Mais uma noite

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  Fecho os olhos, 
  O peito aperta.
  Um nó na barganta.
  Me desespera,
  Respiração  falha.
  Mas ja estou acostumado.

  E tudo isso já ficou guardado,
  Da minha alma reduzida a cacos
  Que nem mesmo   poderia alegrar-me;
  Apolo com  o seu brilho,
  Ou o vinho do Deus Baco.
  Basta ! Chega de meu peito sangrar .

          Sem qualquer ruptura, ou vestígio de ferimento.
    Minha alma definha a todo momento.
   E, sem palavras eu continuo.
   Pedindo  socorro calado, eu sangro e choro, sem dar qualquer vestígio .
  Minha alma vira um lixo,  a qual
  Ja estou acostumado.

   A cabeça  rodopia,   meus pensamentos  se dispersam.
  Minha mente adormece, anunciando
O fim eminente  deste ser decadente.  Já não  resta mais nada a não ser vazio.

Quando  desperto ainda estou vivo.
Mais uma vez até  a morte  falha comigo.

  
  

                                 -Gabriel Santtos

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⏰ Última actualización: Aug 20, 2019 ⏰

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