Flor de Cerejeira

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As flores deixavam os lugares que estavam para voar em direção a um novo mundo, e foi num desses dias onde choviam pétalas que eu o vi pela primeira vez, sua franja balança a cada toque do vento, seus brincos que pareciam cerejas seguiam o movimento, eu não sei quando foi que comecei a reparar nele é como se ele sempre estivesse aqui, mas esperando o momento certo de ser notado.

Meu nome é Mayu, tenho 20 anos e mudei recentemente a cidade de Morioh, um lugar tranquilo para se viver e muito aconchegante, minha mãe após se divorciar do babaca do meu pai, resolveu se mudar para essa cidade.

Era um final de semana e ainda haviam coisas a serem guardadas, mas eu estava cansada demais para toda aquela merda de caixas que ainda não foram desempacotadas, eu queria tomar um banho e dar uma volta pela cidade e foi exatamente isso que fiz, coloquei um vestido bem fresco e soltinho, o dia naquele sábado estava ensolarado e com um boné na cabeça fui dar um beijo em minha mãe e sai pela porta da entrada, ela sabia que eu a ajudaria mais tarde, então minha mãe não viu problema em me ver sair antes de guardar tudo.

Caminhando pelas ruas de Morioh vi muitas lojas interessantes, sorveterias, o banco da cidade, vi também a escola, uma loja de conveniência e por fim uma biblioteca onde havia muitas pessoas tanto fora quanto dentro lendo seus livros, eu não sou uma garota estudiosa e muito menos que fica enfiada em lugares cheios de livros bobos, entretanto eu não conhecia ninguém e também não custava nada dar uma olhada lá dentro.

Enquanto caminhava para adentrar a biblioteca um cheiro doce e suave de cereja atravessava pelo meu nariz, olhei ao redor para saber da onde vinha, mas com esse tanto de pessoas no mesmo lugar seria como encontrar uma agulha no palheiro, acabei desistindo e finalmente entrei no recinto.

Algumas horas depois sem ler nada que fosse acrescentar na minha vida, eu estava de volta a casa, minha mãe começava a preparar o jantar, o cheiro se espalhava pela casa tomando conta da pequena residência, logo que fechei a porta à campainha tocava, antes de abrir avisei a ela que tinha chegado.

- Sim? – Um jovem rapaz estava parado segurando alguma coisa nas mãos.

- Sou seu vizinho, moro a algumas casas daqui. – Ele tinha um cabelo muito engraçado.

- Ah, entendi, meu nome é Mayu e minha mãe se chama Mila. – Ofereci a mão para cumprimenta-lo.

- Meu nome é Jean, mas pode me chamar de Polnareff, prazer em conhecê-la. - Um aperto de mão foi dado, conversando mais um pouco minha mãe apareceu e se apresentou, convidou o rapaz a se juntar a nós no nosso jantar, mas com muita educação ele recusou, antes dele ir embora deixou a forma que continha um bolo de chocolate dentro e eu agradeci com um largo sorriso no rosto.

Amo todas as coisas que são feitas de chocolate.

Depois do jantar comemos o bolo que por sua vez estava delicioso.

- AH! Eu me esqueci de pedir qual a numeração da casa dele para depois devolver a forma. – Disse minha mãe.

- Deixa isso pra lá, talvez a gente encontre ele por ai. – Ajudei a tirar a mesa e lavar a louça que tínhamos sujado, após mais um banho e com meu pijama eu me joguei na minha cama, caindo em um sono profundo.

BlossomsWhere stories live. Discover now