Fecho os olhos,
O peito aperta.
Um nó na barganta.
Me desespera,
Respiração falha.
Mas ja estou acostumado.
E tudo isso já ficou guardado,
Da minha alma reduzida a cacos
Que nem mesmo poderia alegrar-me;
Apolo com o seu brilho,
Ou o vinho do Deus Baco.
Basta ! Chega de meu peito sangrar .
Sem qualquer ruptura, ou vestígio de ferimento.
Minha alma definha a todo momento.
E, sem palavras eu continuo.
Pedindo socorro calado, eu sangro e choro, sem dar qualquer vestígio .
Minha alma vira um lixo, a qual
Ja estou acostumado.
A cabeça rodopia, meus pensamentos se dispersam.
Minha mente adormece, anunciando
O fim eminente deste ser decadente. Já não resta mais nada a não ser vazio.
Quando desperto ainda estou vivo.
Mais uma vez até a morte falha comigo.
-Gabriel Santtos
