Aquele clima frio e nublado a lembrava alguns dos diversos filmes de terror que já tinha assistido durante sua vida.
Ela caminhou pelas ruas, sem rumo, ela queria apenas fugir, se esconder, e nunca mais olhar para trás. Mas sabia que aquilo seria impossível, saiu de casa sem a bolsa ou qualquer pertence que não fosse a roupa do corpo.
Quando as primeiras gotas de chuva começou a cair, Júlia se virou e procurou um abrigo, estava com fome e cansada de andar. Mas sabia que não podia voltar para casa, esse era o último lugar que ela queria ir. Aquela nunca fora sua casa.
Achou uma marquise em uma rua deserta, se escondeu lá, mas mesmo assim 70 % do seu corpo já havia sido molhado pela chuva. Ao que parecia, iria cair um temporal, Júlia começou a se preocupar, não tinha para onde ir e não podia voltar, estava sem dinheiro, quais eram duas opções?
Após uma batalha mental, conseguiu elaborar um plano em sua mente, olhou para o relógio, decidiu que iria para o apartamento em que morava as 00:00, assim que todos estivessem dormindo, iria se esconder em algum dos blocos até a manhã seguinte, quando iria em sua casa quando estivesse vazia buscar suas coisas.
E foi assim que passou sua noite, encolhida em um bloco vizinho ao seu, falhando miseravelmente se esconder da chuva, tentando lembrar o que havia de errado, o que fizera de errado.
