Capítulo I

93 9 6
                                        

Natsu 
18 de julho

Ele finalmente estava ali, em casa, poderia ver seus companheiros, seus irmãos, todos o estariam esperando, depois de tanto tempo, com certeza estava com saudades. Sair da cidade foi horrível, bem, não tanto, fez novos amigos e descobriu coisas novas, além de que estava acompanhado de Happy, seu gatinho, estranhamente azul, mas que estava lá.

Foi adentrando e sentindo um cheiro nostálgico e acolhedor, e começou a ouvir gritos de brigas, provavelmente vindas do refeitório, ou melhor, com certeza vindas do refeitório. Foi com sua mochila correndo para lá. Ele estava prestes a gritar e anunciar que chegou, para todos, mas quando entrou, e viu o motivo da briga, seu coração se machucou, e muito, uma carranca surgiu, mas por pouco tempo, era ótimo fazer amigos, não? Ele viu uma menina loira no palco de apresentações e todos estavam brigando pela próxima música que iria ser tocada, por ela. Foi uma pontada de ciúmes das grandes, mas logo foi embora, quando Gray o notou e saiu gritando, o rosado viu ela ficar desconfortável, e no fundo, se sentiu feliz, mesmo que tivesse uma vozinha, falando que era errado, seu prazer de vê-la daquele jeito, foi maior.

Depois de muitos gritos e reencontros, todos já tinham se acalmado, no máximo possível.

— Então Natsu, como foi? Se divertiu? – Cana perguntou com alguma bebida nas mãos.

— Sim, Cana, foi bem legal até, conheci gente nova, até mesmo fui em um jogo dos Triggers Of Phins.

Todos alí pareceram super contentes e surpresos, menos a loirinha, ela estava mais desconfortável com aquilo que antes.

“Será que ela está com vergonha?” Perguntou a si próprio.

Gajeel logo percebeu o olhar do primo e foi falando.

— Aaah, aquela é a Lucy, entrou no meio do ano retrasado, uns 6 meses depois de você sair. Ela animou bastante.

Natsu a viu corar um pouco, e ficou se indagando se foi pelo elogio ou por gostar do brutamontes, e se fosse pelo segundo, ela não teria chances, afinal, ele tinha o coração pertencente a Levy, o amor de sua vida toda, como Natsu gostava de dizer.

— Eai cara, qual seu dormitório esse ano? — Erza perguntou.

— 418, um solo, dei sorte.

— AH CARA! Que inveja. — Gajeel resmungou.

Do nada, os celulares do Gray, Gajeel, Lucy, Levy, Cana e uma menina de cabelo azul, que Natsu não conhecia, começaram a tocar. Eles gelaram, e o rosado notou, mas aparentemente só ele, todos os outros só finjiram não ver. Lucy saiu correndo, e Levy foi atrás, aparentemente preocupada, iria se virar e perguntar para os amigos o que estava acontecendo, mas parou, quando viu que eles estavam sérios e se encarando, sem nenhuma palavra.

— É hoje, acho que deveríamos ir, não? — Gray, falou no automático.

— Sim, vai ser um dia sofrido, ou feliz, mas as chances não estão do nosso lado. — Gajeel falou cabisbaixo.

Natsu estava surpreso, era a primeira vez em anos, que o primo ficava sério.

— Gente, lembrem que a Wendy vai estar lá. Acho que isso serve de consolo, não? — Cana, aparentemente, não estava mais bêbada, o que de certo modo foi um choque.

— Mas ela não pode fazer nada, ainda mais por ter laços com a Lu. Eu... Não sei se vou. — A menina de cabelo azul entrou no meio.

O rosado se sentiu deslocado, estava perdido, ele não sabia de nada. O que tinha naquele dia? Era uma surpresa, o que? Estava tão acanhado.

Dois AnosCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang