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Em um lugar da Europa

– O que me diz?– Em uma sala iluminada apenas pelos poucos raios de luz solar que passavam despercebidas pelas cortinas, dois jovens homens conversavam. Um estava sentado que parecia ser o chefe do local, seus ombros eram largos, embora não tivesse muito músculos, usava um terno cinza sem o blazer. Mas o que mais chamava atenção em si era os seus cabelos brancos , para alguém jovem ter cabelos assim era realmente uma anomalia.

– Encontramos ela, senhor Giovanne.– Um rapaz de cabelos negros, que aparentava ter menos de vinte anos estava com um envelope vermelho em sua mão.

O homem de cabelos brancos, ou melhor Giovanne, pega o envelope e sem muitas cerimônias ele abre o mesmo. O jovem moreno percebendo que a sua presença não era mais necessária sai da sala deixando somente Giovanne que já lia o conteúdo do papel em suas mãos.

O papel em si era um documento de uma criança. Podia se ler que a criança tinha sido adotada há quinze anos atrás por um casal de homossexuais dos EUA. Seu nome agora era Alex Pires.

– Pires?- Diz surpreso. Ao se levantar da sua cadeira ele amassa o papel e o joga para longe.- Irei monstra para eles o que uma Luna pode fazer.

Na residência Pires

– Eu tô atrasada!

Todo dia Alex acordava nessa animação matinal, sempre atrasada. " Gosto de levar um sustinho de manhã", era o que ela dizia, ou podia ser só uma desculpa pela sua falta de atenção na hora de programa o despertador.

Alex tinha quinze anos de idade, e morava junto de seus pais e seu irmão mais novo, Lucca, que tinha apenas seis anos. Ela tinha os cabelos negros como a noite, sua pele era morena pálida, já que só saia de casa para ir para escola e nunca via o sol. Seus olhos castanhos claro sempre passavam despercebidos pelos óculos que a mesma usava, em seu dedo indicador estava um anel que era a marca da sua família, todos naquele casa usava o mesmo anel.

– Tô saindo, povo! Amo vocês!– Diz já do lado de fora da casa.

Ela corre como se sua vida dependesse disso, e depende. Não queria ficar na detenção novamente, algo que já era normal para ela, mas hoje era noite de taco e ela não iria perde isso por nada.

....

– Detenção!

– O que?!

Por mais que tenha tentado chegar a tempo na escola, ela conseguiu se atrasar cinco minutos, cinco minutos que não passaram despercebidos pelo inspetor do dia.

– Não ouviu? Detenção!– Diz com gosto.

– É um hobby seu colocar alunos na detenção?– Diz sarcástica.

Ele pega um papel da sua prancheta e entrega para Alex que o olhava com cara de reprovação. Antes dele dizer mais alguma coisa ela entra na escola deixando ele para trás. Como estava atrasada para a primeira aula, dicidiu espera o segundo tempo começar para entrar em sala.

Enquanto isso ela vai para a sala do conselho estudantil, onde Max se encontrava. Max era o melhor amigo de Alex há dois anos, desde que entraram no ensino médio. Ele era o presidente do conselho estudantil, o que fazia ele ficar o dia todo naquela sala.

Alex entra na sala sem bater fazendo Max da um pulo da sua cadeira, um sorriso se forma em seu rosto ao ver seu amigo se assustar. Ela se senta no pequeno sofá da sala observa Max que como sempre estava com a mesa cheia de papéis e o rosto carregando um sono imenso.

– Detenção de novo?– Pergunta sem tirar os olhos dos papéis.

– Você me conheci né. Se eu começar o dia sem uma detenção não sou eu.– Diz arrancando um risada de Max.

– Eu estava pensando.. que tal almoçarmos aqui hoje?– Pela primeira vez na conversa ele tira os olhos dos papéis e olha para garota sentada no sofá.

– Pode ser. Mais quem vai vim?– Max respira fundo vendo que sua tentativa tinha caído por baixo.

Antes de investir novamente o sinal toca fazendo Alex sair da sala deixando somente ele e seu papéis. Ao ouvir uma batida na porta ele olha com a esperança de ser a menina.

– Com licença?– O homem que entra na sala surpreendeu Max, mas o mesmo não se deixou afetar.– Como encontro Alex Pires?– Diz com um sorriso no rosto.

.....

Antes de entrar na sala, Alex pede licença e se desculpa pelo atraso. Para sua infelicidade o único lugar vago era na frente da pessoa que ela mais odiava naquela escola, Diego, um menino moreno de olhos claros e cabelos encaracolados, facilmente seria o garoto mais popular da escola se não fosse pela sua forma de pensar que se assemelha aos dos homens do século XVI.

– Chegando atrasada de novo, menina menino?– Diego implicava com Alex pelo fato dela sempre andar com roupas mais largas que seu corpo e pelo fato de seus pais serem homossexuais.

– Ah me desculpe, não sabia que o senhor fosse o inspetor.– Diz sarcástica.

Ele implicava com ela algumas vezes durante as aulas que vieram, mas Alex tentava ignorar ele com todas forças. Mas uma coisa que ela não podia ignorar era a fome que marcava presença durante a aula, o fato de não ter jantado e nem tomado café da manhã estava a consumindo. A cada segundo que passava sua fome aumentava fazendo ela querer que o intervalo chegasse de uma vez, mas o tempo não estava ao seu lado.

Finalmente o recreio chega fazendo a menina sair da sala ignorando mais uma vez o garoto que implicava com ela. Antes de ir para o refeitório ela lembra que tinha combinado de almoçar com Max fazendo ela mudar seu caminho. Como sempre ela entra na sala sem bater e se depara com Max e um homem ao qual ela nunca viu antes conversando algo que parecia ser sério.

– Foi mal, volto depois, Max.– Ela estava prestes a sair, mas a chamam novamente.

– Estava para mandarem te chamar, Alex.

Os olhos do homem desconhecido brilharam ao ouvir o nome da garota, ele prestava atenção em cada movimento que Alex fazia ao caminhar para o lado do Max. Ela também estava olhando para ele, estranhava o fato dele está a olhando tão intensamente, estranhava seus olhos cor de mel que estavam um pouco avermelhados e o que mais estranhava era a cor do cabelo do homem, cabelos brancos como a neve. O que mais a incomodava era o fato do cabelo dele não condizer com a sua aparência juvenil, seus fios não pareciam ter sido pintados, parecia cabelo virgem.

– Esse é....– Max é interrompido pelo homem que estende uma mão para Alex.

– Giovanne, sou servo da família Prada.– Alex repete o ato do homem em questão, mas a reação dele era diferente do que ela esperava, em vez de apertar sua mão ele a beija. Assustada com o ato ela puxa sua mão rapidamente.

– Alex Pires.– Seu rosto mostrava o seu desgosto naquela conversa.– O que você que?– Diz sem enrolar mais.

– Poderíamos falar a sós? Não quero lhe ofender Maxwell, mas não confio em você.– Ele cospe esse veneno com um sorriso no rosto.

Os dois se olham com os olhos arregalados, desacreditados com o que tinham acabado de ouvir.

Meu servo Vampiro Onde histórias criam vida. Descubra agora