Prólogo - Bonecos atrás das grades

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Unidade 01

Caso 04 - 

ENTRE LOBOS E COBRAS

   Em um lugar muito isolado do mundo, o som de um 'bip' é ouvido quando a porta que dava para as celas é aberta, a luz da lanterna passa de cela em cela revelando seus ocupantes adormecidos nas camas duras e desconfortáveis das celas de contenção especiais.

   O agente caminha calmamente entre as portas de vidro à prova de balas quando sua lanterna foca na penúltima cela daquele corredor, não mostrando seu ocupante.

__Detento nove, quatro, sete, apresente-se __comanda focando a lanterna enquanto fala no alto-falante da cela.

   Quando se aproxima da porta a procura do ocupante, foca a lanterna no chão do alojamento e se espanta ao ver um rastro muito grande de sangue vivo.

__Mais que... __o carcereiro dá um salto para trás quando a porta é atingida com violência por uma mão banhada de sangue manchando o vidro.

__M-me... me ... aju-ajude! __branda e o carcereiro fica assombrado ao ver a pele se soltar do rosto e o peito nu em grandes pedaços de carne.

   E, no segundo seguinte, já era tarde demais.

  Numa manhã de Natal nas ruas movimentadas de Las Vegas, uma certa loira andava um tanto cambaleante rumo a sua casa, camisa social amassada, jaqueta em mãos, os calçados, quando para em frente a porta de casa, a consciência de que não conseguiria abrir a própria porta lhe atinge.

   Natalie soca furiosamente a persiana da porta quebrando o vidro, abre a porta e caminha para dentro de casa com o punho da mão direita jorrando sangue pelo piso da sua amada sala, mas ela não se importava com a dor e tampouco com o sangue que perdia, ela só queria mais álcool.

__Nem para ter uma... maldita cerveja em casa você serve, Natasha Summers __resmunga e, com a porta da frente aberta, ela se joga no sofá da sala fitando o teto __que porra você deve fazer agora Natasha? Morrer? __gargalha __seria uma boa.

   O som de alguém pisando nos cacos de vidro ecoa e ela agilmente arranca a arma debaixo da mesinha de centro apontando-a para seu invasor, se deparando com Sloan Sparkins em sua porta, bufa.

__Ah... é você __resmunga soltando o revólver no chão e deitando-se novamente.

__Você está bêbada? __pergunta indignado.

__Eu? Ah não, não, não  __nega com a mão machucada __Mas! __ergue o dedo indicador __queria estar.

__Mais que po...

__Ei! Só eu posso xingar nesta residência! __interrompe __será que eu ainda tenho conhaque? __pergunta se levantando.

__Pare, você está bêbada sua loira maluca! __ralha.

__PORRA! __branda erguendo a cabeça da estante para olhá-lo __eu.não.estou.bêbada! __diz pausadamente. E era verdade, Natalie estava alterada, mas não bêbada, passara a noite passada no bar sozinha e começou a beber pouco depois das duas da manhã, e não eram nem oito horas ainda. A mulher era tudo, menos fraca para bebida __ainda consigo acertar uma bala no seu olho __declara.

Balas PerdidasWhere stories live. Discover now