Era uma Noite de Lua cheia, Sozzi estava prestes a dar à luz a uma menina, só que ela não queria tê-la em uma noite, ainda mais em lua cheia, mas não teve jeito, foram para o hospital, ela estava mal, no meio do perto desmaiou, e os médicos não teriam outra escolha além da cesária, passaram-se 2 horas, e a linda menina com o nome de Stella, nasceu, ela era linda, cabelos dourados, os pequenos olhos cor de mel, as lindas mãozinhas macias.
Sozzi estava enternada, não estava bem, o pai de Stella queria ver sua esposa, mas os médicos não deixaram ele entrar, então ele foi ver sua filha, viu como ela era maravilhosa, uma boneca.
–Tanta perfeição para uma coisinha tão pequenina. -Disse ele olhando a pequena Stella.
Meses se passaram e eles voltam para a casa, Sozzi, a mãe de Stella, não queria vê-la, muito menos toca-la, ela tinha um certo medo da criança.
–Nao! Eu não quero chegar perto dessa garota!. - Disse ela entrando rapidamente em seu quarto se trancando no mesmo.
Carlos, seu marido, não entendia o porquê desse medo desesperador de Sozzi, ele não sabia lidar direito com essas coisas de ser pai, mas ele iria tentar, porque amava sua filha. A hora de amamentar a criança, ele batia na porta de seu quarto, aonde estava Sozzi, ela não abria, então ele foi até a cozinha, pegou a chave cópia e abriu a porta, tentando convencer Sozzi a ir amamentar a menina.
–Não, eu não quero! Será que você não entende?! Eu não quero chegar perto dessa criança inútil, só veio para a destruir minha vida! - Disse Sozzi sentada no chão no quanto do quarto desesperada, ela parecia estar louca.
– Sozzi? O que deu em você? Você estava tão animada com a vinda de nossa filha, e do nada você fica desse jeito? O que aconteceu? - Diz Carlos olhando assustado para a mesma, ela não responde, então Carlos sai do quarto e vai buscar Stella, nos braços de Carlos a criança começa a chorar, de fome, pedindo para ser alimentada pela sua mãe, que ali estava, não dando a minina para sua filha.
– Aqui Sozzi, sua filha, olha como ela é linda. - Diz aproximando a menina em direção a ela.
– TIRA ELA DAQUI, TIRA TIRA!! - Grita desesperada.
Carlos olha decepcionado para a mesma, se retirando do quarto e indo para a sala.
– Ah Stella, me perdoe, me perdoe pela sua mãe, ela te ama, só que ela precisa de um tempo, não chore, eu te amo, ela também te ama, minha pequena. - Depois de suas palavras sorri e deixa uma lágrima escorrer em seu rosto.
Anos depois...
Stella já estava com 14 anos, ela estava morando em Nova York com seus tios, e hoje estava muito feliz, bom, mais que o normal, pois iria ir para o Brasil ver seus pais, desde pequena que não ia via, ela queria abraçar seu pai, sua mãe, para matar a saudade, levantou, tomou banho, e desceu para tomar seu café.
– Bom dia tia Helô.
– Bom dia querida, está feliz?
– Muito!! Não vejo a hora de chegar lá, abraçar bemm forte meus pais!!
– Eu imagino meu bem, bom, agora come porque você já está quase se atrasando, depois você perde o vôo, e não sabe o motivo. - Se levanta e vai para o carro.
Stella termina seu café, sobe para o quarto pegar suas malas e vai em direção ao carro de sua tia, chegando do aeroporto, Sua tia Helô a deixa lá, pois tinha que ir para o serviço.
– Presta atenção quando chamarem o número do seu embarque, ok?
– Ok tia.
Stella se senta no banco de espera, e fica lá por meia hora, depois disso, entra no avião, coloca seu fone, fecha os olhos para a viagem passar rápido, pois queria muito ver seus pais.
