Caminhos

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Ainda sinto o doce cheiro dela, suas palavras soava em minha mente, como se ainda estivesse a narrar suas peripécias de criança.

Acordei ocioso como todos os dias, um belo pássaro de penas exuberantes surge se exibindo em minha janela. fiquei impressionado aquela era a primeira vez que via um pássaro como aquele. me levantei para ir ao colégio, meus pais já não estavam mais em casa, minha mãe tinha que estar no colégio da minha irmã mais nova, o chefe do meu pai não aceitava atraso. só estava em casa a dona marta, que cuidava da Lili e da casa.

Sai de casa sem tomar café, estava muito atrasado. Fui correndo, a calçada (avia) tinha se transformado em pista de corrida, e pelo visto eu era o último. as buzinas dos carros era como gritos ofegantes, que me fazia ganhar mais forças pra alcançar a linha de chegada, minutos depois, consigo adentrar no colégio, suspiro forte, agora aliviado e vitorioso de ter vencido em último lugar. Meu melhor amigo Zack Snyder, como sempre bisbilhotando  Sheila, a garota que ele amava a mais de 4 anos. nunca falou nada pra ela, mas duvido não ter notado ele, pensei até em falar tudo que ele sente, isso seria ruim, pós sou muito mal em declarações então certamente ia acabar fazendo merda.

— Zack! Para com isso! vai lá e diz tudo pra ela.

— eu? Falar o quê? Não tenho nada pra dizer!!

— tem sim. Bastante coisa, que você ama ela, que você quer casar com ela.

— não quero casar com ninguém!! E já tô indo. você não vem? o sinal já tocou.

— ahh então fala depois, garanhão.

  – para com isso

Entrando na sala lembro que já devia ter entregue o trabalho, com certeza meus parceiros de turma iria me cobrar, como sempre tudo eu. Sentei de cabeça baixa sem olhar pra ninguém, pra não ser percebido, mas logo ouso o grito do professor:

– Leonardo você já terminou o seu trabalho?!

– não, amanhã eu entrego sem falta, pode confiar

– amanhã sempre a mesma história só te dou este prazo ou vai ficar sem nota você e seus companheiros

– tá bem

Na hora do intervalo as garotas me olhavam como se fosse um extraterrestre algo estranho tinha bastante vergonha de passear pelo colégio, mas o Zack queria observar as gatinhas então tinha que ir junto ou eu ficava sozinho, ele tinha mais intimidade com elas do que eu só que até hoje não entendi por que só tinha vergonha com a Sheila deva ser por que ele ama ela
Perguntei a ele

– por que você gosta da Sheila e da mole pra essas outras meninas?

– já falei que não gosto dela mais por enquanto que a certa não chega ficamos com as erradas ou talvez as erradas já sejam as certas não sei que coisa doida nós somos doidos

– pra te falar a verdade pra mim os doidos são os normais e nois somos os doidos

– ah fala sério leo só se for você por que eu sou normal

– você acabou de dizer que era doido agora já é normal??

– passado!! eu falei isso, mas já passou então não vale mais nada

– vale sim os erros das pessoas do passado hoje não faz diferença em nossa vida?

– é faz sim, mas deixa esse papo pra lá estamos aqui pra ver as gatinhas não pra falar de história

– eu não estou olhando ninguém

– é mais as meninas não tira o olho de você

–   se você ver um extraterrestre ou um fantasma o que faria?

– iria olhar sem parar e não faria mais nada

– então essa é a resposta sou como isso aí  por isso elas me olham não por desejo é sim por nunca ter visto alguém tão horrível quanto eu risadas

Nessa hora não seguramos as risadas estávamos feito criança assistindo desenho animado pela primeira vez, fomos para o gramado, tem um campinho uma praça dentro do colégio onde os mais populares ficam eu nunca pensei em ser um deles nem queria ser, de longe avistei a Sheila, obriguei o Zack a falar com ela , mas ele não foi, pensei em passar perto dela e empurrar  ele pra cima, quando chegamos bem perto dela empurrei e os dois caiu no chão não sabia se ajudava ou ria, ela ficou toda vermelha, ele pediu desculpas me olhou como se fosse me matar mais quando a Sheila foi embora ele deu um sorriso e disse:
– vamos tá olhando o que.

No caminho voltando para casa como sempre diferente da ida não tinha carro nenhum na rua. Então
Íamos fazendo festa todos os moradores olhavam para nois como se estivessem a pensar vamos chamar um psiquiatra para tratar esses loucos ,mas não era loucura e sim alegria de estar indo pra casa depois de mais um dia no que chamávamos de hospício no caso o nosso colégio.


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⏰ Last updated: Sep 14, 2019 ⏰

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