Hoje era meu dia de folga, eu tinha acabado de receber uma promoção em meu emprego, eu iria ser o novo coordenador da empresa, iria trabalhar menos e ganhar mais. Não tinha nenhum lugar para ir e ninguém para encontrar, pedi uma pizza do meu restaurante favorito, coloquei roupas confortáveis e um filme Indiana Jones para passar na minha minúscula televisão. Deitei-me no sofá, até escutar o estridente som da campainha, quem seria a esta hora? Me levantei com a expressão devastada e fui atender o infeliz que me atrapalhava em minha hora de descanso.
—Oi meu nome é Charles.
Lá estava um menino que aparentava ter entre 6 e 7 anos, com um cabelo castanho escuro, pele branca e olhos verdes.
—Olá Charles, se veio aqui vender biscoitos, pode ir.
—Não é isso senhor, eu sou seu filho.
Naquele momento o garoto quase me faz ter um ataque cardíaco com uma informação perturbadora.
—Pare com essa brincadeira, quer mais alguma coisa?
—Acho que não fui claro...- O garoto parou de falar, e se adentrou ao meu apartamento revirado e com poucos móveis.
—A muito tempo, você teve uma mulher, eu não sei qual era o nome dela, mas ela era minha mãe. Ela morreu, e a algumas semanas atrás eu descobri, com ajuda de um adulto que você é meu pai, e eu não tenho onde ficar... eu fugi do orfanato.
Eu tentei fazer os cálculos e há sete anos atrás eu era um cara solteiro e livre, que tinha várias mulheres na minha mão, eu era rico, sustentado pelos meus pais. Hoje sou apenas um cara normal com um emprego mediano, que vive solitário e sozinho.
Ofereci uma água ao garoto, já que não havia comida na geladeira, e eu realmente não sabia como iria fazer para que ele fosse embora.
---Sabe, eu sempre quis saber o nome do meu pai, você já sabe meu nome.
---Meu nome é Cole, Cole Sprouse.
--- Que interessante, meu nome é Charles Sprouse.
O garoto sabia direitinho como me matar de susto quando pudesse.
---É brincadeira, meu nome é Charles Lower, eu não sei de onde veio o sobrenome.
---Garoto, você não quer tomar um sorvete?
---Não, agora você deve estar confuso, e provavelmente vai me colocar naquele carro e me levar a algum orfanato.
O garoto pegou o controle remoto e mudou para um canal de tv que passava desenho animado. Falei para ele que iria sair, ele ficou desconfiado mas consentiu, eu fui para o supermercado. Quando cheguei, não sabia o que iria comprar para uma criança com meio metro de altura, fui à prateleira dos salgados e comprei os Chipps que eu gostava, comprei alguns refrigerantes, doces e macarrão.
Cheguei ao meu prédio, e em passos rápidos eu levava as sacolas até o segundo andar, abri a porta com dificuldades, e lá estava ele.
---Ainda bem que chegou, estou com muita fome.
---Eu trouxe comida.
Tirei os produtos da sacola e dei à ele um pacote de salgadinhos baratos, e uma latinha de refrigerante.
---Eu estava esperando frutas, a dona Raily falou que refrigerante faz mal para os dentes e não temos como ir ao dentista.
---A dona Raily está certa, o garoto come macarrão?
---Sim, e se não se importar de fazer com queijo.
Eu sabia qual era meu plano, eu iria esperar até mais tarde e levaria ele ao orfanato de onde veio, eu me recusava a acreditar que ele era realmente meu filho, esse sobrenome Lower, não me é estranho.
Executei meu plano, e quando o menino esperto estava confiando em mim, coloquei ele no carro e disse que iríamos ao parque, não demorou muito para chegarmos ao orfanato "Senhora D'Vigges" era uma grande muralha, coberta com uma grade extensa.
Ele era baixinho, e quando olhou para fora e viu onde estávamos, uma lágrima desceu em seu rosto.
---Eu sabia, nem meu próprio pai me quer.-Disse contendo o choro.
---Como é garoto?
---Todas as famílias me rejeitaram, minha própria mãe me largou aqui, ninguém gosta de mim, nem mesmo meu pai, eu achei que eu encontraria a felicidade, e uma família para chamar de minha, assim como todos os meus colegas tem.
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DayDream
Fanfiction"-Oi meu nome é Charles. Lá estava um menino que aparentava ter entre 6 e 7 anos, com um cabelo castanho escuro, pele branca e olhos verdes. -Olá Charles, se veio aqui vender biscoitos, pode ir. -Não é isso senhor, eu sou seu filho. Naquele momento...
