primeiro

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Acordo com o despertador tocando e marcando 6:35.

Me levanto e vou ate meu guarda roupa, abro a porta e me vejo com pouquíssimas roupas, três calças jeans, cinco camisetas, dois moletons, e seis conjunto de lingerie, e por último, dois pares de meia.

Respiro fundo, e repito o mantra "Foco, força e fé".

Pego minha blusa mais nova, uma de manga longa e gola alta na cor preta, a calça é preta também.

Vou até o banheiro e tiro minha roupa, entro no banheiro e ligo o chuveiro, que por mais que esteja no quente, está no máximo morno.

Vou entrando aos poucos, sentindo meu corpo quente entrando em contato com aquela água, fecho os olhos sentindo o choque térmico.

Pego o sabonete e começo a esfregar em meu corpo, lavo tudo e fico escovando os dentes e quando termino, fecho o chuveiro e pego minha toalha, que pelo fato do banheiro ser minúsculo, foi um movimento rápido.

Saio do banheiro, as pressas por conta do frio e me visto.

O banho foi rápido, tenho que economizar na conta.

Volto para meu quarto/cozinha. Ele tem apenas uma cama de casal, um guarda roupa de madeira velha, no lado esquerdo do quartinho, já do lado direito tem uma pia com gabinete, (que está com duas gavetas quebradas) uma geladeira velha, e um cook top.

Ando até a geladeira, só tem umas cenouras e uma garrafa de leite pela metade, pego o leite e ponho numa caneca, ligo o cook top e esquenta o leite, bebo, pego meu moletom e pego minha bolsa, saio e fecha a porta.

Assim que saio, tranco a porta, respiro fundo arrumando a bolsa sobre meus ombros.

—Tudo pelo seu sonho! Não desista, você consegue!

Saio da pensão, e vou andando, quando viro a esquina, em direção a minha nova escola, escarro com uma menina e ela acaba derramando um pouco de café no meu braço.

A olho, e sinto meu mundo parar. Ela é linda, seus olhos castanhos claros são grandes e lindos, seu nariz, pequeno e delicado, sua boca desenhada e rosada, cabelo grande e cheio, preto como carvão.

—Oh meu Deus, me desculpe.

Fecho os olhos por um segundo, sua voz é rouca aveludada, e tem um sotaque maravilhoso.

—Tudo bem, não foi nada de mais.

Falo a tranqüilizando, tiro minha bolsa das costas e ponho meu moletom.

—Não queimou?

Ela pergunta quando começamos a andar, e suplico para que ela seja da mesma escola que eu.

—Não. Como se chama?

Pergunto.

—Eu não me chamo de nada, mas meu nome é Melinda, mas todo mundo me chama de Mel. E você?

Tive vontade de falar "nome lindo igual a dona" mas meu subconsciente me conteve.

—Me nome é Amélia.

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⏰ Last updated: Sep 02, 2019 ⏰

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