Capítulo único.

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Enquanto a neve deixava-se derreter e as nuvens abriam espaço para o sol se acolher na natureza, o clima rigoroso e monótono transformava-se em agradável e quente.

O vento gelado ainda batia contra seu rosto fazendo cada pedaço de seu corpo estremecer com a palidez. O café, o qual bebia, confrontava o gelado, deixando o calor adentrar e promovendo um tom avermelhado nas maçãs de seu rosto.

A primavera batia, de minuto a minuto, em cada porta da vizinhança, autopermitindo-se amenizar o inexpressivo de cada canto dos cômodos.

Libertava consigo uma fragrância particular, que então o vento levava para o encontro do mais belo que o meio poderia permitir. As plantas deliravam com o fundamento, fervendo de alegria e deixando que o perfume inaugurasse o olfato dos moradores da cidade.

As flores destacam suas pétalas cheias de cores e sentimentos, camuflando o desanimado em vida.

A primavera. Transição do inverno para o verão. Momento associado ao reflorescimento. Florescimento. Florecer. Flor.

Yerin amava tudo isso. Adorava o toque quente invadindo sua pele após de tanto tempo a escondendo com casacos pesados. Adorava as novas cores que a sua cidade ganhava. Adorava tudo o que a recém chegada estação poderia permitir. Principalmente: as flores.

O que mais amava nas flores era os diversos significados que ela admitia ter.

As flores, usualmente, estão de mãos dadas ao bonito. O que por parte é uma bela verdade, pois o que há de mais encantador que um jardim repleto das mais lindas e únicas flores? Aquele jardim que você deu seu trabalho duro e, até hoje, o cuida? Nesse caso, era isso o que ela amava. As ações por trás da corola.

Tudo que você ama e admira, automaticamente é assemelhado a essas espécies.

Está apaixonado? Dê flores ao seu amado!

Alguma conquista de um próximo que precisa ser comemorada? Celebre-a dando flores especiais ao sortudo.

Os atos que as faziam ficar mais lindas e perfumadas.

Sentada no banco da praça, Yerin observava as árvores que começavam a ter uma coloração nova. Logo, as cerejeiras já estariam prontas para alegrar o cenário e ela mal podia esperar.

Um par de braços entrelaçam seu pescoço e um beijo é depositado em sua bochecha. Sentiu cada partícula de seu ser estremecer.

Moveu seu rosto para cima encontrando os olhos de quem esperava ser. Aqueles olhos tão lindos e apaixonantes. Os que a faziam ficar perdida por horas. Os que mais a atormentavam durante seus sonhos.

— Bom dia! – Sojung sorriu aberto, dando a volta e ocupando o lugar ao seu lado. – O que está fazendo aqui?

— Cheguei cedo hoje... Decidi pegar um café e apenas apreciar a paisagem. – Yerin riu, tentando acobertar sua pequena mentira.

— Chegou cedo? – arqueou a sobrancelha, notando algo de errado enquanto soltava uma risada. – Em que universo paralelo Jung Yerin chega cedo para a aula?

— Ei! Eu consigo acordar cedo!

— Claro que consegue! – debochou inocentemente.

Bem me quer, mal me querWhere stories live. Discover now