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15 DE OUTUBRO DE 1819

Eram seis horas da manhã quando Edward passava acordando todos seus filhos. Harry(24 anos) o mais velho, Dylan(22 anos) o segundo, Charlotte(20 anos) a terceira, bailey(16 anos) o quarto e Aurora(13 anos) a mais nova. Harry, Dylan e Charlotte moravam ainda com o pai porque não haviam casado, olha que Edward já puxava a orelha dos três várias e várias vezes, mas não encontravam ninguém que os agradassem. Mas Edward tinha esperança que nesse baile eles achariam seus pares.

Todos cresceram na cidade de Kensington, que fica em Londres. Eram de família nobre, tinham muita sorte de nascerem na família que nasceram. Edward e Eloise casaram tarde e sempre se amaram muito, mas infelizmente a vida os separou. Eloise morreu em 1809. Antes dela morrer, eles eram muito felizes, viviam sempre juntos. Os Lowfords eram muito conhecidos em Kensington. Eram famosos pela pele branca e olhos azuis. Todos iguais. Mas com toda certeza o que fazia todos serem tão populares era a simpatia da família inteira. Não eram aquele tipo de família rica que só se importa com herdeiros e dinheiro, mas sim com a importância da família e seu bem estar emocional.

Baile

O baile seria pela noite, estavam todos ansiosos. Os Lowfords sempre faziam muito sucesso nos bailes, eram mães indo pedir para que Edward permitisse seus filho, mas Edward sempre respeitou os filhos e o deixou escolherem.

A noite chegou e estavam todos ansiosos, não viam a hora de chegarem logo.

- Harry, Dylan e Charlotte vão primeiro. Vou logo atrás com Aurora e Bailey. - Disse Edward.

- Tudo bem, pai. Cuido de tudo lá. - Disse Harry.

Harry era o mais velho, tinha 24 anos. Seu pai sempre o pressionava para achar alguém logo, mas Harry tinha um coração pequeno, sofria traumas desde a morte da sua mãe e tinha medo de perder mais alguém.

Todos chegaram no baile, que estava muito cheio. Harry, Dylan e Charlotte ficaram parados em um canto, estavam enjoados e cansados do baile, mas tinham que mostrar interesse, pois Edward ficava de olho para ver se os três mais velhos estavam conversando com alguém e mostravam interesse. Quando Charlotte estava andando, cruzou com um garoto.

- Faça me um favor, dama! Não olha por onde anda? - Ele perguntou, com grosseria.

- Ah, eu sinto muito! - Charlotte falou.

- Tudo bem, eu que devo desculpas, fui bem grosso!

Parece que ele havia mudado de ideia sobre como tratar ela em segundos. Seus olhos azuis e cabelos ruivos haviam o encantado. Os dois se encararam por longos segundos. Até que Charlotte perguntou:

- Bom, você é de onde? Nunca o vi aqui.

- Sou daqui, mas fui estudar fora. Creio que não lembram muito de mim por aqui.- Respondeu, dando um sorriso de cantinho.

- Olha, vejo que já conheceu Joseph?! - Seu pai chegou.

- Bom, não sabia que era Joseph, mas sim. - Charlotte disse, revirando os olhos para o garoto.

- Agora você já sabe. - Ele disse.

- Essa é minha filha, Charlotte. Um pouco indelicada, mas uma ótima garota.

- Uma garota diferente, que não procura ninguém. - Ela disse, empurrando o garoto e saindo dali.

- Oh, eu sinto muito! Vou falar melhor com ela, os bailes a estressam um pouco. - Edward disse, todo envergonhado.

Harry e Dylan estavam rodiados de meninas, sempre chamavam atenção, como eu havia dito. Mas não tinham interesse em nenhuma das garotas que conheciam. Até tentavam enganar a si próprios, mas era impossível, sempre tinham manias estranhas ou não mostravam amor, apenas interesse.

- Olá meus filhos, estão conseguindo? - Edward perguntou, olhando para ver se encontrava Charlotte.

- Não, está difícil de lidar com essa gente toda aqui. - Dylan disse, inspirando alto.

- Não estou perguntando disso, estou perguntando se acharam alguém.

- Oh, não! Não achamos ninguém, só estamos dizendo não com toda delicadeza do mundo, ou pelomenos tentando. - Disse Dylan.

- Parece estar procurando alguém, está? - Harry perguntou

- Bom, sim. Estou! Charlotte foi grossa com o Duque de Iorque e saiu. Quero repreende-la

- Jura? Ele é um babaca - Disse Dylan.

- Não fale assim! Seria um bom acordo com o Duque.

- Olha, você como o Duque de Lowford deveria saber que como Duque ele não tem postura nenhuma, apenas cuida dos negócios de seu pai. - Afirmou Harry.

- Mas não deixaríamos de ganhar uma grande aliança com os Iorques.

- Nesse ponto, sim.

Edward procurou por mais um tempo se Charlotte estava por ali, mas acabou desistindo. Prefiria repreende-la em casa mesmo. Mas Joseph a encontrou, não conseguia parar de lembrar daqueles olhos azuis.

- Aí está você! - Joseph disse e sentou-se no gramado. - Está chorando?

- Imagina, são apenas lágrimas imaginárias caindo de meu rosto. - Charlotte disse ironicamente.

- Gostei dessa, vou usar quando alguém me perguntar se estou chorando.

- O que você quer? Não nos conhecemos, não quero conhecê-lo.

- Por que toda essa raiva? Não fiz nada com você! Mal conversamos. É por que eu fui grosso com você?

- Olha, sei que me fiz de boba, mas conheço você e sei da sua fama de querer muitas garotas ao seu lado. Não caio nessa, então se afaste!

- Não sei o que falam de mim, mas é tudo uma farsa! Sou assim com quem não vê interesse em mim.

- Ótimo, então me trate como trata todas essas garotas, porque não vejo interesse em você! É um babaca, tenho pena das garotas que correm atrás de você.

- Fala sério, eu venho aqui todo preocupado falar com você e faz isso! Eu posso até ser esse monstro, mas vou mostrar a você que não vou fazer nada para magoa-la!

- Por quê? Quer me conquistar, é isso?

- Claro que não! Ou talvez sim! Eu também não me importo, mas quero que saiba que não sou assim e que deveria me dar uma chance para mostrar como sou de verdade.

- Talvez as pessoas não sejam quem pensamos, conhecemos dela apenas sua sombra! Então nunca vou o conhecer de verdade.

- Está enganada, sra. Lowford.

A discussão entre os dois foi tensa, mas dava para ver que Charlotte havia se apaixonado por ele desde o primeiro olhar, mas não queria ser magoada com em todas as vezes que tentava partir para algo. Joseph estava cego, só queria ela para ser dele! Queria provar que não a magoaria, apesar que os dois estavam se enganando. Ela apenas usava as desculpas de que ele não era um bom rapaz nem para ser amigo, ele só queria mostrar o Duque "perfeito" que ele era. Estavam se enganando a si próprios, mas sabiam que estavam apaixonados desde o primeiro olhar, naquele mesmo dia. Um imenso clichê, mas amores à primeira vista acontecem diariamente... ou não.

Lowfords Stories to obsess over. Discover now