarronada para comer com queijo parmesão e um molho de carne moída.
Alguns minutos depois a campainha toca e Pedro corre para atender a porta e a atenção dos três se volta para esta. Pedro abre a porta e tem um cara alto, acredito que tenha 1,82 ou 1,83, cabelos loiros até o ombro, olhos esmeralda, é um físico atlético, seu cabelo brilhava como ouro na luz do sol, sua mão segurava a mão de uma garota consideravelmente alta, muito magra, cabelos negros até à cintura, olhos castanhos e pele extremamente branca, mas suas bochechas eram avermelhadas, provavelmente queimadas pelo sol. Eles estrearam e a namorada já está com uma cara de poucos amigos. O garoto, se eu não me engano: Éric, comprimenta primeiro os meninos e quando chega perto de mim estica a mão para um aperto.
_ Prazer Éric, eu não te conheço... qual seu nome?_ pergunta olhando nos meus olhos e abrindo um sorriso de lado.
_ Maria Júlia, sou a irmã desse babacão. _ aponta pro Pedro, o mesmo mostra língua para mim e vira a cara, ele assente com a cabeça e vai pro lado da senhora emburrada sei lá o nome, e não me interessa, Paulo e Alan se encaram e Alan entrega os vinte reais da aposta. Éric e a sei lá o nome e não quero saber observam sem intender nada, do nada, em um silêncio começa uma vozinha tão irritante.
_ Éric, você me disse que iam ser apenas garotos, aqui tem uma garota, por isso que eu não confio em você._ diz ela em um tom de voz alto, bem alto aliás a ponto de me chamar atenção e me fazer virar em direção a ela pronta para dizer poucas e boas.
_ Que isso Jessica, ficou doida? É a irmã do cara._ diz Éric sem graça pela situação que a garota estava criando.
_ Podia ser até irmã do papa, você mentiu._ ela aumenta mais a voz e eu me aproximo, cutuco o ombro dela e ela se vira para mim.
_ Amada, eu moro nesta casa, aqui não é um lugar de confusão, se vocês tiverem em um momento conturbado do relacionamento de vocês eu até respeito, porém fora da minha casa, aqui não é bagunça e eu não vou receber insultos de uma desconhecida, insegura que não se garante dentro da minha própria casa._ digo e nesse momento só era possível ouvir a água do macarrão ferver porque reinou um silêncio estridente na casa inteira, Pedro me encarava assustado, ele não esperava essa reação, com certeza ninguém esperava essa reação, a atenção de todos estava voltada para mim, os olhos de Paulo e estavam arregalados, Alan tomou um gole da sua cerveja lentamente e esperou alguma reação de alguém, algum pronunciamento e algum sinal de vida.
_ Olha como ela falou comigo Éric, você não vai dizer nada?_ ela cruza os braços e faz manha.
_ Jessica, acabou._ diz ele desviando o olhar, ela fica uns segundos em silêncio, olho para cara do Alan que tinha estampado um grito de vitória na testa.
_ Você não pode terminar comigo..._ a voz da garota abaixou de 0 a 100 nesse momento, uai amada?? Uai??????
_ Eu já fiz isso, vai embora!_ diz virando as costas e andando em direção aos quartos da casa, ela fica parada olhando ele ir embora e eu abro um sorriso de lado.
_ A porta está destrancada._ aponto, a garota me olha com lágrimas nos olhos e vai, eu não senti pena, dó, empatia, nada do tipo, ela saiu da casa batendo a porta e Pedro soltou um suspiro de alívio.
_ Uau..._ diz Alan ainda desacreditando de tudo o que rolou.
_ Tá, vou falar com ele._ diz Pedro seguindo a mesma direção que o amigo dele.
_ Quanto drama._ diz Paulo
_ Concordo, menina afrontosa._ reviro os olhos.
_ A Jessica sempre foi assim, onde ela vai ela traz a discórdia._ Alan zoa e bebe um gole da sua bebida
_ Quanto tempo eles estão juntos?_ pergunto me e me apoio no balcão.
_ Uns sete anos..._ diz Paulo, eu arregalo os olhos, ele aguentou ela por sete anos? sete?
_ Eu não aguentaria cinco minutos._ solto uma gargalhada
_ Eu vi, você só não tem tamanho mesmo._ Paulo debocha
_ Aí, almoço tá pronto, vou tomar um banho, porque eu quero relaxar, cedo assim e eu já estou sentindo tantas emoções, cara maior viagem.

THE TRUE FACETempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang