Pov Jujuba.
(datas serão ignoradas, como por exemplo: xx/xx/xxxx... serão utilizadas: verão, Ano Senior entre outros.)
Meu querido diário,
Era o último dia de aula antes do verdadeiro final da fase escolar da vida de um adolescente.
Ou seja, estaria finalmente livre de todas aquelas pessoas desagradáveis e regime carcerário disfarçado de sistema de ensino.
O sinal já havia batido e eu recolhia meus materiais de cima da carteira. Marceline disse que iria me esperar no lado de fora e assim que saí do prédio principal a encontrei sentada na grama ao lado do portão de saída com seu baixo no colo. Ela tocava alguma música que provavelmente não estaria na minha lista de favoritas, era Jazz, eu acho.
Assim que me viu, ela abriu um sorriso e se levantou colocando o instrumento na bolsa do mesmo e o colocou nas costas, logo se abaixando de novo pra pegar sua bolsa, a passando pelos ombros.
Marceline me parecia calma e até feliz. Ela sabia que não voltaria nunca mais pra aquele lugar e talvez fosse por isso que me esperou.
Era normal voltarmos juntas pra casa, morávamos no mesmo prédio e éramos melhores amigas desde o jardim de infância apesar de nossas diferenças.
Ela sempre me levava pra lugares que eu com certeza não iria por vontade própria. As vezes isso era bom, me tirava da minha caixinha e as vezes me sentia bem e me divertia com ela bêbada tentando jogar beer pong ou verdade ou desafio. Marceline sempre escolhia desafio e eu preferia verdade. Eu confesso que tinha medo dos desafios que a galera dela propunha. Os desafios mais simples envolviam álcool, se jogar na piscina ou sete minutos no céu. As verdades sempre tinham a ver se eu ficaria com alguma pessoa ou se eu já gostei de outra, então era bem simples de responder.
Em suma maioria, eu respondia "não".
Marcie sempre reclamava disso comigo, então ela sempre escolhia desafio pra tentar me convencer a fazer o mesmo, mas isso gerava o contrário do que ela queria.
Começamos a caminhar e eu continuava a pensar nessas coisas. Por que éramos tão amigas?
Não que fosse algo ruim, eu tenho meus amigos e ela tem os dela. Mas... como nos damos tão bem? Nunca discutimos sério de pararmos de nos falar ou se odiar. Eram sempre briguinhas simples e bobas.
Como quando comprei pizza e guardei na geladeira pra comer no dia seguinte e ela invadiu meu apartamento e comeu tudo o que tinha sobrado. Quando eu acordei e percebi que alguém havia comido, ela se fez de desentendida e negou saber algo sobre. Ridícula.
- Que silêncio.. Você tá bem?
- Uh.. sim, só estava pensando no dia que você comeu minha pizza.
Ela me olhou e sorriu achando graça da minha cara, que estava emburrada. Eu realmente fiquei irritada naquele dia.
- Mas você que é a culpada. Você deixou a janela aberta e cometeu o erro de me contar que tinha pizza na sua geladeira.
A olhei indignada, quem ela pensa que é pra me roubar minha pizza e ainda me culpar por isso?
- Isso não te dá o direito, oras.
- Claro que dá.
Nota mental: Jamais deixar minha janela aberta a noite caso tenha tenha pizza na geladeira, uma samurai ninja ladra de pizzas pode entrar.
- Isso foi no ano passado, Bonnibel, você ainda está assim?
- Mas claro. Eu queria muito aquela pizza.
Marceline só soube rir da minha desgraça. O resto do caminho foi tranquilo enquanto ela tentava me convencer a esquecer a história da pizza. Era bem divertido conversar com ela e ouvir os argumentos usados, eram sempre fáceis de rebater, o que a deixava um tempo em silêncio pensando se seria uma boa ideia contrapor. Alguns argumentos me renderam boas risadas.
Não percebi que chegamos rápido em casa, talvez por estar distraída a ouvindo falar. Fomos direto pra minha porta e percebi que seus ombros estavam caídos e sua feição tornou-se triste. Ela não queria que a conversa acabasse, mas eu estava com fome e ela resmungou algo a ver com batata frita, o que me deixou com mais fome ainda. Encerrei a conversa com um beijo na bochecha direita dela e quando me afastei pra abrir a porta a vi sorrir e acenar.
Suspirei ao fechar a porta e ouvir os seus passos se afastarem. Eu prendi a respiração ao beijá-la? Não sei.
Minha tia havia preparado o almoço logo pela manhã, deixando tudo na geladeira para ir trabalhar tendo uma refeição que sabia que eu não seria capaz de fazer. Almocei de forma tranquila assistindo algum programa na televisão e lavei a louça que usei, me dirigindo logo depois pro meu quarto.
Passei todas as horas que pude vendo minhas séries atrasadas e lendo meus livros esquecidos da minha estante. Enquanto lia um dos meus livros, me peguei pensando em minha profissão e meu futuro. Eu espero conseguir seguir com minha carreira de cientista ou pelo menos alguma área haver com química e bilogia. Eu considerava tentar medicina, talvez fosse juntar o útil ao agradável e isso me deixaria animada.
Eu gostava de ajudar pessoas e me dou bem com biomédicas, ainda mais quando se trata de gente. Tenho muito sentimento por bichinhos então não consigo ver um machucado ou sofrendo. Nada de veterinária pra mim. Com certeza não.
Lembrei de Marceline reclamando algo sobre não ser normal os nossos órgãos verem a luz do dia.
Ri comigo mesma.
Ela não leva jeito pra essas profissões. Me questionei qual ela gostaria de seguir. Talvez algo ligado a artes. Ela sempre teve uma postura de artista, na verdade.
Ela toca diversos instrumentos e ama arte no geral, sendo: esculturas, pinturas, música ou teatro. Ela seria uma boa escritora e compositora também. Suas canções são sempre muito boas e sua voz também é digna de aplausos.
Não seria ruim imaginar ela se apresentando e levando a vida assim. Seria incrível na verdade.
As vezes penso que não dou jeito pra artes. Sou péssima em qualquer instrumento e dou meus pulos com o teclado e com certeza cantar não é minha praia.
Já tentei aprender algumas coisas que Marceline tentou me ensinar mas nada deu certo.
Ponto final.
Senti meu celular vibrar em algum lugar no meio de todos os edredons que me mantinham aquecida e quando o achei, vi que se tratava de uma mensagem dela.
"estou na escada, vem, tenho pizza e chocolate ;)"
Me convenceu.
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Essa estória é para meu querido amigo, khennedy que fez aniversário recentemente e ama o shipp da Marceline e Jujuba.
Eu e Harriet desejamos um feliz aiversário e sabemos que vai encher o nosso saco pra postar a estória rápido. Por isso e outras coisas irritantes, te amamos.
Me despeço ao som de War Of Hormone, hino diga-se de passagem.
and remember, we purple u
xo Autoras.
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Mocha Branco {Bubbline}
FanfictionUm mero romance lento e intenso entre duas melhores amigas. Mistura doce de bebidas quentes e frias, alcoólicas ou não, serão permitidas ao longo dos capítulos. Plágio é crime, coleguinhas. {{Bthday gift.}} we purple u, kendy!
