PRÓLOGO

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   Eventualmente boas pessoas morrem, assim como as más. Pessoas velhas morrem de algum  ataque do coração ou hipertensão – sinceramente prefiro a morte do que a velhice. Os jovens morrem por acharem que são donos do mundo. Pais de família morrem, e deixam uma mulher e três filhos para trás – talvez eu devesse incluir a amante nessa conta, mas prefiro me abster dos relacionamentos alheios. Pessoas inocentes morrem por estarem no lugar errado e na hora errada. Bem, para falar a verdade todo mundo morre. Mas existem os que puxam os fios para que e os outros dancem, só para depois cortarem as cordas; As marionetes caem. Eu não sou do tipo do tipo que controla as cordas, nem tão pouco sou a marionete, estou mais para a tesoura que corta a ligação entre o brinquedo e as mãos. E por esse serviço sou bem pago, é claro tenho uma clientela específica; geralmente são políticos que me procuram quando precisam que alguém se silencie e já silenciei tantas pessoas que é difícil contar. eu não me orgulho do que faço, mas, como faço... Sou muito bom na minha profissão, posso ser sutil e fazer parecer que foi uma morte acidental – Essas são as que exigem mais de mim. As vezes aceito trabalhos nos que quais preciso de mais brutalidade do que sutileza – É um trabalho sujo.
Deito-me, exausto e não consigo dormir – Não, eu não tenho insônia. 
   É que apesar do corpo cansado meu cérebro continua agitado demais. Então começo a pensar em todas as vidas que eu tirei – Isso não me incômoda e também não tenho nenhum tipo de crise de consciência nesses momentos. Sabe, se tem algo que me torna diferente dos outros sicários é que eu gosto de estórias, então sempre pesquiso ao máximo todas as informações sobre a vítima, antes do nosso inevitável encontro. As vezes até peço para que me contem alguma coisa sobre eles, na esperança que algo vá me fazer hesitar – eu nunca hesito, pois a maioria dessas pessoas são no mínimo desprezíveis. Entretanto, algumas poucas histórias merecem ser contadas, Por motivos óbvios não revelo meu nome, pode me chamar de: Hunter. peço para que se você não tem um estômago forte não continue a ler essas cartas, caso o contrário fique a vontade, irei te entreter por algumas horas, enquanto estiver lendo vai se perguntar “por quê?”, se tiver coragem vai olhar atrás da porta ou embaixo da cama, mas, no final eu garanto que você vai chorar...

Hunter - Memórias de um assassino sem rosto Histórias para pegar e não largar. Descubra agora