1º capitulo

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=narrado por Sienna=

Moro a 19 anos num bairro londrino perto do hospital principal. Faço anos no dia 30 de agosto. Moro com a minha mãe Beth. O meu pai meteu-se a léguas quando a minha mãe lhe disse que estava gravida ele foi-se. Só sei que se chama Dominic. Os meus avos moram na casa da direita, o meu melhor amigo da esquerda e a minha melhor amiga na casa a seguir ao meu melhor amigo. Emaline e Oliver são uns chatos de primeira. Conheço a Emma a mais tempo que me conheço a mim mesma e conheço o Oliver desde os 3 anos. Somos inseparáveis. Aos16 anos eu e o Olly íamos com os pais dele e tivemos um acidente. Eu fiquei com uma certa depressão e cheguei a ser tao magra que o Olly e a Emma tinham de me dar banho. Sim, o Olly já me viu nua. Tenho cicatrizes nas pernas e na barriga. Não posso dançar ballet profissional por causa do meu joelho, mas posso dançar de vez em quando, mas não por muito tempo porque não consigo. Hoje estamos a 26 de junho de 2014. A Emma está no primeiro ano de enfermagem, o Olly no segundo de direito. Eu toco piano e guitarra. Dançava ballet e tirava notas altas. Já disse que tenho um QI a cima da media? Pois, eu tenho e muitas vezes faço-me de burra porque sinto-me um e.t. Hoje é quinta feira, são 7:40 da manha e apesar de não ter escola acordo sempre cedo porque o Olly bate todos os dias na minha janela para eu o ajudar com a roupa. Todos os dias o Olly leva a Emma para a escola de carro e apesar de ter um pequeno trauma na estrada, tal como eu, ele conduz com calma e nenhuma de nós as duas tem medo de andar com ele de carro. Eu só ando com 2 pessoas de carro, com a minha mãe e com o Olly, recuso-me a andar de autocarro, simplesmente não consigo. E já passaram 3 anos desde o acidente. A minha mãe desde tudo o que se passou trata o Olly como filho dela. Por isso a dona Sarah, a mãe do Olly é como se fosse minha mãe e a dona jasmim a mãe da Emma também é como minha mãe, e a minha mãe é como mãe para eles. Depois de um dia exaustivo a fazer um pouco de tudo e mais alguma coisa mandei-me para cima do meu confortável sofá. Liguei a televisão e depois tirei o telemóvel do bolso. Sempre que chego a casa é o mesmo processo. Tinha uma mensagem, era o Olly a dizer para ir a varanda, e passar para o quarto dele porque ele estava a pirar. Levantei o rabo do sofá e fui ate ao meu quarto, abri a janela deixando presa com a cadeira da minha secretaria e passei a varanda com a maior das facilidades. Abri a janela dele. Ele estava sentado há secretaria a olhar para o computador. eu: que foi Olly?
olly: estou a passar-me com o computador. Não sai desta pagina.
eu: já fizeste esc?
olly: umas 100 vezes.
eu: posso?
olly: todo teu…
peguei no computador portátil, instalei-me na cama do meu melhor amigo e em 10 minutos ele tinha o problema resolvido.
eu: feitinho meu amorzinho.
olly: obrigado anjinho.
deu-me um beijo na testa meteu o pc na secretaria e mandou-se para o meu lado. Olhou para mim e aquele olhar só podia dizer para eu ficar ali. Dei-lhe um beijo na bochecha.
eu: vou só buscar o meu telemóvel e avisar a minha mãe. Prepara o meu pijama gordo.
devem estar a perguntar como nos conhecemos só com um olhar, fácil, toda a vida nos conhecemos e ele ajudou-me muito depois do acidente e eu a ele. A Emma é importante para ambos, mas nós temos a nossa química. Somos irmãos de mães diferentes. Uma vez ia de braço dado com ele na rua e perguntaram se eramos namorados, ele nessa altura tinha namorada, e eu por acaso tinha um namorado daqueles que nós achamos que é amor, mas é só atração. Nós rimos e dissemos que irmãos de mães diferentes, a senhora disse que nós ainda teríamos uma historia de amor. Eu acredito que teremos uma historia de amor de melhores amigos e irmãos para todo o sempre. Quando eu casar e ele casar cada um com os seus amores vamos morar perto um do outro. Somos o ponto de abrigo um do outro. Fui buscar o meu telemóvel e as chaves de casa. Fechei a janela e desci encontrando a minha mãe a chegar a casa.
eu: mama vou dormir com o Olly. Ele precisa de mimo.
beth: acho que vocês são mais que amigos.
eu: claro que sim, somos irmãos de mães diferentes.
beth: Podes ir, já sabes que deixo.
eu: obrigada mama.
depositei um beijo na bochecha dela e sai pela porta da frente. Eu sou mais alta que a minha mãe, mas isso também não é muito difícil quando a tua mãe tem um metro e cinquenta e cinco de altura. Eu meço um metro e sessenta. Toquei na porta do Olly e este abriu com um sorriso. Cumprimentei a dona Sarah e jantamos um belo de um estrogonofe e depois de lavar os dentes e vestir a camisola dele deitei-me na sua enorme cama. Fico sempre do lado da parede. Ele deitou-se a meu lado e adormeceu primeiro que eu. Ele adormece sempre primeiro que eu.
27 de junho de 2014 e hoje é sexta feira. Não se pode acordar melhor do que com o chato do nosso melhor amigo a dar-nos um mega beijo na bochecha. Sempre que venho ca dormir ele acorda-me e tem o pequeno almoço a minha frente. Apesar de ele me deixar sempre ir tomar banho primeiro. Dei-lhe um beijo na bochecha e dirigi-me a casa-de-banho do quarto dele. Tomei banho com as coisas dele e sai de toalha. Tinha a minha roupa a espera. Ele vai sempre buscar a roupa para eu vestir, e ele tem bom gosto ou o raio. Escolhe sempre o que tenho em mente. Uma vez assustei-me ele disse-me o que eu estava a pensar, ainda nos rimos que nos fartamos a conta disso. Depois de me vestir e de ele me secar o cabelo comemos os dois. Ele porque tinha de ir para a escola e eu porque tinha de ir para o meu trabalho de voluntariada no hospital. Todas as sextas enquanto os meus ‘irmãos’ estão na universidade eu venho para o hospital fazer voluntariado. Visto que ainda não arranjei nenhum emprego na área que sou formada e estou sempre de bom humor eles pedem para eu fazer algumas palhaçadas e tentar alegrar os mais novos que estão a passar um mal bocado presos naquele espaço. Quando estou no hospital e vejo o sorriso daqueles pequeninos o meu dia enche-se de alegria. Eles são tão pequenos e já sofrem tanto. Depois de passar 2h a fazer sorrir os mais pequenos e muitas vezes os pré-adolescentes e os adolescentes eu vou para casa e espero que todo o mundo (a Emma e o Olly) voltem para poder-mos passar a tarde a ver filmes ou a fazer algo assim. Depois a noite costuma-mos ir para a disco ou assim. Eram 15h quando eles tocaram a minha campainha. Ainda nem almocei e perdi completamente as horas. É sempre assim. Depois eles chegam trazem-me pizza eu almoço/lancho e ficamos até tarde a ver filmes, jantamos, eles vão cada um a sua casa e dizem para eu me despachar. Subo para o meu quarto, tomo banho e vesti umas calças justas com uma t-shirt que define as curvas vermelha e calcei as all star pretas. Meti umas pulseiras e peguei numa mala pequena de consigo por ao ombro. Fiz uma maquilhagem básica e uma trança espinha de peixe e fiquei pronta. Desci, despedimo-nos da minha mãe e apanhamos um táxi. Chegamos a um bar qualquer e depois de pagar-mos a entrada entramos para nos divertir-mos. Dançamos muito, bebemos muito, e no fim voltamos para casa de táxi. E eu e a emma tivemos de levar o Olly apoiado ate casa. Fi-lo vomitar todo o liquido e depois de lhe dar um banho de agua fria e um comprimido, com a ajuda da emma deitei-o. Ele puxou-nos as duas e acabamos os três a dormir na cama dele.
28 de junho de 2014, sábado de manha, que bom, eram 8h quando o meu despertador tocou. Emma já estava de pé e o Olly dormia tipo pedra. Tomei banho na casa-de-banho do Olly vesti uma roupa que estava no quarto dele e sai para encontrar a emma a minha espera para irmos para o hospital. Todos os sábados de manha eu vou mais a emma fazer sorrir os pequenos. Eu passo demasiado tempo no hospital né? Eu vou lá segundas e quartas conversar com os velhotes, sextas e sábados vou para os mais novos. É uma coisa que eu também realmente gosto. Um dos sábados, quando a Emma vem comigo, trouxemos o Olly para cantar e tocar connosco. Muitas vezes pintamos e brincamos com as crianças e outras vamos só as quartos falar com eles. Até aos 16 estão internados aqui na ala da pediatria, depois passam para os adultos, por isso muitos só querem falar e eu e a emma somos as melhores ouvintes e as únicas que conseguimos arrancar palavras de muitos. Faço voluntariado aqui desde os 17 e muitos andam por aqui a uns bons anos. Se não ficam e vão para casa pedem o contacto, já tive que ir fazer discursos para os entes queridos de alguns. Muito triste, mas essa é a melhor parte para mim. Porque desde que eu não tenha que ver sangue e tal é tudo numa boa. Quando entrei no hospital estava uma grande balburdia. Havia seguranças e muitos gritinhos e cochichos. Dirigi-me a salinha onde deixamos as nossas coisas e vesti-mos uma bata toda decorada com a nossa identificação. Quando me dirigi para a salinha de convívio onde normalmente fazemos apresentações e estamos com eles para cantar e fazer jogos eu vi o porque de tanta algazarra. Mas o pior foi mesmo alguém ter vindo contra mim e eu ter caído de rabo no meio do chão.

Can I be volunteer in your heart? - liam payne (pt)Where stories live. Discover now