Capítulo I

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Às oito e meia da manhã, o som do despertador toca, acordando a garota que dormia na cama ao lado.

Caramba, falei bonito.

- Mas que merda...- A loira disse, desligando o despertador e pegando o celular para olhar as horas-Puta que pariu, eu 'tô muito atrasada!

Primeiramente, por que ela pegou o celular para olhar as horas se ela tem um despertador? Segundamente, parabéns, Betty, ficou siriricando até tarde e acordou atrasada, o que não é nenhuma novidade, mas como é o início, vamos fingir que isso nunca aconteceu.

A garota que se arruma desesperadamente é Elisabeth Cooper, ou melhor, Betty Cooper. Tem 18 anos, está no terceiro ano do ensino médio, curte uns negócios diferenciados e uns bagulhos estranhos aí. Jughead Jones, seu melhor amigo, é um desses bagulhos; nunca vi garoto mais estranho, quer dizer, ele é um pedaço de mau caminho e parece uma cesta básica, mas é meio doido, sabe?

Ao terminar de se arrumar, Betty pegou sua mochila e correu em direção à escola, Riverdale High School.

Eita, olha que nomão top, super original.

- Atrasada, Cooper?-Quando estava perto na entrada da sua-não- tão  amada escola, ela escuta uma voz grossa e forçada. Ela jurava que a voz era de seu melhor amigo, mas estava sei lá, muito máscula, coisa que Jughead era, mas não muito.

Ao se virar, ela viu o dono da voz máscula; Jughead Jones. O que ele fazia ali? Não tinha como estar atrasado, sua casa ficava perto da escola.

Ué, mas a voz não era de um macho másculo pra caramba? Por que tem um macho másculo mais ou menos ali?

- Jug? Você engrossou a voz?- Betty pergunta, arqueando as sobrancelhas.

- Sim, gostou? Eu 'to tentando deixar ela mais grossa pra conquistar a Cheryl.-Ele diz, arrumando o cabelo com uma das mãos.

- Para conquistar a minha prima você vai precisar de muitas coisas, menos uma voz grossa e forçada.-Betty diz, rindo. O melhor amigo a olhou com uma cara confusa.

Realmente, nascer de novo é uma opção.

- Ela é lésbica, Jug.-Betty sentiu que havia destruído os sonhos do garoto; ele havia feito uma cara tão triste, tinha até biquinho.

Na verdade, acho que precisa só trocar de sexo mesmo; adeus dickcholas, olá perseguida. E sim, Jughead chama o amiguinho de Dickcholas, não perguntem o porquê.

- Que porra, por que todo mundo que eu quero não me quer?- Ele pergunta, levando a mão esquerda até a testa, fazendo drama.

Continue assim, Jughead, mais alguns anos e você poderá ser considerado o desastre do drama.

- Quer que eu coloque Marilia Mendonça pra tocar? Você parece tão tristinho.-Betty debocha do amigo.

Ué, gente, tem Marilia Mendonça na gringa?
Éeeeh, gente, vocês ainda estão no portão da escola, alguém lembra eles disso aí.

- Ownn, que filha da putinha você, Elisabeth Cooper. Mexe na ferida do melhor amigo mesmo, vai lá.- Jughead, ainda dramatizando, diz isso.

Correção, ele já é o desastre do drama.

- Agora a madame vai ficar chorando, é isso?

Bettyzinha, você está maltratando nosso moreninho cesta básica, continue, por favor.

- Eu nem vou te responder, ok? Fala com o vácuo.-Jughead disse.

O moreno deixou Betty para trás e passou pela entrada da escola, indo até a sala do diretor.

De repente 36Where stories live. Discover now